sexta-feira, 13 de janeiro de 2006

Manifesto - Uma historia com futuro

O King Lizards é um grupo de sócios crítico, atento e empenhado em construir um Sporting melhor.
Propomo-vos o seguinte manifesto para discussão de todos os sportinguistas interessados no futuro do clube.
Eventuais discordâncias, alterações e apoios deverão ser submetidos em forma de comentário, acompanhados do respectivo contacto para discussão no blog.
Queremos dinamizar um movimento que dê a cara, de modo formalizado, pela luta por eleições o mais brevemente possível.
Em função da discussão que este Manifesto suscitar poderá posteriormente nascer um movimento formal de apoio a uma candidatura que venha a surgir.

SPORTING SEMPRE!!!!



PS- Se possível, deixem um contacto com as vossas apreciações. Iremos fazer uma síntese de todas elas e reformular o documento em função disso. Mas, poderá haver a necessidade de ir debatendo/clarificando esta ou aquela ideia em concreto com o(s) seu(s) autor(es). Se se justificar poderemos também vir a criar um Forum para este efeito. Agradecimentos antecipados.

4 comentários:

  1. Caro Master: Concordo em traços gerais com o diagnóstico explícito no Manisfesto. Aliás, o diagnóstico parece ser óbvio. Já quanto às terapeuticas, não me convencem. Aliás, não sei se há terapeuticas disponíveis. Um clube de futebol em Portugal, na primeira década do séc.XXI, infelizmente, não cavalga sucessos com gestões assentes em Parlamentos, mais ou mnos democráticos. A solução do problema do Sporting é uma gestão eficaz do futebol profissional. A partir daí, e asseguradas as premissas fundamentais dos estatutos-base do clube e uma gestão empresarial competente do seu grupo de empresas, tudo vem por acréscimo. E quem pode impor uma gestão eficaz do futebol profissional? Gestores com sólida reputação na banca ou na área da construção civil? Pseudo-caudilhos oriundos da política ou do jet-set? Gente com sólida e histórica relação com o clube? Nada disso, como sabemos por experiência própria. Infelizmente, aquilo que se pede a um Presidente da SAD e gestor do futebol profissional não se aprende nos bancos das universidades, nem nas administrações de empresas financeiras, industriais ou da construção civil. Não consta que o gestor de maior sucesso no futebol profissional em Portugal seja um empresário de sucesso no mundo das empresas ou um gestor com mercado no management nacional. O nosso azar foi o Dr. Roquette não ser o Pinto da Costa, não perceber nada de futebol e ter raiva a quem percebe. Futebol profissional é liderança e carisma. E isso não se compra no supermercado nem cai do céu. É com muita pena que o digo, os lampiões acertaram no LFV. O homem irrita-me à distância e só de pensar que ele podia ser do Sporting me deixa nervoso, mas temos de concordar que é um match perfeito. Em Alvalade, parece que os gestores se esforçam por destruir a auto estima dos adeptos. E um adepto não é um accionista. Um adepto tem um lado irracional importante que às vezes o leva a comprar a imprensa desportiva ao fim de semana só para saber que o Sporting é humilhado pelo Presidente do Nacional que é um mafioso atrasado mental, aliado do FCP. Um Presidente da SAD do Sporting não pode deixar que estas coisas aconteçam e deixar que seja o pobre do treinador, que percebe muito mais disto do que ele, a tentar compor o ramalhete. É que às vezes, ir ao Brasil trazer um jogador pelas orelhas e mandar dar uns estalos para a televisão gravar é mais importante para a saúde psicológica da tribo do futebol do que ganhar por 6 a 0. Na área do Sporting, quer se goste ou não do personagem, só vejo um eventual candidato com esse perfil. Alguém que vive o futebol, que tenha provas dadas, que não tenha medo de levantar a voz e que tenha aquele feeling fundamental de tentar ir contratar o melhor treinador do mundo quando ele ainda estava disponível: pois é, o Luís Duque. Estou à espera de ver qual é a posição dele. Porque mesmo que os bancos mandem muito no Sporting. Mesmo que as famílias ilustres e os doutores da Linha do Estoril mandem muito no Sporting. Quem manda aqui ainda somos nós. As dezenas de milhares de sócios e os milhões de simpatizantes. Se quisermos isto endireita. Até porque é urgente que haja alguém que tire dali aqueles apresentadores histéricos que nos tratam como atrasados mentais nas bancadas de Alvalade. Estou mais farto deles do que saudoso dos sete a uns ao Montijo, com 4 do Yazalde, do tempo em que eu era puto e ia ao futebol com o meu avô.

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  2. Obrigado Carissimo LV!
    Recebido e lido. Ha aqui algumas coisas que gostaria desde ja de ir debatendo, mas o melhor é fazer depois uma síntese de tudo o que nos for chegando, refazer o documento em função das críticas e voltar a submete-lo à vossa apreciação.
    Para começar, já estamos a praticar a democracia debatendo ideias e tentando perceber o que é o problema que aflige o SCP ;-)
    Mas, eu próprio gostava de ir clarificando com todos os intervenientes alguns dos pontos especificos das apreciações que forem chegando. Portanto, agradecia que nos fossem deixando um contacto qualquer atraves do qual possamos comunicar.
    Agradecimentos antecipados e um grande abraço a todos!

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  3. Espero que esta discussão via comentários funcione pois a situação actual do Sporting merece a maior das nossas atenções:

    Não me parece que a solução seja um qualquer LFV, já nos chegou o Souza Sintra.

    O que me parece é que é preciso acabar com a gestão do grupo Espírito Santo que cada vez mais se sente à vontade para tomar as rédeas do negócio enterrando os aspectos desportivos. De tal modo que o seu último fantoche já diz na televisão que o clube não precisa de ter a maioria porque assim os investidores não têm confiança. Mas diz mais. Diz que é preciso vender património. Que é preciso acabar com o que não é rentável. Não diz, curiosamente, que é preciso ter mais atenção aos serviços prestados a quem paga!

    O Sporting, clube ou SAD, está minado pelos paradigmas de gestão que têm enterrado a Europa e não tem olhado do ponto de vista estratégico para as suas elevadas potencialidades e isso é que é lamentável.

    Para mim a questão não se pode por ao nível da pequenez do nosso futebol, nem se pode por só no futebol (mas já lá vamos), porque:

    -Dispomos de matéria-prima que todos os mercados querem comprar (miúdos que sabem jogar à bola)
    -Dispomos dos meios necessários à sua valorização de modo a criar mais-valias dessa matéria-prima (Alcochete)
    -Dispomos de meios de promoção eficientes e eficazes (competições europeias e resumos dos campeonatos europeus)

    Então o que é que nos falta? A questão desportiva uma visão estratégica que permita que os miúdos saiam de Alvalade vencedores, leia-se mais valorizados, e não só bons jogadores. Porque a nossa posição no mercado mundial pode não nos permitir, a curto prazo, muito mais, mas é preciso aprender com quem tem feito as coisas bem, com quem constrói uma equipa de três em três anos e depois tira dela todas as mais-valias possíveis e imaginárias.

    O que nos tem perdido é a visão da banca que quer ver a massa depressa. É o que nos tem perdido no resto da economia também. Bancos que só querem saber do lucro fácil. Prostituição financeira, diria.

    É claro, portanto, que não pode ser um gestor de topo a salvar-nos. Tem que ser alguém que tenha capacidade para impor a sua vontade aos credores e isso, julgo eu, não há.

    Depois, no ano do centenário, e de eleições, que estratégia é esta que nos leva a esquecer toda a grandeza do clube? Estou com LV quando ele está farto da loira dos estádio (aquela que não sabe português ou tem duas equipas a do Sporting e uma outra). E os Delfins (não é Acácio?). Numa visão castradora do clube e numa visão tacanha dos mercados uma vez que todas as modalidades têm hoje a sua viabilidade económica se tiverem uma estratégia definida.

    Hoje por hoje, acho que devia surgir uma candidatura que falasse destas coisas, para que num futuro se criem condições para não termos a academia gerida por um lampião que pode ser o melhor gestor do mundo, pode ser a melhor pessoa do mundo, mas é lampião.

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  4. Mensagem que endereço aos King Lizards:

    No Sporting as coisas encaminham-se, a passos largos, para uma belenensização.

    Ou então aparece um grupo de pessoas com disposição e capacidade para:

    - Elaborar um projecto válido e exequível de gestão;
    - Reunir uma liderança com capacidade de levar à prática esse projecto.

    Quanto ao projecto, a actual (felizmente interina) direcção apenas apresenta soluções "negativas": acabar com modalidades, vender património...

    Este Manifesto, além de fazer a possível radiografia da situação, constitui o primeiro repositório de medidas de carácter "positivo", nomeadamente as que respeitam à abertura à participação dos associados na vida do clube : "os adeptos são a seiva do Sporting".

    Também concordo que é fundamental a definição das características dos dirigentes que venham a ser escolhidos para concretizar o projecto. Quanto a este aspecto subscrevo a importância de o nosso clube marcar a diferença no que respeita à honorabilidade e métodos a utilizar: "O Sporting é conhecido pela honestidade e pelo fairplay e tem de, serenamente, fazer prevalecer esses valores", assim podendo dar "contributos decisivos para uma remodelação profunda do futebol português. Uma renovação pelo exemplo e pelas boas práticas". Neste aspecto afasto-me, por exemplo, daqueles que veriam com bons olhos a volta de Luís Duque.

    Por estas razões, o Manifesto merece, desde logo, o meu apoio e a disponibilidade de princípio para colaborar numa solução de futuro.

    Raul Henriques

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