O blog King Lizards é um espaço de liberdade. Mas também é um espaço de rigor. Por isso decidi comentar aqui nesta coluna o teor do post anterior. Aquela não é pois a "nossa versão do Santa", mas sim a versão do companheiro Verde Caeiro.
Pai Natal não rima, na minha humilde opinião, nem com política, nem com refrigerantes. Quanto aos lampiões, a verdade é que nos habituámos a um Pai Natal vermelho. Não há volta a dar-lhe. Um "pai natal" verde é um personagem de reacção. Ao Sporting cabe, ainda na minha opinião, identificar-se com, ou rever-se em personagens originais e não personagens mais ou menos facilmente travestidos.
quinta-feira, 22 de dezembro de 2005

Companheiros, para quem está farto do pai natal do costume (que é uma mistura entre um comuna, um lampião e um coca-cólico) aqui fica a nossa versão oficial do que o Santa devia ser.
A História ensina-nos que o Bem triunfa sempre e é isso que nos mantém optimistas quanto ao futuro do Sporting.
Bom Natal a todos e que a Força esteja convosco.
terça-feira, 20 de dezembro de 2005
Boa sorte Rogério
Um Sporting tremendamente eficaz e personalizado que lá vai seguindo paulatinamente o seu caminho. Não sofreu golos e marcou três tentos pela primeira vez neste campeonato. Uma boa atitude no geral (um Sá Pinto sacrificado, um Liedson renascido, um Tonel eficiente). Paulo Bento continua de parabens.
No dia em que Rogério termina a sua passagem pelas fileiras do Sporting.
Rogério foi um jogador importante. Na minha opinião, a equipa foi seriamente afectada durante as suas ausências ocasionais e, ou muito me engano, ou a sua falta vai-se fazer sentir de forma notória nos tempos mais próximos. Haverá certamente razões fortes para esta saída (era importante que o clube se preocupasse em manter os sócios e adeptos mais informados --da forma mais adequada em cada momento-- sobre as alterações que se vão operando), mas Rogério é um jogador cuja saida lamento profundamente.
No dia em que Rogério termina a sua passagem pelas fileiras do Sporting.
Rogério foi um jogador importante. Na minha opinião, a equipa foi seriamente afectada durante as suas ausências ocasionais e, ou muito me engano, ou a sua falta vai-se fazer sentir de forma notória nos tempos mais próximos. Haverá certamente razões fortes para esta saída (era importante que o clube se preocupasse em manter os sócios e adeptos mais informados --da forma mais adequada em cada momento-- sobre as alterações que se vão operando), mas Rogério é um jogador cuja saida lamento profundamente.
segunda-feira, 19 de dezembro de 2005
E agora?
Há uma agremiação ali à beira da 2ª Circular, frente ao Centro Comercial Colombo (o nome agora não me occorre), cuja equipa de futebol é dirigida tecnicamente por uma senhor holandês que fala espanhol. Aqui há cerca de um mês e tal, a propósito de um golo (mal) validado ao Sporting no jogo com a União de Leiria, a criatura veio a terreiro tecer considerações de forma intempestiva sobre a arbitragem em Portugal. Estava apoplético! Parecia que os diques tinham rebentado!
Escrevi aqui que o homem tinha de aprender a estar caladinho porque às vezes estes comentários têm tendência para cair em cima de quem as profere. Era fatal: estou agora à espera do comentário igualmente veemente do cavalheiro sobre o golo inacreditável que no sábado puniu de forma injusta o Nacional da Madeira...
Escrevi aqui que o homem tinha de aprender a estar caladinho porque às vezes estes comentários têm tendência para cair em cima de quem as profere. Era fatal: estou agora à espera do comentário igualmente veemente do cavalheiro sobre o golo inacreditável que no sábado puniu de forma injusta o Nacional da Madeira...
domingo, 18 de dezembro de 2005
Retificaçao
Ainda relativamente ao jogo com a Naval, em post anterior referi o João Moutinho e chamei a atenção para a arbitragem de Paulo Paraty e da sua equipa. Depois de rever imagens do jogo e de ler alguns comentários que foram sendo feitos a propósito do Moutinho gostaria de retificar, acrescentar ou precisar melhor, o comentário que fiz. Com efeito, independentemente do inegável espírito de luta que o nosso jogador sem dúvida revela, parece claro que nos lances violentos em que esteve envolvido há da parte dos adversários uma atitude, dir-se-ia, de premeditação criminosa. Há até quem, certamente de modo malévolo, pergunte quem será o próximo caneleiro de serviço, ou quem suspeite que esta atitude visa impedi-lo de envergar a camisola nacional nos próximos compromissos das selecções, impedindo-o de caminho de dar o contributo à sua equipa... Seja como for, o que classifiquei de actuação miserável da equipa de arbitragem, chamaria agora, com mais rigor, de vergonhosa cumplicidade porque a verdade é que ficaram por mostrar vários cartões vermelhos!
Deixo então a necessária retificação, e, sobre este assunto, fico-me para já, por aqui...
Deixo então a necessária retificação, e, sobre este assunto, fico-me para já, por aqui...
sábado, 17 de dezembro de 2005
O meio campo...
No post anterior questionei-me sobre o problema do meio campo leonino que parece andar à deriva desde há tempo. Com outros sectores em franca melhoria de actuação parece residir no meio campo o défice principal, actual, da equipa. Curiosamente, li hoje um post do nosso colega Críticos da Bola, de autoria de Jean-Paul Lares, chamado "Batalha Naval" que aborda justamente esta questão em termos bastante claros. Quero referenciá-lo pois aqui porque o acho bastante útil. Aproveito para enviar agradecimentos ao seu autor pela lucidez da sua análise e pela generosidade de a partilhar connosco.
Acrescentaria que o que Lares aponta no seu escrito, na sua clareza e correcção, vem em última análise revelar que os problemas jazem a montante de tudo isto. Haverá é certo questões específicas individuais, de cultura tática, de treino e de direcção da equipa. No meu entender, porém, o que tudo isto acaba por desvendar é a falta de coordenação no topo de toda esta pirâmide que transcende o futebol. É assim em qualquer equipa que procura apenas sobreviver, o que parece ser o caso do Sporting.
Por outras palavras, o problema não é conjuntural, é estrutural. E não é do meio campo...
Acrescentaria que o que Lares aponta no seu escrito, na sua clareza e correcção, vem em última análise revelar que os problemas jazem a montante de tudo isto. Haverá é certo questões específicas individuais, de cultura tática, de treino e de direcção da equipa. No meu entender, porém, o que tudo isto acaba por desvendar é a falta de coordenação no topo de toda esta pirâmide que transcende o futebol. É assim em qualquer equipa que procura apenas sobreviver, o que parece ser o caso do Sporting.
Por outras palavras, o problema não é conjuntural, é estrutural. E não é do meio campo...
sexta-feira, 16 de dezembro de 2005
A pedido...
Cinco notas rápidas sobre o jogo com a Naval.
Em primeiro lugar, pelo tipo de declarações a que este Presidente nos vai habituando, interrogo-me se ele não vai ficar seriamente convencido que os três pontos hoje arrecadados foram obra do seu "recado"...
Quanto ao jogo propriamente dito, lamento as oscilações de rendimento do meio campo. Melhorou francamente no segundo tempo, mas o primeiro tempo foi mau demais. O que se passa com os meio-campistas do Sporting?
Uma nota de louvor vai para o João Moutinho, para a entrega, para a garra, para a capacidade de sofrimento É verdadeiramente notável num jogador com a sua idade. Notável!
Uma outra nota de louvor também para o Ricardo. O carácter que sempre revelou ao longo do tempo e a melhoria de forma que vem, inequivocamente, demonstrando devem trazer por aí muito fala-barato cheio de azia...
Ah! apenas uma nota final, que não resisto a deixar aqui, para o trabalho verdadeiramente miserável da equipa de arbitragem. Por acaso não teve consequências, mas isso não retira qualquer legitimidade a esta apreciação. Paulo Paraty y sus muchachos deviam pensar seriamente em dedicar-se a uma outra actividade. Para esta, defintivamente, não têm jeito nenhum!
Em primeiro lugar, pelo tipo de declarações a que este Presidente nos vai habituando, interrogo-me se ele não vai ficar seriamente convencido que os três pontos hoje arrecadados foram obra do seu "recado"...
Quanto ao jogo propriamente dito, lamento as oscilações de rendimento do meio campo. Melhorou francamente no segundo tempo, mas o primeiro tempo foi mau demais. O que se passa com os meio-campistas do Sporting?
Uma nota de louvor vai para o João Moutinho, para a entrega, para a garra, para a capacidade de sofrimento É verdadeiramente notável num jogador com a sua idade. Notável!
Uma outra nota de louvor também para o Ricardo. O carácter que sempre revelou ao longo do tempo e a melhoria de forma que vem, inequivocamente, demonstrando devem trazer por aí muito fala-barato cheio de azia...
Ah! apenas uma nota final, que não resisto a deixar aqui, para o trabalho verdadeiramente miserável da equipa de arbitragem. Por acaso não teve consequências, mas isso não retira qualquer legitimidade a esta apreciação. Paulo Paraty y sus muchachos deviam pensar seriamente em dedicar-se a uma outra actividade. Para esta, defintivamente, não têm jeito nenhum!
quinta-feira, 15 de dezembro de 2005
Sporting-Mirim!!!
O Presidente do Sporting exprimiu o seu descontentamento pela posição actualmente ocupada pelo SCP no campeonato. Aproveitando o lançamento dos tais relógios em ouro e em discurso recheado de tonalidades áureas, Soares Franco afirmou, segundo O Jogo de hoje, que "queremos um futuro dourado, que no Sporting passa obrigatoriamente por resultados (...) Para se ter êxito, esses resultados são imprescindíveis e não podemos estar satisfeitos se olharmos para a tabela classificativa. Devemos fazer melhor."
O "recado" fez-me inevitavelmente lembrar aquele prefeito de Biritiba-Mirim (Brasil) que, segundo os jornais de hoje, elaborou uma proposta de postura municipal que proibe os munícipes de... morrer!
É verdade! Dita a proposta que "Fica proibido morrer em Biritiba-Mirim. Os munícipes deverão cuidar da saúde para não falecer (...) Os infractores serão responsabilizados pelos seus actos." Assim mesmo.
Óxente! Paulo Bento: fica sabendo, que cê tá proibido de morrê!! Si cê morrê, cê vai sê responsabilizadú pelos seus actú, viu?! E com estes rilójú di gran-finú qui nós agora têmu nús púlsu, cê vai sê responsabilizadú na hora mêmú, não sábe?!!!
O "recado" fez-me inevitavelmente lembrar aquele prefeito de Biritiba-Mirim (Brasil) que, segundo os jornais de hoje, elaborou uma proposta de postura municipal que proibe os munícipes de... morrer!
É verdade! Dita a proposta que "Fica proibido morrer em Biritiba-Mirim. Os munícipes deverão cuidar da saúde para não falecer (...) Os infractores serão responsabilizados pelos seus actos." Assim mesmo.
Óxente! Paulo Bento: fica sabendo, que cê tá proibido de morrê!! Si cê morrê, cê vai sê responsabilizadú pelos seus actú, viu?! E com estes rilójú di gran-finú qui nós agora têmu nús púlsu, cê vai sê responsabilizadú na hora mêmú, não sábe?!!!
Entradas & Saidas, Lda
Confesso que não entendo grande coisa sobre o mundo das contratações, agentes FIFA, exercício de cláusulas de opção, épocas do mercado de transferências, empréstimos, compras de jogadores por teleshopping, perdão!, por video ou por catálogo, e outras tantos mistérios igualmente fascinantes.
Mas, na minha ignorância, não deixei de ficar perturbado com o que observo desde há muito no capítulo das contratações e dispensas neste Sporting do nosso descontentamento. A minha perturbação quase acabava mesmo na UCI quando vi anunciada recentemente uma "revolução" na reabertura do mercado de transferências!!
Não querendo enveredar pela prática da especulação --deixo isso aos profissionais...--, atentemos apenas nos casos do Edson e do Pinilla. Quanto a estes dois parece não haver dúvida, à hora a que escrevo esta coisa, que vão mesmo embora. Nos outros casos já falados tratar-se-á do exercício da referida profissão de especulador, ou serão casos que estarão ainda em fase de decisão.
Edson terá jogado na melhor das hipóteses uma meia dúzia de jogos (se calhar nem tanto...). Encostou às boxes e aí ficou. Pinilla, por seu lado, é um dos casos mais singulares a que jamais assisti: um jogador com óbvias qualidades, com tudo para ser uma enorme mais valia para o clube, com manifesto entusiasmo por jogar, com direito a cântico e tudo, a quem faltou apenas ganhar o estatuto de poder sentar-se no banco de suplentes e, nas vezes que aí se sentou, ter ordem para daí levantar o rabo. Estes jogadores constituem mais um daqueles mistérios insondáveis a que as sucessivas direcções do Sporting nos habituaram desde há muito. Vão sair antes de entrar, por assim dizer...
Paulo Bento diz hoje que o plantel é demasiadamente extenso (temos demasiada gente insatisfeita, diz ele). Que se fosse ele, Paulo Bento, o plantel não tinha sido constituido desta forma. Mas nesta altura já os responsáveis por este estado de coisas se foram, depois de se terem revelado, como se sabe, enfadados...
Digam-me lá em que outra empresa cotada na Bolsa se passam coisas destas: saídas e entradas de activos, sem que os activos "activem", saídas e entradas dos responsáveis por todas essas operações, inimputabilidade total, passagem da responsabilidade de tudo isto para uma gestão futura... E que Bolsa é esta que aceita no seu seio estes travestis de SA que são as SAD? (Ficámos recentemente a saber pela voz de Alexandre Magalhães que no FCP a coisa também não será melhor...)
Confessei no início que não entendo grande coisa destes meandros das contratações, mas, olhando para tudo isto e para toda a ganga folclórica que hoje enfeita tristemente o futebol português, não posso senão concluir que os clubes/SAD portugueses estão a ser geridos como se fossem casas de matraquilhos...
Mas, na minha ignorância, não deixei de ficar perturbado com o que observo desde há muito no capítulo das contratações e dispensas neste Sporting do nosso descontentamento. A minha perturbação quase acabava mesmo na UCI quando vi anunciada recentemente uma "revolução" na reabertura do mercado de transferências!!
Não querendo enveredar pela prática da especulação --deixo isso aos profissionais...--, atentemos apenas nos casos do Edson e do Pinilla. Quanto a estes dois parece não haver dúvida, à hora a que escrevo esta coisa, que vão mesmo embora. Nos outros casos já falados tratar-se-á do exercício da referida profissão de especulador, ou serão casos que estarão ainda em fase de decisão.
Edson terá jogado na melhor das hipóteses uma meia dúzia de jogos (se calhar nem tanto...). Encostou às boxes e aí ficou. Pinilla, por seu lado, é um dos casos mais singulares a que jamais assisti: um jogador com óbvias qualidades, com tudo para ser uma enorme mais valia para o clube, com manifesto entusiasmo por jogar, com direito a cântico e tudo, a quem faltou apenas ganhar o estatuto de poder sentar-se no banco de suplentes e, nas vezes que aí se sentou, ter ordem para daí levantar o rabo. Estes jogadores constituem mais um daqueles mistérios insondáveis a que as sucessivas direcções do Sporting nos habituaram desde há muito. Vão sair antes de entrar, por assim dizer...
Paulo Bento diz hoje que o plantel é demasiadamente extenso (temos demasiada gente insatisfeita, diz ele). Que se fosse ele, Paulo Bento, o plantel não tinha sido constituido desta forma. Mas nesta altura já os responsáveis por este estado de coisas se foram, depois de se terem revelado, como se sabe, enfadados...
Digam-me lá em que outra empresa cotada na Bolsa se passam coisas destas: saídas e entradas de activos, sem que os activos "activem", saídas e entradas dos responsáveis por todas essas operações, inimputabilidade total, passagem da responsabilidade de tudo isto para uma gestão futura... E que Bolsa é esta que aceita no seu seio estes travestis de SA que são as SAD? (Ficámos recentemente a saber pela voz de Alexandre Magalhães que no FCP a coisa também não será melhor...)
Confessei no início que não entendo grande coisa destes meandros das contratações, mas, olhando para tudo isto e para toda a ganga folclórica que hoje enfeita tristemente o futebol português, não posso senão concluir que os clubes/SAD portugueses estão a ser geridos como se fossem casas de matraquilhos...
"Os sportinguistas estão de parabéns"...
Assim se lê no site do Sporting a propósito do tal relógio do Centenário.
Se pensavam que eu estava a exagerar no tom do comentário que fiz sobre este assunto leiam a notícia publicada ontem no site. É isto... Uma densidade de lugares comuns nunca vista!
Leiam, leiam!
Se pensavam que eu estava a exagerar no tom do comentário que fiz sobre este assunto leiam a notícia publicada ontem no site. É isto... Uma densidade de lugares comuns nunca vista!
Leiam, leiam!
terça-feira, 13 de dezembro de 2005
Atençao Lizards!
O King Lizards faz agora parte da Federação dos Blogs de Futebol.
Carreguem no banner para aceder ao Blog dos Blogs!!!!!!!
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domingo, 11 de dezembro de 2005
Meter o Centenario no sexto...
Terá passado certamente despercebida a muita gente a notícia de que, em período de comemoração do Centenário, o Sporting decidiu, em colaboração com a marca de alta relojoaria Franck Muller, lançar um modelo de relógio comemorativo da efeméride. Tão grande preciosidade, em ouro verde de 18 quilates, vai ter uma edição limitada de 36 exemplares que custarão aproximadamente 20.000 euros cada. Mais: o Presidente do Sporting Clube de Portugal, acompanhado do Presidente do Conselho Fiscal e do sócio número 1 deslocaram-se à Franck Muller em Genebra para assistir à montagem do primeiro exemplar...
Não querendo praticar aqui o jogo fácil da demagogia, gostaria de deixar no entanto algumas notas sobre este assunto. Numa altura em que está tudo por fazer e em que a crise que atravessamos se afigura como não tendo paralelo com nada que o Sporting tenha experimentado antes, numa altura em que, certamente para continuar as efusivas comemorações do Centenário, o Sporting desce para o 6º lugar no campeonato, não deixa de ser curioso ver o que faz vibrar a direcção em exercício levando-a a cumprir com dedicação comovente tão delicada tarefa. Os problemas são imensos, o futuro é escuríssimo, mas vamos ter 36 sportinguistas que irão poder dizer com precisão suiça e em grande estilo quanto tempo vai levar o clube a cair para o fundo mais inexorável.
Não posso deixar de me sentir irado (irado!) pela forma como a situação problemática que o Sporting vive tem vindo a ser tratada por esta direcção. Uma actuação que vem de trás e que conduziu à crise mais profunda que o Sporting jamais atravessou. Uma crise que, pelo que se vê, vai assumindo contornos cada vez mais patéticos.
Não era preciso um relógio tão sofisticado para saber que está na hora da oligarquia ser apeada e que é imperioso escolher um novo rumo!!!
Não querendo praticar aqui o jogo fácil da demagogia, gostaria de deixar no entanto algumas notas sobre este assunto. Numa altura em que está tudo por fazer e em que a crise que atravessamos se afigura como não tendo paralelo com nada que o Sporting tenha experimentado antes, numa altura em que, certamente para continuar as efusivas comemorações do Centenário, o Sporting desce para o 6º lugar no campeonato, não deixa de ser curioso ver o que faz vibrar a direcção em exercício levando-a a cumprir com dedicação comovente tão delicada tarefa. Os problemas são imensos, o futuro é escuríssimo, mas vamos ter 36 sportinguistas que irão poder dizer com precisão suiça e em grande estilo quanto tempo vai levar o clube a cair para o fundo mais inexorável.
Não posso deixar de me sentir irado (irado!) pela forma como a situação problemática que o Sporting vive tem vindo a ser tratada por esta direcção. Uma actuação que vem de trás e que conduziu à crise mais profunda que o Sporting jamais atravessou. Uma crise que, pelo que se vê, vai assumindo contornos cada vez mais patéticos.
Não era preciso um relógio tão sofisticado para saber que está na hora da oligarquia ser apeada e que é imperioso escolher um novo rumo!!!
sábado, 10 de dezembro de 2005
Projecto...
O jogo da U. de Leiria com o F.C. Porto tinha, segundo o relato da TSF, cerca de 2500 espectadores! O estádio Magalhães Pessoa foi, pelos vistos, muito mal projectado...
sexta-feira, 9 de dezembro de 2005
Jornada injusta
Finalmente lá veio a primeira derrota da era Paulo Bento. Nada de completamente inesperado, nem excessivamente penalizante. Na verdade o Sporting até nem teve uma exibição assim tão má, a entrega foi total (grande Ricardo!!!!!) e nada disto teve a ver com aquelas exibições desastrosas de má memória. Mas não há estratégia que resista a tantas falhas de concretização. O Liedson então devia quanto a mim ficar a pão e água até ao fim da época. Livra!
Duas notas finais para realçar novamente as palavras serenas e realistas do Paulo Bento no final do jogo e, já agora, as do treinador do Estrela, António Oliveira. Raramente vemos um treinador português tecer considerações sobre exibição do adversário como as que lhe ouvimos esta noite. Paulo Bento felicitou o Estrela. A crise continua...
Duas notas finais para realçar novamente as palavras serenas e realistas do Paulo Bento no final do jogo e, já agora, as do treinador do Estrela, António Oliveira. Raramente vemos um treinador português tecer considerações sobre exibição do adversário como as que lhe ouvimos esta noite. Paulo Bento felicitou o Estrela. A crise continua...
A loja verde (remix)
Dar conta, como tenho feito volta não volta, do que se passa nos blogs nossos vizinhos é tarefa que faço com um objectivo duplo. Ao reproduzir (cooom a deviiiida véééniiia, claro!) um ou outro ponto de vista que por esses blogs se vai expressando, faço com todo o gosto uma espécie de "resumo da imprensa-blog" para a nossa "freguesia" aqui do KL, mas, ao mesmo tempo, pretendo transmitir a ideia que afinal as críticas e a contestação ao que se passa no Sporting são mais generalisadas do que poderíamos pensar e bem mais significativas que o ocasional insulto soez ou o ridículo lencinho branco. Quando nós próprios falamos sobre estes assuntos entre nós estamos afinal mais acompanhados do que poderíamos pensar. Falta a organização para dar voz a estes protestos avulsos que lhes dê uma maior consistência, mas isso é outra conversa.
No blog Simplesmente Sporting de hoje é a vez da Loja Verde ser analisada, num longo e interessante post assinado por Rui. Aconselho a sua leitura. Muitas vezes temos falado entre nós, com efeito, sobre esta questão da chaladisse que é o merchandising do Sporting e do ar deslavado de tudo aquilo e não posso estar mais de acordo com a análise. "Fanlab" é de facto, desde logo, uma designação lamentável. Mas o problema é, creio, mais vasto.
De facto, quando é hoje mais fácil a um lisboeta, por exemplo, comprar, a partir de Lisboa, um bilhete para um concerto na Casa da Música no Porto do que comprar um bilhete para um jogo do Sporting há qualquer coisa que está a correr francamente mal.
Sugiro então que leiam o post referido.
No blog Simplesmente Sporting de hoje é a vez da Loja Verde ser analisada, num longo e interessante post assinado por Rui. Aconselho a sua leitura. Muitas vezes temos falado entre nós, com efeito, sobre esta questão da chaladisse que é o merchandising do Sporting e do ar deslavado de tudo aquilo e não posso estar mais de acordo com a análise. "Fanlab" é de facto, desde logo, uma designação lamentável. Mas o problema é, creio, mais vasto.
De facto, quando é hoje mais fácil a um lisboeta, por exemplo, comprar, a partir de Lisboa, um bilhete para um concerto na Casa da Música no Porto do que comprar um bilhete para um jogo do Sporting há qualquer coisa que está a correr francamente mal.
Sugiro então que leiam o post referido.
segunda-feira, 5 de dezembro de 2005
Um problema duplo
O problema do Sporting é duplo.
De um lado, o problema do Sporting é o problema do futebol português. Nele impera a escola de gestão de mercearia, a confusão ou falta de princípios, os oportunismos, as promiscuidades, os canibalismos (quando olho o futebol português vem-me à ideia aquela caricatura do Bordalo chamada "Política")... Por tudo isto passa hoje o futebol português (a tudo isto reagiu o futebol inglês, o espanhol ou o italiano, por exemplo, com os resultados que todos podemos apreciar hoje) e tudo isto se reflete nos clubes que dele fazem parte.
Mais: o panorama do futebol português reflete afinal o panorama... português!
Por outro lado, o problema do Sporting é também... o próprio Sporting. Depois de tanta expectativa o Sporting está hoje, por diversas razões, francamente aquém do que imaginámos quando foi lançado o chamado "Projecto Roquette", como por diversas vezes referi aqui no espaço do KL. Neste sentido, creio que o problema do clube se situa nos planos da direcção e da organização das estruturas do poder.
Para superar tudo isto, o Sporting tem de construir uma solução directiva própria, inovadora, com novas estruturas e mais democracia, que possa servir, simultaneamente, de figurino para um novo futebol português. Aí está um desígnio digno de um clube com a grandeza e os princípios do SCP. Os problemas que nos afectam desaparecerão, certamente, se e só se este binómio for resolvido.
Depois iremos então ver quem ganha no terreno de jogo. Até lá tudo isto é uma aldrabice!
De um lado, o problema do Sporting é o problema do futebol português. Nele impera a escola de gestão de mercearia, a confusão ou falta de princípios, os oportunismos, as promiscuidades, os canibalismos (quando olho o futebol português vem-me à ideia aquela caricatura do Bordalo chamada "Política")... Por tudo isto passa hoje o futebol português (a tudo isto reagiu o futebol inglês, o espanhol ou o italiano, por exemplo, com os resultados que todos podemos apreciar hoje) e tudo isto se reflete nos clubes que dele fazem parte.
Mais: o panorama do futebol português reflete afinal o panorama... português!
Por outro lado, o problema do Sporting é também... o próprio Sporting. Depois de tanta expectativa o Sporting está hoje, por diversas razões, francamente aquém do que imaginámos quando foi lançado o chamado "Projecto Roquette", como por diversas vezes referi aqui no espaço do KL. Neste sentido, creio que o problema do clube se situa nos planos da direcção e da organização das estruturas do poder.
Para superar tudo isto, o Sporting tem de construir uma solução directiva própria, inovadora, com novas estruturas e mais democracia, que possa servir, simultaneamente, de figurino para um novo futebol português. Aí está um desígnio digno de um clube com a grandeza e os princípios do SCP. Os problemas que nos afectam desaparecerão, certamente, se e só se este binómio for resolvido.
Depois iremos então ver quem ganha no terreno de jogo. Até lá tudo isto é uma aldrabice!
Gestão amadora
Depois da desempoeirada e saudavelmente descomplexada exibição que o nosso Sporting, lá fui eu no sábado comprar um jornalito desportivo para acompanhar a bica matinal e o croquete, ali na Cristal.
O Record vinha com uma revista chamada “Dez” onde o Mourinho escreve um artigo com o título Hotel Chelsea (toma lá ó Leonard Cohen…).
Dois temas chamaram-me a atenção na crónica semanal do Mourinho em que o Sporting dominou os seus comentários.
Num, a referência muito positiva ao comportamento do Paulo Bento (mesmo sem saber do resultado e exibição nas Antas), elogiando-lhe a honestidade e a frontalidade para assumir os desafios e a coragem com que tem gerido a disciplina no caso Liedson.
Noutro ponto, colocando em causa a competência da gestão da SAD a propósito do aparecimento do Nani.
Diz ele que um dos objectivos de qualquer clube com a dimensão dos Portugueses é criar talentos nas suas escolas para depois os vender criando mais-valias.
Ora ele lembra, e bem, que poucos clubes no mundo têm sido tão bem sucedidos nesta matéria; lembremo-nos que em menos de 10 anos produzimos o Simão, o Quaresma, o Hugo Viana e o Cristiano Ronaldo, todos eles vindos das camadas mais jovens e vendidos por valores sempre na ordem dos milhões de contos.
Pergunta-se ele, e com razão, que gestão é esta que produz mais valias deste calibre e depois não consegue apresentar contas estruturadas (de que os últimos casos são apenas mais uma demonstração) e resultados financeiros sólidos.
Temos que nos perguntar também o que se passa. Se produzir um jogador de 2 ou 3 milhões de contos de 2 em 2 anos não chega para sustentar o clube, que raio haveremos de fazer?
Que despesas justificam este descalabro (num clube que se orgulha de ter uma massa salarial baixa para a média dos clubes do seu estatuto)?
Se temos as melhores afluências de público da Super Liga, se temos a melhor taxa de êxito na venda de lugares anuais, se temos a melhor e de longe mais rentável escola de formação do País, e nada disto chega, para onde é que vamos?
Se cumprimos todos os objectivos financeiros do ponto de vista das receitas e até excedemos as expectativas com a arte de inventar estrelas, como é que chegamos a este ponto?
Se apesar de tudo isto há dívidas ao fisco e necessidade de venda de património e urgência de encontrar presidentes mecenas, não estará o problema na gestão amadora das finanças do clube?
O Record vinha com uma revista chamada “Dez” onde o Mourinho escreve um artigo com o título Hotel Chelsea (toma lá ó Leonard Cohen…).
Dois temas chamaram-me a atenção na crónica semanal do Mourinho em que o Sporting dominou os seus comentários.
Num, a referência muito positiva ao comportamento do Paulo Bento (mesmo sem saber do resultado e exibição nas Antas), elogiando-lhe a honestidade e a frontalidade para assumir os desafios e a coragem com que tem gerido a disciplina no caso Liedson.
Noutro ponto, colocando em causa a competência da gestão da SAD a propósito do aparecimento do Nani.
Diz ele que um dos objectivos de qualquer clube com a dimensão dos Portugueses é criar talentos nas suas escolas para depois os vender criando mais-valias.
Ora ele lembra, e bem, que poucos clubes no mundo têm sido tão bem sucedidos nesta matéria; lembremo-nos que em menos de 10 anos produzimos o Simão, o Quaresma, o Hugo Viana e o Cristiano Ronaldo, todos eles vindos das camadas mais jovens e vendidos por valores sempre na ordem dos milhões de contos.
Pergunta-se ele, e com razão, que gestão é esta que produz mais valias deste calibre e depois não consegue apresentar contas estruturadas (de que os últimos casos são apenas mais uma demonstração) e resultados financeiros sólidos.
Temos que nos perguntar também o que se passa. Se produzir um jogador de 2 ou 3 milhões de contos de 2 em 2 anos não chega para sustentar o clube, que raio haveremos de fazer?
Que despesas justificam este descalabro (num clube que se orgulha de ter uma massa salarial baixa para a média dos clubes do seu estatuto)?
Se temos as melhores afluências de público da Super Liga, se temos a melhor taxa de êxito na venda de lugares anuais, se temos a melhor e de longe mais rentável escola de formação do País, e nada disto chega, para onde é que vamos?
Se cumprimos todos os objectivos financeiros do ponto de vista das receitas e até excedemos as expectativas com a arte de inventar estrelas, como é que chegamos a este ponto?
Se apesar de tudo isto há dívidas ao fisco e necessidade de venda de património e urgência de encontrar presidentes mecenas, não estará o problema na gestão amadora das finanças do clube?
Clique...
Em jeito de comentário ao post anterior, gostava apenas de dar conhecimento que hoje o Público traz em separado pelo simpático preço adicional de 6 €, uma publicação da BBC Natural World, com o título "Leões, um bando em risco."
Talvez a leitura de tão ecológica publicação sirva de inspiração a esta pequena clique que vai teimando em governar o Sporting...
Talvez a leitura de tão ecológica publicação sirva de inspiração a esta pequena clique que vai teimando em governar o Sporting...
domingo, 4 de dezembro de 2005
De regresso
Reflexões várias em momento de regresso:
O nosso Sporting lá vai indo, com uma equipa desequilibrada, fruto de uma época mal preparada.
Preocupa-me que as análises ao futebol se esqueçam que o jogo é só uma das fases da indústria, que ninguém se lembre que o Peseiro já tinha dito que a equipa este ano não podia jogar como no ano passado, mas não disse que ele é que tinha decidido quem mandar embora e quem contratar. Ou, se não foi ele, não disse que não o tinham deixado fazer isso (não esquecer que ele quis muito o Wender, que podia Wonderfull mas Woderless).
O Mourinho diz muitas verdades, nós não gostamos, mas diz! Ontem na Dez disse que uma SAD como a nossa devia estar bem de saúde uma vez que vende e faz de novo para vender. Onde pára o dinheiro? Onde está a clareza de gestão? Onde é que o bancos mandam mais que a empresa? É que sem resultados positivos é difícil fazer florescer o negócio e, ou nós nos limitamos a formar jogadores, ou temos muito que mudar no clube.
Alem disso o Sporting clube é muito mais que a SAD e o futebol, mas neste centenário parece que não. O Record na sua tira diária não fala de outra coisa: o vídeo do hino do centenário refere o Lopes. Mas onde está o Agostinho? O Mamede? Os gémeos Castro e todos os outros que fizeram de nós o grande clube que somos?
Enfim vivemos momentos difíceis……
O nosso Sporting lá vai indo, com uma equipa desequilibrada, fruto de uma época mal preparada.
Preocupa-me que as análises ao futebol se esqueçam que o jogo é só uma das fases da indústria, que ninguém se lembre que o Peseiro já tinha dito que a equipa este ano não podia jogar como no ano passado, mas não disse que ele é que tinha decidido quem mandar embora e quem contratar. Ou, se não foi ele, não disse que não o tinham deixado fazer isso (não esquecer que ele quis muito o Wender, que podia Wonderfull mas Woderless).
O Mourinho diz muitas verdades, nós não gostamos, mas diz! Ontem na Dez disse que uma SAD como a nossa devia estar bem de saúde uma vez que vende e faz de novo para vender. Onde pára o dinheiro? Onde está a clareza de gestão? Onde é que o bancos mandam mais que a empresa? É que sem resultados positivos é difícil fazer florescer o negócio e, ou nós nos limitamos a formar jogadores, ou temos muito que mudar no clube.
Alem disso o Sporting clube é muito mais que a SAD e o futebol, mas neste centenário parece que não. O Record na sua tira diária não fala de outra coisa: o vídeo do hino do centenário refere o Lopes. Mas onde está o Agostinho? O Mamede? Os gémeos Castro e todos os outros que fizeram de nós o grande clube que somos?
Enfim vivemos momentos difíceis……
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