Num artigo de António Tadeia no DN (aqui citado por “Sangue Leonino”), cuja leitura completa recomendo, respigo a seguinte parte:
«O problema do Sporting […] chama-se projecto. Debelados os equívocos do projecto-Roquette, que pretendia fazer do Sporting uma joint-venture entre futebol e imobiliário, continua a haver excesso de mentalidade empresarial em Alvalade. Do mundo empresarial, os clubes devem herdar o rigor, o profissionalismo e a capacidade para inovar nos planos comercial ou de marketing, mas nunca a mentalidade que faz do princípio de causalidade a raiz do pensamento.»
Vem isto a propósito da constituição do plantel para esta época e das asneiras que os dirigentes fizeram ao deixar sair alguns jogadores que muitos sportinguistas só agora percebem como eram importantes.
Tadeia põe o acento tónico nas saídas e desvaloriza as asneiras feitas com as entradas. Eu cá acho que foram tão importantes as asneiras com as saídas, como as que se fizeram com as escolhas dos substitutos. Vendo bem, e dada a inevitabilidade das saídas de Nani e Caneira, até acho mais importantes as que se fizeram com as novas aquisições.
O resultado está à vista nas exibições recentes da nossa equipa.
No jogo de há pouco contra a Académica meteu impressão como é que é possível, depois de se ter tido uma boa atitude competitiva, o colectivo se ter esforçado e dominado durante quase todo o tempo, vir-se a perder ingloriamente a vitória no jogo no último minuto. A explicação que encontro assenta na inexperiência; como disse Paulo Bento, com um canto a favor tinha de se ter tido a esperteza de manter a bola naquela zona e não a deixar sair dali (e temos jogadores com suficiente habilidade para o conseguir).
Com a qualidade do plantel que tem, com o desânimo que os últimos (negativos) resultados e exibições hão-de ter provocado na equipa, não percebo que se atribua ao treinador a responsabilidade do presente estado de coisas e se o queira fazer substituir.
Apesar de haver já muitos sportinguistas que se pronunciam a favor desta solução, quanto a mim muito desajustada e indesejada, mantenho a opinião de que fazer isso nesta altura seria dar um tiro no próprio pé.
domingo, 13 de janeiro de 2008
F***-**!
Deve ter sido a palavra mais ouvida hoje...
Isto parece um suplício. Vocês sabem o que significa a palavra suplício: punição, tortura, tormento, sofrimento cruel.
Mas, afinal, quem é que querem punir? Porque nos torturam assim? Porquê este tormento?! Porque nos causam este sofrimento cruel? Cruel! Cruel! Cruel!!!
Acabem com este suplício, por favor, que a gente não aguenta mais um jogo assim. F***-**!
Isto parece um suplício. Vocês sabem o que significa a palavra suplício: punição, tortura, tormento, sofrimento cruel.
Mas, afinal, quem é que querem punir? Porque nos torturam assim? Porquê este tormento?! Porque nos causam este sofrimento cruel? Cruel! Cruel! Cruel!!!
Acabem com este suplício, por favor, que a gente não aguenta mais um jogo assim. F***-**!
sábado, 12 de janeiro de 2008
Mercenarização não é profissionalização: fim à SAD!
Defendi desde há muito tempo, e continuo a defender, que a SAD devia acabar. Não sei quais são as implicações jurídicas de uma tal medida, nem tenho contas mágicas feitas sobre o prejuízo que a SAD terá causado ao Clube. Mas, os resultados e a desadequação da solução SAD aos fins que todos ambicionávamos parecem evidentes, como evidente parece que a SAD foi um mau negócio para o Sporting.
Antevejo uma plêiade de leitores, daqueles mais sérios e pós-modernos, a esboçarem um sorriso trocista depois de lerem esta minha observação --se calhar entre eles estarão muitos que atacaram a ideia da SAD anteriormente com unhas e dentes...-- mas é esta a minha firme convicção.
E afirmo portanto com toda a força: maldita a hora em que nos tornámos SADISTAS!
Que grandes argumentos foram apresentados para a criação da SAD?
Em primeiro lugar, a transparência e lisura de procedimentos de gestão. Não creio que seja necessária uma SAD para isto. Bastava haver um Sporting melhor e mais seriamente gerido. Para chegar onde chegámos bastava continuar a rebaldaria.
Depois, claro, vem o argumento dos investimentos e da criação de capital de que o Sporting precisava. Ora, o capital apareceu, sim senhor, à custa dos bancos e dos trouxas dos sócios, como eu, que foram engatados e se precipitaram a comprar "lugares especiais” no novo estádio.
O Sporting nunca foi um "investimento" atractivo para ninguém fora do universo leonino. E nunca será porque para o tornar atractivo ao universo não leonino, o Sporting teria justamente de destruir o universo leonino e com isso perder-se-ia a indentidade "Sporting". O Sporting daria então lugar a um Sporting marca branca, um Sporting genérico. Não estamos livres de que nos aconteça isto, contudo... E de certa forma já acontece, porque em matéria de “sportinguismo” o Clube já conheceu melhores dias... Mas, estão certamente a ver o absurdo de tudo isto se a fórmula por hipótese vingasse.
Flexibilidade comercial, foi outro dos argumentos apresentados. Negócios à fartazana, empresas, holdings, participadas e outras preciosidades do género. Este argumento pegou até que o próprio mentor do projecto veio dizer que as diversas vertentes comerciais projectadas não eram apropriadas a uma estrutura voltada para o futebol e se passou tudo a patacos como é conhecido... Incrível, mas verdadeiro, este salto mortal irá certamente ficar para a história do capitalismo e dos capitalistas portugueses!
O célebre argumento da "bola na trave" bateu, ele próprio, na trave e fez ricochete logo que a bola bateu pela primeira vez na trave, na primeira crise de resultados pós-projecto... Hoje o argumento da “bola na trave” está morto e enterrado pelos seus próprios autores. Não abona absolutamente nada em favor do jeito para os negócios e do talento para gerir o Sporting que os grandes feiticeiros da finança “sportinguistas” alardeavam, mas eles teimam em fazer-nos crer que sim...
No geral, o projecto Roquette desfez-se em fumo e sobra dele hoje, apesar das aparências, ou com a ajuda delas, uma manifesta atmosfera de profunda decadência.
De facto, no concreto o que é que nos restou desta pífia incursão capitalista, desta aventura verdadeiramente SADica em que nos meteram?
Em primeiro lugar, o maior defice de que há memória. Em termos absolutos e em termos comparativos, não pedimos meças a ninguém: o Sporting caminha com larga vantagem à frente dos clubes portugueses mais encalacrados. Gestão para o Sporting não significa hoje trabalhar com o orçamento mais baixo dos três grandes, mas abater o défice mais alto! Esta é que é a realidade.
Em segundo lugar, uma desresponsabilização total, questão que podemos resumir no seguinte argumentário: o Clube ambiciona naturalmente resultados, consentâneos com os seus pergaminhos, mas a SAD não deixa fazer investimentos! Ah, mas a SAD não tem resultados, então a culpa é do Clube que dá prejuízo. E vice- versa, conforme as conveniências...
Em terceiro lugar, um Sporting entregue na prática a lampiões, andrades e quejandos, com impunidade total e licença para matar! Pelas malfeitorias que vemos fazer aos próprios auto-proclamados "sportinguistas" que por lá têm passado imaginamos as malfeitorias que os que assumidamente o não são farão.
Em quarto lugar, uma SAD que se usa do Clube (ou seja, dos seus sócios e do seu património material e histórico), mas que não serve o Clube!
Em quinto lugar, uma empresa que não teria qualquer viablilidade sem o Clube e sem os sócios, mas que age como se estes não existissem.
Em sexto lugar, uma SAD que não é uma instituição normal de mercado, mas antes uma aberração, uma perversão, um tumor gerido por homúnculos travestidos em gestores, mercenários que brincam com os valores, os sentimentos e o dinheiro dos sócios.
Por tudo isto, a SAD tem de ter um fim e por tudo isto temos de encontrar uma nova fórmula organizativa para o SCP. Uma fórmula que reflita o que o Clube é hoje e o que para ele projectamos para amanhã. Podemos estudar modelos de referência, podemos idealizar o nosso próprio modelo, e uma coisa é possível assegurar: SAD não é fatalidade e SAD não serve!
O debate está lançado e podemos estar certos que, ou acordamos para esta realidade e nos organizamos para definirmos o que queremos, criando, nomeadamente, uma nova fórmula organizativa, que dê um novo rumo ao Sporting --mas um Sporting para os sócios e com os sócios--, ou os pesadelos como este que estamos mais uma vez vivendo ir-se-ão repetir.
Se assim for cá nos encontraremos então, certamente, na próxima curva à espera da próxima derrapagem.
Antevejo uma plêiade de leitores, daqueles mais sérios e pós-modernos, a esboçarem um sorriso trocista depois de lerem esta minha observação --se calhar entre eles estarão muitos que atacaram a ideia da SAD anteriormente com unhas e dentes...-- mas é esta a minha firme convicção.
E afirmo portanto com toda a força: maldita a hora em que nos tornámos SADISTAS!
Que grandes argumentos foram apresentados para a criação da SAD?
Em primeiro lugar, a transparência e lisura de procedimentos de gestão. Não creio que seja necessária uma SAD para isto. Bastava haver um Sporting melhor e mais seriamente gerido. Para chegar onde chegámos bastava continuar a rebaldaria.
Depois, claro, vem o argumento dos investimentos e da criação de capital de que o Sporting precisava. Ora, o capital apareceu, sim senhor, à custa dos bancos e dos trouxas dos sócios, como eu, que foram engatados e se precipitaram a comprar "lugares especiais” no novo estádio.
O Sporting nunca foi um "investimento" atractivo para ninguém fora do universo leonino. E nunca será porque para o tornar atractivo ao universo não leonino, o Sporting teria justamente de destruir o universo leonino e com isso perder-se-ia a indentidade "Sporting". O Sporting daria então lugar a um Sporting marca branca, um Sporting genérico. Não estamos livres de que nos aconteça isto, contudo... E de certa forma já acontece, porque em matéria de “sportinguismo” o Clube já conheceu melhores dias... Mas, estão certamente a ver o absurdo de tudo isto se a fórmula por hipótese vingasse.
Flexibilidade comercial, foi outro dos argumentos apresentados. Negócios à fartazana, empresas, holdings, participadas e outras preciosidades do género. Este argumento pegou até que o próprio mentor do projecto veio dizer que as diversas vertentes comerciais projectadas não eram apropriadas a uma estrutura voltada para o futebol e se passou tudo a patacos como é conhecido... Incrível, mas verdadeiro, este salto mortal irá certamente ficar para a história do capitalismo e dos capitalistas portugueses!
O célebre argumento da "bola na trave" bateu, ele próprio, na trave e fez ricochete logo que a bola bateu pela primeira vez na trave, na primeira crise de resultados pós-projecto... Hoje o argumento da “bola na trave” está morto e enterrado pelos seus próprios autores. Não abona absolutamente nada em favor do jeito para os negócios e do talento para gerir o Sporting que os grandes feiticeiros da finança “sportinguistas” alardeavam, mas eles teimam em fazer-nos crer que sim...
No geral, o projecto Roquette desfez-se em fumo e sobra dele hoje, apesar das aparências, ou com a ajuda delas, uma manifesta atmosfera de profunda decadência.
De facto, no concreto o que é que nos restou desta pífia incursão capitalista, desta aventura verdadeiramente SADica em que nos meteram?
Em primeiro lugar, o maior defice de que há memória. Em termos absolutos e em termos comparativos, não pedimos meças a ninguém: o Sporting caminha com larga vantagem à frente dos clubes portugueses mais encalacrados. Gestão para o Sporting não significa hoje trabalhar com o orçamento mais baixo dos três grandes, mas abater o défice mais alto! Esta é que é a realidade.
Em segundo lugar, uma desresponsabilização total, questão que podemos resumir no seguinte argumentário: o Clube ambiciona naturalmente resultados, consentâneos com os seus pergaminhos, mas a SAD não deixa fazer investimentos! Ah, mas a SAD não tem resultados, então a culpa é do Clube que dá prejuízo. E vice- versa, conforme as conveniências...
Em terceiro lugar, um Sporting entregue na prática a lampiões, andrades e quejandos, com impunidade total e licença para matar! Pelas malfeitorias que vemos fazer aos próprios auto-proclamados "sportinguistas" que por lá têm passado imaginamos as malfeitorias que os que assumidamente o não são farão.
Em quarto lugar, uma SAD que se usa do Clube (ou seja, dos seus sócios e do seu património material e histórico), mas que não serve o Clube!
Em quinto lugar, uma empresa que não teria qualquer viablilidade sem o Clube e sem os sócios, mas que age como se estes não existissem.
Em sexto lugar, uma SAD que não é uma instituição normal de mercado, mas antes uma aberração, uma perversão, um tumor gerido por homúnculos travestidos em gestores, mercenários que brincam com os valores, os sentimentos e o dinheiro dos sócios.
Por tudo isto, a SAD tem de ter um fim e por tudo isto temos de encontrar uma nova fórmula organizativa para o SCP. Uma fórmula que reflita o que o Clube é hoje e o que para ele projectamos para amanhã. Podemos estudar modelos de referência, podemos idealizar o nosso próprio modelo, e uma coisa é possível assegurar: SAD não é fatalidade e SAD não serve!
O debate está lançado e podemos estar certos que, ou acordamos para esta realidade e nos organizamos para definirmos o que queremos, criando, nomeadamente, uma nova fórmula organizativa, que dê um novo rumo ao Sporting --mas um Sporting para os sócios e com os sócios--, ou os pesadelos como este que estamos mais uma vez vivendo ir-se-ão repetir.
Se assim for cá nos encontraremos então, certamente, na próxima curva à espera da próxima derrapagem.
quinta-feira, 10 de janeiro de 2008
Uma raiva impotente
O dr. Dias Ferreira é uma criatura de quem já por várias vezes falámos aqui no KL. Figura patusca, com conversa por vezes dúbia (às vezes até parece um tipo sensato!), fala por vezes como se lhe fosse na alma uma enorme raiva. Talvez por isso, há anos o Evol Roma alcunhou-o de Taliban.
O distinto causídico foi criando um enorme património mediático à custa do Sporting. Exibe-se sem pudor como se fosse o Sporting, à custa do Sporting! Se não fosse o Sporting o dr. Dias Ferreira era tão anónimo como eu, ou como o senhor Marques que vê os jogos do Sporting no café aqui ao pé de mim... Ambos nos mostramos raivosamente impotentes, mas só quando o nosso Clube está a levar na pá e a gente não consegue ir ao Conselho Leonino, telefonar para alguém da Direcção ou ir à SIC Notícias dizer o que pensa. Tirando isto, de resto, o senhor Marques e eu somos uns paz d'alma.
Perde-se já na bruma dos anos a memória dos serviços que o dr. Dias Ferreira terá prestado ao Clube e não se vislumbra outra razão para tanta "notoriedade" que não seja a que decorre de ele ter "alapado" no Sporting para dar nas vistas.
Os orgão de informação, "na impotência da sua desconcertante mediocridade" decidiram atribuir-lhe uma quase pensão vitalícia que não sabemos se reverte, pelo menos em parte como seria justo, para o Clube de que se diz apoiante. Tirando essas "permanências" ainda faz uns ganchos (como já não terá idade para fazer "oficiosas" tem de recorrer ao gancho) sempre que o País precisa de "perceber" o que se passa no Sporting.
Não sei o que faz correr o dr. Dias Ferreira, mas talvez alimente a secreta esperança de chegar um dia a Presidente do Sporting.
Se alguma vez lhe passar isso pela cabeça devo avisá-lo que o Movimento preconizado pelo Pedro (que sugeria aqui há dois anos um Movimento do tipo "se o Dias Ferreira for eleito não vou à bola") está devidamente estruturado e legalizado e só aguarda o momento oportuno para entrar em acção...
O distinto causídico foi criando um enorme património mediático à custa do Sporting. Exibe-se sem pudor como se fosse o Sporting, à custa do Sporting! Se não fosse o Sporting o dr. Dias Ferreira era tão anónimo como eu, ou como o senhor Marques que vê os jogos do Sporting no café aqui ao pé de mim... Ambos nos mostramos raivosamente impotentes, mas só quando o nosso Clube está a levar na pá e a gente não consegue ir ao Conselho Leonino, telefonar para alguém da Direcção ou ir à SIC Notícias dizer o que pensa. Tirando isto, de resto, o senhor Marques e eu somos uns paz d'alma.
Perde-se já na bruma dos anos a memória dos serviços que o dr. Dias Ferreira terá prestado ao Clube e não se vislumbra outra razão para tanta "notoriedade" que não seja a que decorre de ele ter "alapado" no Sporting para dar nas vistas.
Os orgão de informação, "na impotência da sua desconcertante mediocridade" decidiram atribuir-lhe uma quase pensão vitalícia que não sabemos se reverte, pelo menos em parte como seria justo, para o Clube de que se diz apoiante. Tirando essas "permanências" ainda faz uns ganchos (como já não terá idade para fazer "oficiosas" tem de recorrer ao gancho) sempre que o País precisa de "perceber" o que se passa no Sporting.
Não sei o que faz correr o dr. Dias Ferreira, mas talvez alimente a secreta esperança de chegar um dia a Presidente do Sporting.
Se alguma vez lhe passar isso pela cabeça devo avisá-lo que o Movimento preconizado pelo Pedro (que sugeria aqui há dois anos um Movimento do tipo "se o Dias Ferreira for eleito não vou à bola") está devidamente estruturado e legalizado e só aguarda o momento oportuno para entrar em acção...
quarta-feira, 9 de janeiro de 2008
Bonfim...?
Sobre o jogo de hoje nada há a dizer. Fica-nos a imagem de Paulo Bento nas declarações finais. É pena que nenhum dos SADicos de serviço dê a cara nesta altura e que tenha de ser ele a aparecer. O rosto da crise! E que rosto, caramba... Devo dizer que tenho de tirar o chapéu ao Paulo Bento e elogiar o seu comportamento e a forma como tem sabido gerir este imbróglio em que se meteu. É justo hoje distinguir o treinador do Sporting.
Disse que a culpa do que se passa dentro de campo é exclusivamente sua e repetiu que sabe assumir as suas responsabilidades (é um facto!). Mas, subentende-se claramente nas suas palavras que espera que os responsáveis fora do campo assumam as suas.
Não vai ter um bom fim todo este triste fadinho, mas o Paulo Bento, com toda a sua simplicidade, é o único que, apesar de tudo, sai de todo este processo com a imagem menos chamuscada. Desejo-lhe, sinceramente, muita sorte.
Disse que a culpa do que se passa dentro de campo é exclusivamente sua e repetiu que sabe assumir as suas responsabilidades (é um facto!). Mas, subentende-se claramente nas suas palavras que espera que os responsáveis fora do campo assumam as suas.
Não vai ter um bom fim todo este triste fadinho, mas o Paulo Bento, com toda a sua simplicidade, é o único que, apesar de tudo, sai de todo este processo com a imagem menos chamuscada. Desejo-lhe, sinceramente, muita sorte.
terça-feira, 8 de janeiro de 2008
A cabeça do treinador? Era só o que faltava!
Há uma velha tendência entre os sócios do Sporting de, enervados com uma sucessão de desaires desportivos da equipa de futebol, começarem a desancar a torto e a direito. O alvo mais fácil e imediato é o treinador.
O Sporting está em período de crise desportiva (num esforço de abstracção, só vou abordar aqui esta). Ainda hoje, mesmo há bocadinho, ouvia eu Carlos Daniel, no Trio d'Ataque, perguntar ao representante do Sporting se ele achava que o treinador está em causa. Respondeu Rui Oliveira e Costa, e muito bem, que agora só o que faltava, para a crise ser total, era lançar mais uma acha para a fogueira, nela imolando o nosso treinador, Paulo Bento.
Não é que eu ache que Paulo Bento não tem cometido um ou outro erro. Mas continuo a achar que ele é o treinador indicado para o Sporting na fase actual do clube. Ele está bem longe de se incluir no lote dos principais responsáveis dos desaires da equipa esta época.
Como venho aqui reiteradamente escrevendo, as principais responsabilidades recaem nas contratações que têm sido efectuadas nos últimos tempos. E, apesar de, como escrevi no meu último post, Carlos Freitas (e com ele a prospecção do Sporting, se é que esta existe devidamente estruturada) ter uma larga quota parte de responsabilidade, já que é o dirigente responsável por essa área, não pode ser ele o bode expiatório do que se passa.
É certo que, com o orçamento disponível (em certos períodos pouco mais de metade dos dos nossos principais rivais internos) se pedia uma habilidade, um génio, redobrados, o que não se conseguiu.
Mas também é certo que, a montante, houve uma política de contenção demasiadamente conservadora. Bem sei que há um acordo com os bancos que não nos permite fazer tudo o que desejaríamos. Mas isto não serve de desculpa para a decisão sobre os gastos ter sido tão desajustada, nomeadamente nesta época. Um bom gestor é aquele que consegue um equilíbrio correcto entre a contenção financeira adequada à recuperação das finanças do clube e a necessidade de investir para garantir vitórias que permitam a continuação de obtenção de receitas no futuro. É patente que este equilíbrio não se conseguiu com os dirigentes actuais.
(Vejam como estas coisas são uma pescadinha de rabo na boca: disse que me ia centrar nas questões desportivas e já estou a falar nas financeiras.)
E, como isto está tudo ligado, aí está como a pouca disponibilidade de verbas para aquisições se tornou um problema para a obtenção de reforços capazes de garantir sucessos desportivos.
Mas, se calhar, foi melhor assim: com muita massa nas mãos o Carlos Freitas ainda era capaz de, gastando mais, não ter obtido melhor...
Agora, com os jogadores que tem ao seu dispor (tendo de jogar com Ronys e Purovics como primeira escolha, e conseguindo não deitar as mãos à cabeça ao olhar para as alternativas que tem no banco), não sei qual era o treinador que faria melhor que o Paulo Bento.
O Sporting tem de mudar!
O Sporting está metido num enorme bico de obra. Tentarei explicar porque digo isto.Ao contrário do que pensam algumas cabeças iluminadas (grupo onde se inclui o actual presidente em exercício do SCP) os blogs constituem um barómetro interessante para avaliar a opinião leonina. Tentar reduzi-los a um fenómeno de moda, sem importância, pode ser um erro que se paga caro. Na falta de outros mecanismos de participação na vida do Clube, muitos Sportinguistas, amantes verdadeiros do seu Sporting, recorrem aos blogs para exprimir as suas opiniões sobre o que se vai passando.
É a única forma de participação na vida do Clube que conheço neste momento! Viva pois a internet!
Ora, no auge da última "crise" Sportinguista os blogs multiplicaram-se, revelando uma enorme agitação, grande pujança e um intenso fervor clubístico. Lembrar-se-ão, certamente da última crise. Foi só há dois anos... Foi aquela crise que levou à demissão de Dias da Cunha. Aquela crise da qual resultou a convocatária de uma AG apressadamente cancelada por falta de condições para albergar todos os sócios que nela quiseram participar...
Lembro-me de aqui no KL, durante esse período, choverem os comentários e as referências aos nossos escritos eram frequentes. Tínhamos comentadores quase "residentes" e a movimentação parecia imparável. A crítica era generalizada e a vontade de participação inequívoca. Os blogs retrataram e continuam a retratar bem esta realidade.
O resto da história é conhecido: apareceram "alternativas" (havia alternativas...), ganhou de forma surpreendente a lista liderada pelo actual presidente em exercício, e a situação é o que é... Depois da eleição de Soares Franco, eu próprio fui fazer o luto durante algum tempo, e apesar do entusiamo e da militância demonstrados, uma série de blogs fechou a porta, os comentaristas desapareceram e o desinteresse (esse "desinteresse" Sportinguista que parece mais uma distância prudente, é verdade, já que a presente companhia não inspira confiança) instalou-se nas hostes Sportinguistas.
Como era de prever, aos primeiros sinais de derrota os Sportinguistas voltaram a manifestar-se. A paz em que se viveu desde a eleição de Soares Franco foi, como era facilmente antecipável, uma paz podre. Porque Soares Franco não era afinal "alternativa". Não resolveu nenhum dos problemas que afligem seriamente o Sporting. As brasas sobre as quais o Clube vive desde há anos mantêm-se acesas e, claro, a malta de vez em quando dá uns pinotes para evitar mais queimaduras.
Mas, os Sportinguistas que observam o Sporting à distância são agora mais. Com queimadelas, sobre brasas e muitas vezes em brasa, nós cá vamos tentando manter o interesse vivo, mas a maior parte dos Sportinguistas vive alheada do Clube. E a distância afastou muitos para além do ponto de retorno.
Há aqueles para quem a crise não tem rosto. A equipa joga mal e pronto! Ninguém é culpado. E há outros que dão rostos mais ou menos óbvios à crise. Mas, quando eu, pessoalmente, dou um rosto preciso à crise, como aqui tenho feito, estou a cometer um pecado do qual me pretendo hoje penitenciar. É que a crise de facto não tem rosto. Tem rostos! E esses rostos são os de todos nós.
Se quisermos ser coerentes e rigorosos pegamos nas fotos digitalizadas dos nossos cartões de sócios, formamos um enorme painel e vamos todos a correr colocá-lo no exterior do estádio de Alvalade com o seguinte título: OS CULPADOS SOMOS NÓS!
Nós que apenas olhamos para o Clube quando há bronca, nós que não conseguimos encontrar formas de nos organizarmos para obstaculizar a instalação de mafarricos como estes que que nos vêm cantando a "canção do bandido" desde há tantos anos, nós que achamos que o nosso Clube é diferente, mas nas alturas delicadas deixamos que se proceda de forma rigorosamente igual ao que fazem as agremiações mais reles deste país, nós que "encostamos" em gente sem categoria para resolver os nossos problemas e que depois nos admiramos quando esses mesmos em quem a gente se encosta aproveitam para resolver o problema deles. Quem vê o Sporting Clube de Portugal apenas como uma mera equipa de futebol? Nós! Quem se demite de participar na vida do Clube? Nós! Quem assobia um sócio que exprime a sua opinião numa AG apenas porque exprime uma opinião diferente da nossa? Nós! Quem cala a mercenarização (não a profissionalização!) do Sporting? Nós!
Nós! Nós! Nós!
Ora, porque digo então que o Sporting está metido num bico de obra do caraças? A crise é um estado crónico de funcionamento do Clube e as medidas para a combater são urgentes e profundas. Mas o verdadeiro combate à crise ou a implementação séria de novas medidas correctivas terão de vencer um primeiro obstáculo, esse sim, terrivelmente difícil: a indiferença doss Sportinguistas. A mudança não passa pela remodulação conjuntural deste ou daquele personagem, nem pelo emprego desta ou daquela medida em particular. A mudança está em nós.
Tem, claro, de haver Sportinguistas capazes de proceder às reformas necessárias e reconduzir o SCP ao seu estatuto e dimensão naturais. Mas, como, entretanto, o Sporting continua a ser uma realidade apetecível que muita gente está disposta a canibalizar, se a "alternativa" vier do lado dos canibais, as fileiras de Sportinguistas que observam o Sporting ao longe vão engrossar, a crise vai seguramente conhecer novos episódios e o Sporting, estou em crer, vai acabar por desaparecer num acto de autofagia... Uma "alternativa canibal" pode matar definitivamente o Sporting.
O Sporting que existe hoje já não é o Sporting do nosso imaginário. Por isso muitos já abandonaram o Clube. Um Sporting canibalizado levará os "resistentes" a tomar uma decisão final e radical sobre a sua filiação clubística. Do Sporting que hoje sobra não sobrará então nada.
Se a alternativa vier, no entanto, dos Sportinguistas verdadeiros, que tenham a coragem de assumir uma nova forma de organização do Clube e que o queiram devolver aos seus valores iniciais (os valores que nos levaram ao Sporting e que aqui nos unem) o Sporting tem futuro.
Se esta alternativa se não vier a concretizar, restar-nos-á a alternativa ao Sporting...
O Sporting tem de mudar! E alguém tem, de facto, de proceder a essa mudança. Porém, parece-me que aceitar uma "alternativa", apenas por ser uma "alternativa", abre as portas novamente aos canibais e é a receita para a próxima crise. E deixar tudo na mesma apenas porque não há "alternativa" é deixar os canibais que já lá estão e achar que os Sportinguistas são incapazes de decidir o futuro. Achar que os Sportinguistas são incapazes é renegar as convicções mais íntimas que me levam a ser Sportinguista!
É este o dilema e o desafio que se nos coloca.
Eu por mim acredito nos Sportinguistas e acredito que seremos capazes de encontrar as soluções para as nossas dificuldades. Não tenho nenhum problema em ficar "orfão", estou farto das balelas que nos andam a contar há tanto tempo, e defendo que a actual direcção apresente a demissão e deixe aos Sportinguistas a solução da crise. Acho isso até a solução democraticamente mais correcta.
Aqui está pois o apelo, de novo e com toda a convicção: demitam-se!
segunda-feira, 7 de janeiro de 2008
Freitas desamparou a loja
Ao contrário do que vem aqui insistentemente preconizando Master Lizard, não sou, em relação aos dirigentes do Sporting, adepto do "vão-se embora, desamparem a loja". Pergunto: "e depois?" Ao que me poderão responder: "depois logo se vê", na presunção de que aparecerá alguém. Como se aparecer alguém, mesmo se isso fosse certo (que não é), fosse o suficiente.
Sou inequivocamente, como o somos todos aqui no KL, da oposição à actual direcção leonina, cujo rosto é o seu presidente Filipe Soares Franco. Mas, não concordando com a sua política no geral, concordo com alguns aspectos desta (mesmo em relação a estes - por exemplo, a venda do património não desportivo - opondo-me firmemente ao modo como estão sendo implementados). Quer dizer, não é por ser contra que perco a capacidade de avaliação dos actos concretos. Como tenho aqui dito, até as más direcções têm aspectos em que acertam. E têm sectores que são bem geridos (por exemplo, e tanto quanto se sabe, o sector de formação). Isto é, não faço o exercício mecânico-simplista do tipo: a direcção é uma merda, logo tudo o que vem dali é merda.
E, sobretudo, sempre tenho afirmado que para haver mudança de direcção tem de haver previamente alguém credível como candidato aos lugares. Não sou adepto do "logo se vê".
Vem isto a propósito da demissão de Carlos Freitas. Alguns embandeirarão em arco e dirão "até que enfim!", reacção a que também eu sou tentado. No entanto digo que, ao mesmo tempo que fico contente fico apreensivo.
Fico contente porque, conheço a fama que Freitas tem (ou tinha, com as anteriores direcções) de gastador. Diziam-me: "ele, se pode comprar por 1.000 compra por 1.500 ou 2.000". Agora, e foi uma das coisas que mudou com a actual direcção, há contenção de despesas e já não se pode comprar caro. É preciso muito mais habilidade e conhecimento do mercado para se comprar jogadores de jeito por pouco dinheiro. É preciso haver uma prospecção feita em condições, com técnicos competentes a fazer observações de pelo menos 3 jogos completos de um jogador previamente referenciado, além das observações de jogos completos em vídeo (e não cassetes com os melhores momentos do "craque", coisa em que os "empresários" são exímios, mas só engole quem quer).
Freitas não demonstrou esta habilidade.
No que respeita a esta época, o sector técnico do futebol definiu correctamente as prioridades: um defesa esquerdo, um central, um avançado lutador e bom a defender, um outro avançado alto para alturas do jogo em que se tenha de fazer futebol directo, enfim, dois médios, um direito e um esquerdo, com capacidade para fazer as alas, assim criando a possibilidade de uma alternativa ao 4x4x2 com losango.
Definidas (bem definidas) as prioridades, havia que se desdobrar em contactos e observações. E escolher bem. Foi aqui que a porca torceu o rabo, foi aqui que algo falhou.
Além de não termos tido sorte (lesões de Derlei, que estava a provar bem ao lado de Liedson, e de Pedro Silva, em quem se mantinham esperanças como adaptado ao lado esquerdo), não houve competência (muito menos génio) nas escolhas; sobretudo no que respeita a Purovic e a Had. Nenhum destes tem categoria para jogar no Sporting.
A saída de Freitas constitui, pois, uma daquelas excepções ao que é costume na sociedade portuguesa em geral e, em particular, no Sporting: a culpa morre solteira, isto é, a falta de competência não é punida.
A Freitas aconteceu, pois, aquilo que devia ser normal: os resultados foram maus? então adeus, ó vai-te embora; desampara a loja!
Agora o caso deixa-me apreensivo: é que é preciso reforçar a equipa no decurso deste mês!
Será que existe alguém competente, honesto, com espírito de serviço ao clube, com conhecimento dos dossiês, experiente, aí disponível? É que se trata de um cargo de grande responsabilidade e de exigência de competência.
Uma jogada de génio, de serviço ao clube, perdido embora o campeonato, pode salvar-nos a época.
E génio e serviço do clube não é o forte destes dirigentes que temos.
Sou inequivocamente, como o somos todos aqui no KL, da oposição à actual direcção leonina, cujo rosto é o seu presidente Filipe Soares Franco. Mas, não concordando com a sua política no geral, concordo com alguns aspectos desta (mesmo em relação a estes - por exemplo, a venda do património não desportivo - opondo-me firmemente ao modo como estão sendo implementados). Quer dizer, não é por ser contra que perco a capacidade de avaliação dos actos concretos. Como tenho aqui dito, até as más direcções têm aspectos em que acertam. E têm sectores que são bem geridos (por exemplo, e tanto quanto se sabe, o sector de formação). Isto é, não faço o exercício mecânico-simplista do tipo: a direcção é uma merda, logo tudo o que vem dali é merda.
E, sobretudo, sempre tenho afirmado que para haver mudança de direcção tem de haver previamente alguém credível como candidato aos lugares. Não sou adepto do "logo se vê".
Vem isto a propósito da demissão de Carlos Freitas. Alguns embandeirarão em arco e dirão "até que enfim!", reacção a que também eu sou tentado. No entanto digo que, ao mesmo tempo que fico contente fico apreensivo.
Fico contente porque, conheço a fama que Freitas tem (ou tinha, com as anteriores direcções) de gastador. Diziam-me: "ele, se pode comprar por 1.000 compra por 1.500 ou 2.000". Agora, e foi uma das coisas que mudou com a actual direcção, há contenção de despesas e já não se pode comprar caro. É preciso muito mais habilidade e conhecimento do mercado para se comprar jogadores de jeito por pouco dinheiro. É preciso haver uma prospecção feita em condições, com técnicos competentes a fazer observações de pelo menos 3 jogos completos de um jogador previamente referenciado, além das observações de jogos completos em vídeo (e não cassetes com os melhores momentos do "craque", coisa em que os "empresários" são exímios, mas só engole quem quer).
Freitas não demonstrou esta habilidade.
No que respeita a esta época, o sector técnico do futebol definiu correctamente as prioridades: um defesa esquerdo, um central, um avançado lutador e bom a defender, um outro avançado alto para alturas do jogo em que se tenha de fazer futebol directo, enfim, dois médios, um direito e um esquerdo, com capacidade para fazer as alas, assim criando a possibilidade de uma alternativa ao 4x4x2 com losango.
Definidas (bem definidas) as prioridades, havia que se desdobrar em contactos e observações. E escolher bem. Foi aqui que a porca torceu o rabo, foi aqui que algo falhou.
Além de não termos tido sorte (lesões de Derlei, que estava a provar bem ao lado de Liedson, e de Pedro Silva, em quem se mantinham esperanças como adaptado ao lado esquerdo), não houve competência (muito menos génio) nas escolhas; sobretudo no que respeita a Purovic e a Had. Nenhum destes tem categoria para jogar no Sporting.
A saída de Freitas constitui, pois, uma daquelas excepções ao que é costume na sociedade portuguesa em geral e, em particular, no Sporting: a culpa morre solteira, isto é, a falta de competência não é punida.
A Freitas aconteceu, pois, aquilo que devia ser normal: os resultados foram maus? então adeus, ó vai-te embora; desampara a loja!
Agora o caso deixa-me apreensivo: é que é preciso reforçar a equipa no decurso deste mês!
Será que existe alguém competente, honesto, com espírito de serviço ao clube, com conhecimento dos dossiês, experiente, aí disponível? É que se trata de um cargo de grande responsabilidade e de exigência de competência.
Uma jogada de génio, de serviço ao clube, perdido embora o campeonato, pode salvar-nos a época.
E génio e serviço do clube não é o forte destes dirigentes que temos.
domingo, 6 de janeiro de 2008
Ditar a regra
Volta não volta, uma volta pelos blogs Sportinguistas dá-nos um instantâneo da paisagem do Clube. De um modo geral (diria, na sua esmagadora maioria) os blogs revelam o enorme descontentamento que grassa hoje nas hostes leoninas. Mas, lá aparece sempre o incauto que ainda acredita no Pai Natal (embora a época natalícia já tenha terminado), que espera o milagre ou que continua sem perceber nada do que se passa à sua volta.
Há por exemplo aqueles que teimam em não perceber que a crise de resultados que actualmente a equipa do Sporting vive, com todo o seu trágico rol de nefastas consquências, pondo em perigo inclusivamente tudo o que de bom o Clube faz ou representa, se deve a uma qualquer causa metafísica. Criticam, nomeadamente, esta fulanização que eu não me canso aqui de sublinhar: a culpa dos desastres do Sporting é do presidente Filipe Soares Franco.
Desculpem trazer para a colação (como os advogados gostam de dizer) o exemplo do FC Porto, mas creio que é apropriado. Quem pode colocar em causa que o sucesso do Porto se fica a dever ao seu presidente? Mais de metade dos anos que passou à frente do Porto, Pinto da Costa festejou-os como campeão. Passaram por lá não sei quantos treinadores e não sei quantos jogadores, houve não sei quantas equipas técnicas, mas houve apenas um presidente. E é da sua responsabilidade a contratação de todos esses jogadores e técnicos. Para o bem e para o mal está na primeira linha de tudo o que se passa. Impossível não concluir que a ele se deve o êxito portista.
Por mim, não exulto particularmente com os êxitos do Porto e imagino que nem sempre eles terão sido alcançados por métodos particularmente virtuosos, mas o presidente do Porto exerceu sempre o cargo que corresponde ao título que ostenta: presidente do FCP. Não me passa pela cabeça e não passará certamente a ninguém que a tenha que o dia a dia do seu clube, as decisões e orientações estratégicas não fossem intensa e cuidadosamente vividas por si. Não vejo o presidente do Porto a dedicar uma horita ao clube e a mostrar-se despudoradamente ufano por isso. Não o vejo declarar face ao reconhecimento das necessidades do clube que os consequentes processos de contratação de meios (humanos ou materiais) passem primeiro por não sei quem e só depois de já estarem decididos é que vão ao ámen final (e quiçá formal...). Talvez este distanciamento explique muita coisa.
A culpa dos maus resultados e do mau desempenho do Sporting não se fica a dever ao que o presidente Soares Franco faz. Fica-se a dever ao que ele não faz! Não foi ele que de facto esteve em campo ontem no Bessa. Não foi ele que determinou os titulares. Não foi ele que escolheu os suplentes. Mas, é ele que não está lá para resolver a alhada em que eles se meteram e nos meteram a nós.
O que se passou ontem no Bessa não é infelizmente excepção, é regra. E a regra não pode ser mudada por quem obedece, mas sim por quem manda. Usamos por vezes a expressão "ditar a regra". "Ditar" como em "ditador"...
Por uma vez, Liedson não resolveu... Descobriu uma "ditadura" sem "ditador" e um "quartel" sem "general". Agora ninguém lhe aplica a regra. Ora, estão a ver?
Há por exemplo aqueles que teimam em não perceber que a crise de resultados que actualmente a equipa do Sporting vive, com todo o seu trágico rol de nefastas consquências, pondo em perigo inclusivamente tudo o que de bom o Clube faz ou representa, se deve a uma qualquer causa metafísica. Criticam, nomeadamente, esta fulanização que eu não me canso aqui de sublinhar: a culpa dos desastres do Sporting é do presidente Filipe Soares Franco.
Desculpem trazer para a colação (como os advogados gostam de dizer) o exemplo do FC Porto, mas creio que é apropriado. Quem pode colocar em causa que o sucesso do Porto se fica a dever ao seu presidente? Mais de metade dos anos que passou à frente do Porto, Pinto da Costa festejou-os como campeão. Passaram por lá não sei quantos treinadores e não sei quantos jogadores, houve não sei quantas equipas técnicas, mas houve apenas um presidente. E é da sua responsabilidade a contratação de todos esses jogadores e técnicos. Para o bem e para o mal está na primeira linha de tudo o que se passa. Impossível não concluir que a ele se deve o êxito portista.
Por mim, não exulto particularmente com os êxitos do Porto e imagino que nem sempre eles terão sido alcançados por métodos particularmente virtuosos, mas o presidente do Porto exerceu sempre o cargo que corresponde ao título que ostenta: presidente do FCP. Não me passa pela cabeça e não passará certamente a ninguém que a tenha que o dia a dia do seu clube, as decisões e orientações estratégicas não fossem intensa e cuidadosamente vividas por si. Não vejo o presidente do Porto a dedicar uma horita ao clube e a mostrar-se despudoradamente ufano por isso. Não o vejo declarar face ao reconhecimento das necessidades do clube que os consequentes processos de contratação de meios (humanos ou materiais) passem primeiro por não sei quem e só depois de já estarem decididos é que vão ao ámen final (e quiçá formal...). Talvez este distanciamento explique muita coisa.
A culpa dos maus resultados e do mau desempenho do Sporting não se fica a dever ao que o presidente Soares Franco faz. Fica-se a dever ao que ele não faz! Não foi ele que de facto esteve em campo ontem no Bessa. Não foi ele que determinou os titulares. Não foi ele que escolheu os suplentes. Mas, é ele que não está lá para resolver a alhada em que eles se meteram e nos meteram a nós.
O que se passou ontem no Bessa não é infelizmente excepção, é regra. E a regra não pode ser mudada por quem obedece, mas sim por quem manda. Usamos por vezes a expressão "ditar a regra". "Ditar" como em "ditador"...
Por uma vez, Liedson não resolveu... Descobriu uma "ditadura" sem "ditador" e um "quartel" sem "general". Agora ninguém lhe aplica a regra. Ora, estão a ver?
sábado, 5 de janeiro de 2008
O Sporting de Soares Franco - Algumas Notas Soltas e uma Conclusão
1. A reacção de Paulo Bento à entrevista de Liedson:
"Nao abordei o assunto com o Liedson (...)" - disse Paulo Bento na conferência de imprensa de antevisão do jogo com o Boavista para a Liga.
Então um jogador assalariado do Sporting afronta o seu líder publicamente e não é confrontado internamente pelos seus responsáveis?? O jogador não é castigado?? Não é excluído da convocatória? Paulo Bento acanha-se de confrontar e dialogar com Liedson sobre o assunto?
2. Incoerências de Paulo Bento no tratamento dos jogadores:
Beto. Histórico jogador do clube, aparentemente discordou do seu treinador, de forma frontal, numa discussão de balneário. Foi afastado do clube.
Stoikovic. Guarda-redes internacional, e apesar de um erro infantil nas Antas, demonstrou qualidades acima da média nos jogos realizados pelo clube e pela Selecção da Sérvia. Está afastado da equipa principal, segundo se sabe, porque chegou atrasado de uma deslocação pela Selecção... jogamos com um júnior com os resultados vistos; Leixões, Leiria, Bessa. Como é possível estrear um júnior na posição que mais experiência requer para um candidato ao título e a provas europeias??
E Liedson? Grande jogador, mas todos os Natais temos 'novela' e desestabilização. Qual o efeito desta dualidade de critérios no espírito do grupo? Como nos sentiríamos nós nos nossos empregos em igual situação?
3. Master Lizard relembrou-nos uma verdade incontornável - 2 títulos em 25 anos!
Porquê?
- Temos gestores financeiros e não desportivos;
- O objectivo não tem sido o desporto mas os lucros;
- Soares Franco numa das suas entrevistas recentes afirma - "no curto prazo a SAD estará apta a distribuir dividendos aos seus accionistas (...)". Então não temos dinheiro para reforçar a equipa de futebol para verdadeiramente lutar pelo título, reduzimos à mediania uma equipa brilhante de Futsal, temos o Andebol em 6° lugar, pela 1ª vez na nossa história a nossa liderança no Atletismo é ameaçada (último campeonato ganho com 1 ponto de vantagem sobre o Benfica), e o Sr. SF está preocupado é com os dividendos que pode entregar ao BES?
- A abordagem de investimentos na equipa de futebol tem sido ridícula. Emprestados e dispensados de outros clubes, muitas vezes de nível inferior, (casos de Robaina, Farnerud, entre outros) pagos com salários elevados. Se olharmos as contas da SAD facilmente identificamos mais de €9 Millhões empregues em empréstimos, salários, rescisões e em jogadores sem qualidade nos últimos 2 anos. Lizandro Lopez custou €4 Milhoes ao Porto e o Lucho também. Caneira teria custado €4 Milhões.
- A equipa não tem símbolos. O nosso capitão tem 21 anos! 2,5 anos de equipa principal. Liedson e Polga, os últimos criadores de novelas, têm 5 anos de clube. Que autoridade tem um capitão de 21 anos que está a dar os seus passos iniciais no futebol de alto nível nestas situações?
- A defesa titular do Sporting é composta por 2 juniores - Patricio e Ronny - e não tem jogadores internacionais no sector recuado. Nao conheço nenhum candidato ao título por essa Europa fora nestas condições...
- Os reforços de Janeiro... continuamos à espera. Pelos vistos não há urgência. Paulo Bento disse ontem que nnao espera reforços. Carlos Freitas fez uma pausa para reflexão (abandona a equipa exactamente na pior altura - derrota em Braga - e ajuda à instabilidade) mas pelos vistos considerou que está no bom caminho...
Poderia enumerar mais e mais exemplos de uma gestão desastrosa a nível desportivo. As contas do clube e o saldo de tesouraria são importantes, mas apenas e só para pagar as nossas dívidas/investimentos. Com baixos lucros o Sporting vive bem, sem títulos, o Sporting que outrora foi um grande, vai desaparecer.
Temos de mudar! Mobilizem-se! Participem na vida do clube, nas AGs, pressionem!
"Nao abordei o assunto com o Liedson (...)" - disse Paulo Bento na conferência de imprensa de antevisão do jogo com o Boavista para a Liga.
Então um jogador assalariado do Sporting afronta o seu líder publicamente e não é confrontado internamente pelos seus responsáveis?? O jogador não é castigado?? Não é excluído da convocatória? Paulo Bento acanha-se de confrontar e dialogar com Liedson sobre o assunto?
2. Incoerências de Paulo Bento no tratamento dos jogadores:
Beto. Histórico jogador do clube, aparentemente discordou do seu treinador, de forma frontal, numa discussão de balneário. Foi afastado do clube.
Stoikovic. Guarda-redes internacional, e apesar de um erro infantil nas Antas, demonstrou qualidades acima da média nos jogos realizados pelo clube e pela Selecção da Sérvia. Está afastado da equipa principal, segundo se sabe, porque chegou atrasado de uma deslocação pela Selecção... jogamos com um júnior com os resultados vistos; Leixões, Leiria, Bessa. Como é possível estrear um júnior na posição que mais experiência requer para um candidato ao título e a provas europeias??
E Liedson? Grande jogador, mas todos os Natais temos 'novela' e desestabilização. Qual o efeito desta dualidade de critérios no espírito do grupo? Como nos sentiríamos nós nos nossos empregos em igual situação?
3. Master Lizard relembrou-nos uma verdade incontornável - 2 títulos em 25 anos!
Porquê?
- Temos gestores financeiros e não desportivos;
- O objectivo não tem sido o desporto mas os lucros;
- Soares Franco numa das suas entrevistas recentes afirma - "no curto prazo a SAD estará apta a distribuir dividendos aos seus accionistas (...)". Então não temos dinheiro para reforçar a equipa de futebol para verdadeiramente lutar pelo título, reduzimos à mediania uma equipa brilhante de Futsal, temos o Andebol em 6° lugar, pela 1ª vez na nossa história a nossa liderança no Atletismo é ameaçada (último campeonato ganho com 1 ponto de vantagem sobre o Benfica), e o Sr. SF está preocupado é com os dividendos que pode entregar ao BES?
- A abordagem de investimentos na equipa de futebol tem sido ridícula. Emprestados e dispensados de outros clubes, muitas vezes de nível inferior, (casos de Robaina, Farnerud, entre outros) pagos com salários elevados. Se olharmos as contas da SAD facilmente identificamos mais de €9 Millhões empregues em empréstimos, salários, rescisões e em jogadores sem qualidade nos últimos 2 anos. Lizandro Lopez custou €4 Milhoes ao Porto e o Lucho também. Caneira teria custado €4 Milhões.
- A equipa não tem símbolos. O nosso capitão tem 21 anos! 2,5 anos de equipa principal. Liedson e Polga, os últimos criadores de novelas, têm 5 anos de clube. Que autoridade tem um capitão de 21 anos que está a dar os seus passos iniciais no futebol de alto nível nestas situações?
- A defesa titular do Sporting é composta por 2 juniores - Patricio e Ronny - e não tem jogadores internacionais no sector recuado. Nao conheço nenhum candidato ao título por essa Europa fora nestas condições...
- Os reforços de Janeiro... continuamos à espera. Pelos vistos não há urgência. Paulo Bento disse ontem que nnao espera reforços. Carlos Freitas fez uma pausa para reflexão (abandona a equipa exactamente na pior altura - derrota em Braga - e ajuda à instabilidade) mas pelos vistos considerou que está no bom caminho...
Poderia enumerar mais e mais exemplos de uma gestão desastrosa a nível desportivo. As contas do clube e o saldo de tesouraria são importantes, mas apenas e só para pagar as nossas dívidas/investimentos. Com baixos lucros o Sporting vive bem, sem títulos, o Sporting que outrora foi um grande, vai desaparecer.
Temos de mudar! Mobilizem-se! Participem na vida do clube, nas AGs, pressionem!
Parabéns JVP
JVP diz que o seu maior erro foi ter saído do Sporting. JVP numa entrevista muito lúcida diz que não se apercebeu da real crise do futebol em Portugal e das motivações que levavam o Sporting a propor-lhe uma renovação por valores inferiores aos anteriores.
Não estou de acordo com tudo o que JVP diz na entrevista. Acho até que ele fica aquém quando justifica o seu erro com o período que atravessava ao nível dos negócios e da vida particular. Não porque não considere que os factores que ele aponta sejam importantes, mas porque ele não dá, consciente ou inconscientemente, valor ao papel do seu empresário.
Os empresários surgiram porque os jogadores sentiam que não tinham nem capacidade de negociação, nem capacidade de organização da, digamos assim, sua empresa unipessoal (ou seja de tudo o que não seja a parte operacional que neste caso é jogar à bola).
Ando para escrever um post sobre o papel de Paulo Barbosa nas relações dos jogadores com a SAD e com PB. Mas temo não ter tempo para recolher a informação necessária. Infelizmente aqueles que recebem dinheiro para estas coisas, não as acham suficientemente importantes, ou recebem para o não acharem pelo que as histórias ficam sempre mal contadas…..
Parabéns ao JVP, pois admitir que nos enganámos é uma das mais nobres atitude humanas.
Não estou de acordo com tudo o que JVP diz na entrevista. Acho até que ele fica aquém quando justifica o seu erro com o período que atravessava ao nível dos negócios e da vida particular. Não porque não considere que os factores que ele aponta sejam importantes, mas porque ele não dá, consciente ou inconscientemente, valor ao papel do seu empresário.
Os empresários surgiram porque os jogadores sentiam que não tinham nem capacidade de negociação, nem capacidade de organização da, digamos assim, sua empresa unipessoal (ou seja de tudo o que não seja a parte operacional que neste caso é jogar à bola).
Ando para escrever um post sobre o papel de Paulo Barbosa nas relações dos jogadores com a SAD e com PB. Mas temo não ter tempo para recolher a informação necessária. Infelizmente aqueles que recebem dinheiro para estas coisas, não as acham suficientemente importantes, ou recebem para o não acharem pelo que as histórias ficam sempre mal contadas…..
Parabéns ao JVP, pois admitir que nos enganámos é uma das mais nobres atitude humanas.
Soares Franco....... Nada mudou no Sporting
Este blog nasceu da necessidade que alguns amigos sentiram de poder denunciar o que não vai bem no nosso clube. Porque ele nos diz muito, achávamos que valia a pena denunciar o que não ia bem. Como tudo na vida ele foi evoluindo, foi enriquecido com outros amigos que entretanto forma colaborando e tem-se mantido devido à inestimável persistência do nosso Master (que tanta falta nos faz no estádio). Evoluíram também o tipo de contributos. Mas apesar de tudo nada evoluiu desde o meu 1º post (que lamentavelmente não sei linkar...)
De facto de que serve dizer-se que somos diferentes se há casos destes como o que me relatou o meu grande amigo Davide Freitas. Leiam e chorem, porque ninguém vai ligar nenhuma lá para os lados dos responsáveis...
"Como sabes eu sou sócio do Sporting há 35 anos (desde que nasci), tendo como número de sócio 5.967.
Quando tive o meu primeiro filho, Francisco Diogo de Freitas, que agora tem 3 anos e nove meses, porque tive disponibilidade de tempo, inscrevi-o como sócio do Sporting com poucos dias de vida, tendo ele agora o número de sócio 73.600.
Quando nasceu a minha filha, Constança Diogo de Freitas, que agora tem 1 ano e três meses, por um motivo ou por outro, não tive logo a disponibilidade de a ir inscrever logo como sócia. Só quando ela tinha 1 ano, 1 mês e 7 dias é que consegui ir inscrevê-la como sócia do Sporting (número de sócia 92.398). O problema foi que no acto da inscrição, porque já tinha mais do que um ano de vida não foi aceite como sócia familiar, como filha de sócio (com a correspondente isenção de pagamento de quotas até aos seis anos), mas sim como sócia infantil (tendo que pagar desde já uma quota mensal de 3 euros).
A justificação que me deram é que o sistema informático já não aceitava a sua inscrição como sócia familiar, ao que eu respondi que não podia ser o sistema a mandar no Clube e na sua relação com os sócios.
Não questiono o pagamento das quotas de 3 euros, que até podiam ser pagas por todos os sócios pequenos, desde que os pais tenham manifestas possibilidades para as pagar.
O que questiono é a falta de atenção e cuidado para com os sócios, e em particular a um sócio do tipo que eu sou, com muitos anos de filiação, que nunca deixei de ser sócio, apesar de ter passado por muitas desilusões, grande parte delas provocadas pela má gestão dos elementos que foram passando pela Direcção e agora Administração do Sporting e das suas participadas e que inscrevi os meus dois filhos como sócios deste nosso Grande Clube.
Será que não deveriam ter mais atenção a este tipo de situações? Será que o sistema é cego? O que será que a suposta gestão profissional do Sporting pensa deste tipo de relação Clube/Sócio? Enfim, que vontade terão os pais de incentivar os filhos para acarinhar um Clube, que parece ser um Híbrido entre uma suposta profissionalização e um provincianismo parolo."
De facto, caro Davide, há tanta coisa para mudar neste nosso clube que se aproveita do nosso amor para nos enxovalhar.
De facto de que serve dizer-se que somos diferentes se há casos destes como o que me relatou o meu grande amigo Davide Freitas. Leiam e chorem, porque ninguém vai ligar nenhuma lá para os lados dos responsáveis...
"Como sabes eu sou sócio do Sporting há 35 anos (desde que nasci), tendo como número de sócio 5.967.
Quando tive o meu primeiro filho, Francisco Diogo de Freitas, que agora tem 3 anos e nove meses, porque tive disponibilidade de tempo, inscrevi-o como sócio do Sporting com poucos dias de vida, tendo ele agora o número de sócio 73.600.
Quando nasceu a minha filha, Constança Diogo de Freitas, que agora tem 1 ano e três meses, por um motivo ou por outro, não tive logo a disponibilidade de a ir inscrever logo como sócia. Só quando ela tinha 1 ano, 1 mês e 7 dias é que consegui ir inscrevê-la como sócia do Sporting (número de sócia 92.398). O problema foi que no acto da inscrição, porque já tinha mais do que um ano de vida não foi aceite como sócia familiar, como filha de sócio (com a correspondente isenção de pagamento de quotas até aos seis anos), mas sim como sócia infantil (tendo que pagar desde já uma quota mensal de 3 euros).
A justificação que me deram é que o sistema informático já não aceitava a sua inscrição como sócia familiar, ao que eu respondi que não podia ser o sistema a mandar no Clube e na sua relação com os sócios.
Não questiono o pagamento das quotas de 3 euros, que até podiam ser pagas por todos os sócios pequenos, desde que os pais tenham manifestas possibilidades para as pagar.
O que questiono é a falta de atenção e cuidado para com os sócios, e em particular a um sócio do tipo que eu sou, com muitos anos de filiação, que nunca deixei de ser sócio, apesar de ter passado por muitas desilusões, grande parte delas provocadas pela má gestão dos elementos que foram passando pela Direcção e agora Administração do Sporting e das suas participadas e que inscrevi os meus dois filhos como sócios deste nosso Grande Clube.
Será que não deveriam ter mais atenção a este tipo de situações? Será que o sistema é cego? O que será que a suposta gestão profissional do Sporting pensa deste tipo de relação Clube/Sócio? Enfim, que vontade terão os pais de incentivar os filhos para acarinhar um Clube, que parece ser um Híbrido entre uma suposta profissionalização e um provincianismo parolo."
De facto, caro Davide, há tanta coisa para mudar neste nosso clube que se aproveita do nosso amor para nos enxovalhar.
quinta-feira, 3 de janeiro de 2008
Paredes de vidro
Inacreditável tudo isto! Dúvidas houvesse sobre a existência de uma verdadeira crise no Sporting e o mais recente "caso Paredes" logo as dissiparia. Tudo isto parece um daqueles episódios, dezenas de vezes repetidos nos canais temáticos quando falta material novo.
Hoje ouvi um membro do CL dizer que isto também se passa nos outros clubes, só que não se sabe... Longe de constituir motivo de consolo esse facto só revela a fragilidade deste Clube. Um clube de vidro, sempre na iminência de se escaqueirar.
Se formos fazer uma análise aos inúmeros "casos" que surgem no Sporting (não necessariamente os mais recentes) podemos facilmente associá-los a momentos de crise. Se repararmos na sua frequência ficamos a perceber o verdadeiro estado do Sporting.
Os casos como o de Liedson, ou mais recentemente, o de Paredes estão manifestamente associados a fases de crise de liderança, durante os quais os atletas se sentem "autorizados" a tomar atitudes fora do quadro de regras do Clube que os emprega. Não tenhamos ilusões: estes casos não vão ter nunca tratamente adequado, o Sporting é sempre, de uma forma ou de outra, a parte prejudicada em tudo isto, mas, pior que tudo, ninguém os consegue prevenir.
No Sporting estamos sempre a ter mais do mesmo. Só não temos é o que interessa.
Hoje ouvi um membro do CL dizer que isto também se passa nos outros clubes, só que não se sabe... Longe de constituir motivo de consolo esse facto só revela a fragilidade deste Clube. Um clube de vidro, sempre na iminência de se escaqueirar.
Se formos fazer uma análise aos inúmeros "casos" que surgem no Sporting (não necessariamente os mais recentes) podemos facilmente associá-los a momentos de crise. Se repararmos na sua frequência ficamos a perceber o verdadeiro estado do Sporting.
Os casos como o de Liedson, ou mais recentemente, o de Paredes estão manifestamente associados a fases de crise de liderança, durante os quais os atletas se sentem "autorizados" a tomar atitudes fora do quadro de regras do Clube que os emprega. Não tenhamos ilusões: estes casos não vão ter nunca tratamente adequado, o Sporting é sempre, de uma forma ou de outra, a parte prejudicada em tudo isto, mas, pior que tudo, ninguém os consegue prevenir.
No Sporting estamos sempre a ter mais do mesmo. Só não temos é o que interessa.
terça-feira, 1 de janeiro de 2008
Plano para o novo ano
Este início de ano é um pretexto para fazermos umas continhas que permitirão ajudar a perceber a origem da crise do Sporting.Nos últimos 25 anos (vinte cinco anos, um quarto de século, um quarto da vida do Clube...) o Sporting ganhou dois campeonatos de futebol. Tivemos os tais sete "títulos" em sete anos que o outro reclamava e tivemos --agora a sério!-- muitos feitos dignos de realce noutras modalidades. Algumas destas modalidades, como o atletismo por exemplo, merecem até mais crédito do que qualquer outra pelos feitos alcançados. Num balanço geral a instituição Sporting Clube de Portugal, no seu todo e no âmbito da dimensão e do papel histórico que tem na sociedade portuguesa, não está desacreditada.
Mas, a realidade é esta: em 25 anos, dois títulos.
Durante este mesmo período o F. C. Porto arrecadou 15 títulos na prova maior do futebol português, ou seja, 60% dos títulos em jogo nestes últimos 25 anos e projectou-se no mundo de forma que não deixa margem para sofismas. O Sporting, esse, atinge mínimos históricos.
Ao longo de todos estes longos anos não encontramos uma orientação uniforme na direcção do Clube. Fomos assistindo a períodos de má gestão, a fases em que imperou a proverbial tendência para o tiro no pé, os erros de casting, o voluntarismo, etc. Todos estes factores pesaram no comportamento desportivo do futebol Sportinguista. Até surgir o advento da chamada "era Roquette". A partir daí podemos distinguir duas outras fases. A fase "Roquette" propriamente dita, marcada por graves erros de estratégia, de gestão e por oportunismos vários, mas também uma fase marcada por uma inequívoca vontade de vencer e de voltar a dar dimensão ganhadora ao Clube, e a fase actual, em que, embora obrigada a ter de lidar com as consequências negativas da má gestão anterior, a direcção optou por apagar do vocabulário verde e branco a palavra "vencer". Joga-se em todos os tabuleiros para a mera manutenção (há um sub-campeonato dos grandes onde o Sporting joga, desde há anos, para não "descer" --a média de classificações demonstra-o sem equívocos), para os mínimos, para ir cobrindo a factura, para evitar a queda fatal, enquanto, no plano internacional, se perde por falta de comparência. Esta é a realidade dos factos.
A estratégia actual poderia ser legítima se víssemos que o Sporting recuperava entretanto forças na retaguarda e se preparava com determinação para um futuro de grande pujança. Mas, a verdade é que o que tem estado a acontecer neste interim é a perda irrecuperável de todo o élan que existia e o desbaratar de forma miserável do nosso património mais valioso: os sócios e adeptos.
Sem vitórias, sem uma dinâmica de vitória clara, o Sporting perde fôlego, perde sócios, perde adeptos, actuais e potenciais, e hipoteca assim as suas fontes futuras de receita. Cada um de nós conhece, certamente, uma mão cheia de antigos sócios que se desligaram completamente do Clube e de adeptos que já nem por desfastio olham para um jogo do Sporting na televisão (1). Todos nós vemos gente nova atraída pelos feitos de outros clubes, que potencialmente poderia ser Sportinguista. Uma situação agora tornada ainda mais dramática com a possibilidade de seguir os melhores campeonatos europeus, onde jogam aliás, para nossa raiva, muitos daqueles que o Sporting deixou escapar das suas fileiras.
O Sporting vive das receitas do futebol e o futebol está em dívida, serve para cobrir dívidas e não pode, tal como está concebido, gerar quaisquer mais valias. Ou seja, a dívida --que só pode ser coberta pelo futebol-- não vai parar de se acumular com esta estratégia de "serviços mínimos" e o panorama não pode senão tornar-se mais problemático. A "salvação", o mito do clube de formação não passa disso mesmo: de uma manobra de propaganda para dar a sensação vã de glória aos resistentes, uma estratégia da qual o Sporting de modo algum poderia, no figurino escolhido, retirar todo o potencial ganho. Os Sportinguistas vibram aliás mais com os êxitos dos atletas oriundos do Sporting do que com os seus actuais atletas.
Diz-se amiúde que o futebol mudou. É verdade, embora nem sempre para melhor (2)... Pois bem, face aos resultados e olhando para estes 25 anos, se o futebol mudou, a única conclusão que podemos tirar é a de que o Sporting não se soube adaptar aos novos tempos. As soluções encontradas em determinada altura, quando a dinâmica do Clube era favorável à criação de uma vaga de vitória, foram incompetentes e, dir-se-ia, quase criminosas. Na actualidade, a estratégia seguida perpetua a tendência de derrota. É uma estratégia mesquinha, desinspirada, rotineira, oportunista e nunca fará o Clube passar da cepa torta.
Esse é o único pecado dos dirigentes actuais. E não é pequeno. Na actualidade, não se consegue vislumbrar senão um horizonte negro para o nosso Clube do coração. Tudo, na verdade, está hipotecado e tudo continuará hipotecado enquanto se mantiver esta estratégia.
Ao dizer isto não estou a retirar nem um micrograma à grandeza do Sporting e não vacilo nem por uma fracção de segundo na minha paixão pelo meu Clube de sempre!
Estou apenas a ser realista.
Na história da Humanidade houve grandes impérios, grandes nações, grandes instituições que foram varridas do mapa. Por vezes foram-no apesar de uma luta feroz para manter a sua grandeza. Mas, não há nenhum grande império, não há nenhuma grande nação, não há nenhuma grande instituição que não tenha de lutar para manter a sua grandeza. A luta é a condição da grandeza e a única realidade que espera quem aspira à grandeza.
O que nunca admitirei em circunstância alguma é que a grande instituição que é o Sporting Clube de Portugal se arrisque a ser varrida do mapa e se resigne a desaparecer sem luta!
Ora aqui está o plano para 2008...
(1) Não nos iludamos com as gameboxes vendidas, nem com as manifestações de júbilo pelos últimos campeonatos ganhos. Tudo isto podia ser dobrado ou triplicado se tivéssemos um Sporting ganhador. O universo Sporting está muito aquém do que poderia ser.
(2) Aliás, dá-me sempre vontade de rir quando ouço esta conversa do futebol ser hoje diferente. Em Portugal, os estádios esvaziaram-se e isso prova que a diferença foi para pior. Aqueles que se resignam perante esta situação deveriam parar para pensar se não há algo de errado no futebol pós-moderno...
quarta-feira, 26 de dezembro de 2007
Anónima é a SAD!
O presidente do Sporting dá hoje uma entrevista ao Record (sim, hoje comprei o Record!) que merece ser criticada. A presença directa e indirecta do presidente do Sporting nos meios de comunicação está-se a tornar estranhamente obsessiva, mas desta feita tenho mesmo de colocar aqui alguns pontos nos ii.
O Sporting é um clube com --como sói dizer-se-- um enorme défice democrático! Não é uma questão de pessoas, deste ou daquele dirigente. Não há nos Estatutos e na estrutura organizativa do Sporting uma filosofia de participação e de democracia. Como se isto não bastasse, a entrada em palco de uma SAD veio tornar ainda mais obscura e anti-democrática toda a vida do Clube.
Não faz sentido, na minha modesta opinião, o Sporting ter esta estrutura bicéfala, ou, melhor dito, esquizofrénica. E não há neste Sporting bicéfalo e esquizofrénico estruturas capazes de promover e conduzir uma discussão e uma participação activas dos sócios. Os poucos momentos em que se finge dar-lhes voz, na AG, são momentos que só se podem classificar de vergonhosos. Nunca ouvi uma voz dissidente da corrente no poder no Sporting a quem não fosse cortada a palavra. Nunca há tempo para manifestar uma opinião mais elaborada. As AG são em si mesmas, pela sua forma e pelo modo como decorrem, manifestações do horror à democracia que parece desde há muito ter invadido o poder estabelecido Sportinguista. Só faltam os jagunços ou um "guarda Abel" qualquer. E quanto aos métodos usados na direcção das reuniões do orgão máximo do Sporting nem me atrevo a comentar... Direi apenas que havia figuras que aprendi a respeitar por quem perdi totalmente o respeito depois de as ver a dirigir uma AG...
É verdade que o problema não está nas pessoas, mas na falta de regras e estruturas que definam um quadro de participação intensa e plena. O sócio do Sporting tem, na prática, direito a pouco mais do que pagar as quotas e desembolsar o dinheiro dos ingressos. Já há algum tempo que defendia que, no quadro actual de funcionamento do Clube (leia-se: num quadro em que ao sócio, como a qualquer adepto, apenas é dada a possibilidade de desembolsar os valores exorbitantes que são cobrados pelos ingressos nos desafios das equipas do Sporting) era preferível ter um bom Provedor do Adepto e um eficiente Serviço de Reclamações. De certeza que tudo era assim mais claro e nos saía mais barato.
Participação e possibilidade de analisar criticamente, de exprimir as nossas opiniões e de participar na vida do Clube, para além de pagar é portanto coisa que nos está totalmente vedada.
Longe vão, no entanto, os tempos em que à falta de real participação na vida do Clube, esta se resumia às discussões de vão de escada ou às tertúlias de café, como um imbecil de um jornalista há tempos referia. E como era cómodo que a discussão não passase de um círculo restrito e que os megafones apenas fossem empunhados por quem a eles tinha acesso ou por quem tivesse dinheiro para os comprar.
Por azar daqueles que certamente prefeririam que o megafone fosse sempre empunhado por eles ou por mão amiga, surgiu esta coisa maçadora da internet e, azar dos azares, surgiram os blogues...
O presidente em exercício do Sporting acha que os bloguistas são um intolerável grupo de pressão e diz que despreza totalmente os bloguistas anónimos. Pois bem, senhor presidente, na minha qualidade de bloguista anónimo, pago-lhe na mesma moeda: desprezo-o totalmente! E baseio esta minha apreciação no facto de achar o seu trabalho um verdadeiro desastre, como o atestam os resultados a que a sua catastrófica gestão conduziu! Não é o meu comentário anónimo, mas cheio de amor pelo meu Clube, que nos transformou numa instituição sem brilho. É a sua gestão! Não foi o meu comentário que nos fez voltar a ouvir "olés!" quando o Sporting levava um bailarico de bola de uma reles equipa adversária. Foi no seu mandato que isso aconteceu. Não é o meu teclado que cavou o défice obsceno do Sporting. É a sua orientação e dos membros da dinastia a que o senhor pertence. Não é o nosso blog que provocou o maior divórcio de sempre entre o Clube e os seus sócios. São os seus procedimentos mesquinhos, estratégias titubeantes e orientações erráticas.
São estes os testemunhos que vão ficar desta sua passagem pelo Sporting, acredite...
E digo-lhe mais: a coisa que mais gostaria que se concretizasse neste ano de 2008 era que o senhor se pusesse a milhas!! Digo-lhe sem rodeios. Se pudesse dizia-lho na cara, mas o senhor está tão distante...
Anónima, senhor presidente Soares Franco, é a SAD! Tudo o que daí vem cheira mal e, actualmente, quer o senhor queira, quer não, tudo o que daí vem está para nós sempre envolto em suspeita.
Mas, lanço-lhe um desafio: promova o debate, ouça os Sportinguistas, visite os Núcleos. Saia do pedestal. Aproxime-se. Suba mais vezes ao 7º. Dê ouvidos à crítica. Responda-nos se conseguir. E se for capaz de tudo isto, se for capaz de alterar o rumo actual, o rumo triste deste Sporting de hoje aceito a sua crítica.
De outra forma demita-se!
O Sporting é um clube com --como sói dizer-se-- um enorme défice democrático! Não é uma questão de pessoas, deste ou daquele dirigente. Não há nos Estatutos e na estrutura organizativa do Sporting uma filosofia de participação e de democracia. Como se isto não bastasse, a entrada em palco de uma SAD veio tornar ainda mais obscura e anti-democrática toda a vida do Clube.
Não faz sentido, na minha modesta opinião, o Sporting ter esta estrutura bicéfala, ou, melhor dito, esquizofrénica. E não há neste Sporting bicéfalo e esquizofrénico estruturas capazes de promover e conduzir uma discussão e uma participação activas dos sócios. Os poucos momentos em que se finge dar-lhes voz, na AG, são momentos que só se podem classificar de vergonhosos. Nunca ouvi uma voz dissidente da corrente no poder no Sporting a quem não fosse cortada a palavra. Nunca há tempo para manifestar uma opinião mais elaborada. As AG são em si mesmas, pela sua forma e pelo modo como decorrem, manifestações do horror à democracia que parece desde há muito ter invadido o poder estabelecido Sportinguista. Só faltam os jagunços ou um "guarda Abel" qualquer. E quanto aos métodos usados na direcção das reuniões do orgão máximo do Sporting nem me atrevo a comentar... Direi apenas que havia figuras que aprendi a respeitar por quem perdi totalmente o respeito depois de as ver a dirigir uma AG...
É verdade que o problema não está nas pessoas, mas na falta de regras e estruturas que definam um quadro de participação intensa e plena. O sócio do Sporting tem, na prática, direito a pouco mais do que pagar as quotas e desembolsar o dinheiro dos ingressos. Já há algum tempo que defendia que, no quadro actual de funcionamento do Clube (leia-se: num quadro em que ao sócio, como a qualquer adepto, apenas é dada a possibilidade de desembolsar os valores exorbitantes que são cobrados pelos ingressos nos desafios das equipas do Sporting) era preferível ter um bom Provedor do Adepto e um eficiente Serviço de Reclamações. De certeza que tudo era assim mais claro e nos saía mais barato.
Participação e possibilidade de analisar criticamente, de exprimir as nossas opiniões e de participar na vida do Clube, para além de pagar é portanto coisa que nos está totalmente vedada.
Longe vão, no entanto, os tempos em que à falta de real participação na vida do Clube, esta se resumia às discussões de vão de escada ou às tertúlias de café, como um imbecil de um jornalista há tempos referia. E como era cómodo que a discussão não passase de um círculo restrito e que os megafones apenas fossem empunhados por quem a eles tinha acesso ou por quem tivesse dinheiro para os comprar.
Por azar daqueles que certamente prefeririam que o megafone fosse sempre empunhado por eles ou por mão amiga, surgiu esta coisa maçadora da internet e, azar dos azares, surgiram os blogues...
O presidente em exercício do Sporting acha que os bloguistas são um intolerável grupo de pressão e diz que despreza totalmente os bloguistas anónimos. Pois bem, senhor presidente, na minha qualidade de bloguista anónimo, pago-lhe na mesma moeda: desprezo-o totalmente! E baseio esta minha apreciação no facto de achar o seu trabalho um verdadeiro desastre, como o atestam os resultados a que a sua catastrófica gestão conduziu! Não é o meu comentário anónimo, mas cheio de amor pelo meu Clube, que nos transformou numa instituição sem brilho. É a sua gestão! Não foi o meu comentário que nos fez voltar a ouvir "olés!" quando o Sporting levava um bailarico de bola de uma reles equipa adversária. Foi no seu mandato que isso aconteceu. Não é o meu teclado que cavou o défice obsceno do Sporting. É a sua orientação e dos membros da dinastia a que o senhor pertence. Não é o nosso blog que provocou o maior divórcio de sempre entre o Clube e os seus sócios. São os seus procedimentos mesquinhos, estratégias titubeantes e orientações erráticas.
São estes os testemunhos que vão ficar desta sua passagem pelo Sporting, acredite...
E digo-lhe mais: a coisa que mais gostaria que se concretizasse neste ano de 2008 era que o senhor se pusesse a milhas!! Digo-lhe sem rodeios. Se pudesse dizia-lho na cara, mas o senhor está tão distante...
Anónima, senhor presidente Soares Franco, é a SAD! Tudo o que daí vem cheira mal e, actualmente, quer o senhor queira, quer não, tudo o que daí vem está para nós sempre envolto em suspeita.
Mas, lanço-lhe um desafio: promova o debate, ouça os Sportinguistas, visite os Núcleos. Saia do pedestal. Aproxime-se. Suba mais vezes ao 7º. Dê ouvidos à crítica. Responda-nos se conseguir. E se for capaz de tudo isto, se for capaz de alterar o rumo actual, o rumo triste deste Sporting de hoje aceito a sua crítica.
De outra forma demita-se!
segunda-feira, 24 de dezembro de 2007
Boas Festas
A todos os leitores do KL desejos de um Natal Feliz e de um Ano Novo com, pelo menos, os habituais 365 dias. Não é pedir muito...
sábado, 22 de dezembro de 2007
A tática do SMS
O telemóvel parece ter-se tornado o instrumento de eleição dos diferentes responsáveis do SCP neste final de 2007. Imagino Paulo Bento hoje a utilizá-lo de fora do banco para proceder aos ajustes táticos e às subsituições na esforçada equipa durante o jogo com o Paços. Um instrumento que deverá ter sido determinante para assegurar a escassa vitória.
Imagino Paulo Bento a trocar SMS com Carlos Pereira: "Ganda jogo k o Puro hoje ta a fazer! ;-)..." ou "K me dizes do noxo Ronny?"
O telemóvel parece ter sido também o instrumento preferido do presidente do Sporting para comunicar com os sócios nesta época festiva. Não sei porquê, mas fui o único do meu grupinho a não ser contemplado com um SMS natalício. Eu que até tenho as quotas em dia, as acções à guarda do banco e o lugarzinho de leão desde o dia em que os lugares foram postos à nossa disposição...
Tivesse eu tido o privilégio de receber a mensagem do senhor presidente e teria aproveitado o ensejo para lhe responder com uma sugestão de mudança tática e outra de uma substituição. Quanto à tática, ter-lhe-ia dito para voltar à tática antiga, i.e., não ligar um boi ao Clube pelo qual foi eleito. É que este súbito interesse pelo Sporting (agora que nós pensávamos que não havia problemas é que ele parece dispôr-se a fazer entrar tudo na ordem...), sinceramente, cheira-me a falso. Preferia o presidente que declarava só poder dedicar uma hora por dia ao Clube. Esse parecia mais genuíno, mais distante, mais britânico... Quanto a substituições ter-lhe-ia sugerido, desde logo, uma: a dele!
De qualquer forma o SMS parece que, como a cantiga, se tornou uma arma privilegiada do leão.
Imagino Paulo Bento a trocar SMS com Carlos Pereira: "Ganda jogo k o Puro hoje ta a fazer! ;-)..." ou "K me dizes do noxo Ronny?"
O telemóvel parece ter sido também o instrumento preferido do presidente do Sporting para comunicar com os sócios nesta época festiva. Não sei porquê, mas fui o único do meu grupinho a não ser contemplado com um SMS natalício. Eu que até tenho as quotas em dia, as acções à guarda do banco e o lugarzinho de leão desde o dia em que os lugares foram postos à nossa disposição...
Tivesse eu tido o privilégio de receber a mensagem do senhor presidente e teria aproveitado o ensejo para lhe responder com uma sugestão de mudança tática e outra de uma substituição. Quanto à tática, ter-lhe-ia dito para voltar à tática antiga, i.e., não ligar um boi ao Clube pelo qual foi eleito. É que este súbito interesse pelo Sporting (agora que nós pensávamos que não havia problemas é que ele parece dispôr-se a fazer entrar tudo na ordem...), sinceramente, cheira-me a falso. Preferia o presidente que declarava só poder dedicar uma hora por dia ao Clube. Esse parecia mais genuíno, mais distante, mais britânico... Quanto a substituições ter-lhe-ia sugerido, desde logo, uma: a dele!
De qualquer forma o SMS parece que, como a cantiga, se tornou uma arma privilegiada do leão.
segunda-feira, 17 de dezembro de 2007
Incautos e indecisos
Podemos citar uma dúzia de líderes que, embora declarassem não ser gente para se deixar abater, acabaram mesmo por cair. Geralmente, a sabedoria dos liderados acaba por prevalecer.
Vem isto a propósito de uma intervenção do presidente do Sporting no jantar do grupo Stromp. Também ele diz que não se deixa abater facilmente. E entretanto manifesta a sua intenção de se recandidatar à liderança do Sporting. Adivinha-se, pois, fuga para a frente.
Ora, traduzido por miúdos, o que todas estas intervenções e manifestações de intenção querem dizer é simples. Na ausência de resultados (sim, porque em matéria de resultados o Sporting apresenta uma folha vazia...) e na iminência de ser julgado por isso, Soares Franco tenta driblar os Sportinguistas fazendo um discurso que visa dois objectivos: aparecer como vítima da caldeirada que ele próprio produziu e passar para a opinião Sportinguista a imagem de que só mantendo esta estratégia --i.e., mantendo-o a ele-- os resultados que parecem nunca mais querer aparecer poderão, qual milagre!, vir a ser alcançados.
Estranho pedido este que está implícito nesta disponibilidade para uma recandidatura do actual presidente: dêem-me o vosso aval para cumprir o programa que prometi cumprir anteriormente mas que falhei.
A solução para os problemas do Sporting é muito simples: exibam-se, claramente, sem subterfúgios ou retórica, os resultados. Com resultados desportivos e financeiros ninguém precisa de se declarar disponível para continuar a liderar o Sporting, nem precisa de se definir como forte. Esses resultados demonstram por si só a disponibilidade e força de carácter de quem lidera...!
Até agora os resultados prometidos do Sporting são um grande NADA, e tudo isto só tem portanto uma leitura possível. Toda esta bravata servirá apenas para tentar baralhar os incautos e manter na dúvida os indecisos.
Pois bem, reafirmo aqui o que disse há tempos: o actual presidente mais a sua "companha" hão-de ir à vida, mais tarde ou mais cedo. Ontem esteve por um fio... Nós cá ficaremos, aguardando que os incautos e os indecisos percam a paciência.
A crer no que por aí se vê e se ouve já não falta muito...
Vem isto a propósito de uma intervenção do presidente do Sporting no jantar do grupo Stromp. Também ele diz que não se deixa abater facilmente. E entretanto manifesta a sua intenção de se recandidatar à liderança do Sporting. Adivinha-se, pois, fuga para a frente.
Ora, traduzido por miúdos, o que todas estas intervenções e manifestações de intenção querem dizer é simples. Na ausência de resultados (sim, porque em matéria de resultados o Sporting apresenta uma folha vazia...) e na iminência de ser julgado por isso, Soares Franco tenta driblar os Sportinguistas fazendo um discurso que visa dois objectivos: aparecer como vítima da caldeirada que ele próprio produziu e passar para a opinião Sportinguista a imagem de que só mantendo esta estratégia --i.e., mantendo-o a ele-- os resultados que parecem nunca mais querer aparecer poderão, qual milagre!, vir a ser alcançados.
Estranho pedido este que está implícito nesta disponibilidade para uma recandidatura do actual presidente: dêem-me o vosso aval para cumprir o programa que prometi cumprir anteriormente mas que falhei.
A solução para os problemas do Sporting é muito simples: exibam-se, claramente, sem subterfúgios ou retórica, os resultados. Com resultados desportivos e financeiros ninguém precisa de se declarar disponível para continuar a liderar o Sporting, nem precisa de se definir como forte. Esses resultados demonstram por si só a disponibilidade e força de carácter de quem lidera...!
Até agora os resultados prometidos do Sporting são um grande NADA, e tudo isto só tem portanto uma leitura possível. Toda esta bravata servirá apenas para tentar baralhar os incautos e manter na dúvida os indecisos.
Pois bem, reafirmo aqui o que disse há tempos: o actual presidente mais a sua "companha" hão-de ir à vida, mais tarde ou mais cedo. Ontem esteve por um fio... Nós cá ficaremos, aguardando que os incautos e os indecisos percam a paciência.
A crer no que por aí se vê e se ouve já não falta muito...
domingo, 16 de dezembro de 2007
Demência
Hoje lá tive de percorrer de novo a via dolorosa para ir ver o jogo ao café. O termómetro marcava 5 graus. Tiritando, mas determinado a prosseguir os planos lá fui percorrendo os quilómetros que nos separavam do dito café. Durante o percurso virei-me para o Gordillo (nosso companheiro aqui do KL que comigo faz este trajecto) e disse-lhe cheio de fervor clubístico: "Isto é que é Sportinguismo, hein?!" Responde ele: "Isto não é Sportinguismo, isto é demência!"
O desenrolar do jogo ia-lhe dando razão.
Um jogo sem história, que por momentos se arriscou a ficar na história. Um jogo que adia a crise sem lhe pôr termo, um jogo que deixa a marca do futebol de quinta categoria que o Sporting de Filipe Soares Franco pratica. O escândalo não se deu por um triz...
Este jogo Marítimo-Sporting fez-me lembrar a cena final do último episódio da série "Sopranos". Para quem não viu, eu conto: depois de uma estonteante sucessão de cenas de violência sanguinária, depois de o mafioso-mor estar à beira de ser preso e de perder a direcção do gang, vemos a família Soprano a entrar tranquilamente num daqueles diners americanos. Uma empregada traz-lhes o menú, que eles analisam cuidadosamente, conversam sobre o que hão-de pedir, sucedem-se as sugestões e finalmente decidem-se por um determinado prato. O episódio e a série terminam, de forma meio esquizofrénica, com a família Soprano sentada à mesa, comendo naturalmente, com ar plácido e em silêncio, a sua refeição, como se de uma qualquer típica família americana se tratasse. Como se os crimes horrendos em que Tony Soprano e os seus capangas tinham estado anteriormente envolvidos nunca tivessem sucedido.
A reportagem da Sport TV permitiu vislumbrar no final, por entre sombras, Soares Franco sentado tranquilamente na tribuna, ao lado do Presidente do Governo Regional da Madeira.
O desenrolar do jogo ia-lhe dando razão.
Um jogo sem história, que por momentos se arriscou a ficar na história. Um jogo que adia a crise sem lhe pôr termo, um jogo que deixa a marca do futebol de quinta categoria que o Sporting de Filipe Soares Franco pratica. O escândalo não se deu por um triz...
Este jogo Marítimo-Sporting fez-me lembrar a cena final do último episódio da série "Sopranos". Para quem não viu, eu conto: depois de uma estonteante sucessão de cenas de violência sanguinária, depois de o mafioso-mor estar à beira de ser preso e de perder a direcção do gang, vemos a família Soprano a entrar tranquilamente num daqueles diners americanos. Uma empregada traz-lhes o menú, que eles analisam cuidadosamente, conversam sobre o que hão-de pedir, sucedem-se as sugestões e finalmente decidem-se por um determinado prato. O episódio e a série terminam, de forma meio esquizofrénica, com a família Soprano sentada à mesa, comendo naturalmente, com ar plácido e em silêncio, a sua refeição, como se de uma qualquer típica família americana se tratasse. Como se os crimes horrendos em que Tony Soprano e os seus capangas tinham estado anteriormente envolvidos nunca tivessem sucedido.
A reportagem da Sport TV permitiu vislumbrar no final, por entre sombras, Soares Franco sentado tranquilamente na tribuna, ao lado do Presidente do Governo Regional da Madeira.
sexta-feira, 14 de dezembro de 2007
Saudosismo nunca!
Para que não nos acusem de saudosismo, não vou lembrar aqui que há 21 anos (faz hoje precisamente) o Sporting venceu aquela agremiação de cujo nome nunca me lembro por 7-1.
Não!
Não!
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