Primeiro: elogie-se a política de contratações do Sporting nesta época, sob o ponto de vista orçamental. Vejamos.
A diferença entre os preços de compra e venda de Deivid deu para financiar todas as contratações, pelo que a receita do empréstimo de Douala (500mil €) é lucro. Claro que faltaria contabilizar as contratações a “custo zero”, sabido que sempre há uma compensação (da ordem dos 500mil €, segundo se diz). E tudo foi feito com a maior discrição: por exemplo, só se soube do affaire Deivid depois do jogo com o Boavista.
Segundo: ponhamos reticências (daquelas que têm uns pontos muito grandes) às mesmas contratações sob o ponto de vista desportivo. Bueno só entrou bem neste último jogo contra a Naval; Romagnoli mostra uns ‘apontamentos’ aqui e ali; Alecsandro umas vezes é um pouco efectivo, para no jogo seguinte desaparecer; Farnerud parece banal, embora esforçado; Paredes aparenta já não ter a mesma ‘pica’ para jogar à bola.
Terceiro: elogiemos mais uma vez os putos, que se vêm fazendo jogadores importantes na equipa à medida que cresce a sua experiência. Moutinho é já um jogador em pleno, indiscutível na equipa, mas é um caso muito excepcional em vários aspectos; teria, já, lugar em equipas do maior gabarito europeu. Os outros, uns mais outros menos (cuidado com o deslumbre da fama, Nani!), vêm dando mais-valias à equipa.
Quarto: a importância que vem tendo Paulo Bento pelo “empenho, honestidade e ambição” que demonstra no seu trabalho e no “crescimento como homens, atletas e lutadores” dos jogadores do Sporting (citações tiradas do post do Pedro). Além disso por a equipa ter um figurino e princípios de jogo que aparentam estar bem apreendidos: o fio de jogo mantém-se apesar de PB proceder à rotação dos intérpretes (indispensável, sobretudo numa equipa de plantel curto).
Tudo isto é muito bonito, mas tem-se provado que não temos equipa para concorrer com as melhores da Europa e, mesmo a nível interno, o Porto (bem sei que tem o dobro do nosso orçamento) parece mais bem apetrechado que nós.
Logo, há dois tipos de medidas que têm de ser implementadas na reabertura do mercado, ou seja, já:
• Cumprir a promessa, que tem vindo a ser reafirmada, de os jovens talentos não serem transaccionados a correr (como aconteceu tantas vezes no passado) e manterem-se no clube em processo de valorização;
• Investir em reforços. Emprestados, ou a custo zero, mas custando mais uns ordenados mensais, precisamos, pelo menos, de um ponta de lança e de um central alto e raçudo (tipo Enak).
Espero que isto tenha sido previsto no orçamento.
segunda-feira, 27 de novembro de 2006
O sportinguismo de Figo
Muito se tem glosado a atitude festiva de Figo aquando do golo do Inter ao Sporting. Também fui dos que não gostaram. Não havia necessidade, dir-se-á.
Mas Figo achou que tinha de fazer aquilo. A maneira como li o gesto vai no sentido de ele ter, desse modo, querido significar que o seu medíocre desempenho em Lisboa contra o Sporting não foi influenciado pelo seu sportinguismo e que, como bom profissional, ele é adepto da equipa que lhe paga. E não quer continuar no banco.
Pode ser que o homem seja (esta atitude vai nesse sentido) um pesetero, como lhe chamaram os adeptos do Barça.
Outra coisa é se ele é ou não adepto do Sporting, porque isso já entra no campo (mais irracional, se se quiser) da emoção, da paixão. Para confirmação do sportinguismo de Figo, citemos palavras de uma sua recente entrevista:
«Tive colegas muito mais dotados do que eu que, não obstante o seu talento, não alcançaram o meu nível. Isto deveu-se ao trabalho, à minha força de vontade, à ajuda dos meus companheiros, dos meus amigos e da minha família. Esforço, dedicação e devoção para chegar à glória (lema do Sporting, para quem não saiba, acrescento eu): aprendi o significado destas palavras no Sporting, a equipa onde dei os primeiros passos, palavras que segui como regra de vida, tendo-as sempre presentes na minha mente.»
Mas Figo achou que tinha de fazer aquilo. A maneira como li o gesto vai no sentido de ele ter, desse modo, querido significar que o seu medíocre desempenho em Lisboa contra o Sporting não foi influenciado pelo seu sportinguismo e que, como bom profissional, ele é adepto da equipa que lhe paga. E não quer continuar no banco.
Pode ser que o homem seja (esta atitude vai nesse sentido) um pesetero, como lhe chamaram os adeptos do Barça.
Outra coisa é se ele é ou não adepto do Sporting, porque isso já entra no campo (mais irracional, se se quiser) da emoção, da paixão. Para confirmação do sportinguismo de Figo, citemos palavras de uma sua recente entrevista:
«Tive colegas muito mais dotados do que eu que, não obstante o seu talento, não alcançaram o meu nível. Isto deveu-se ao trabalho, à minha força de vontade, à ajuda dos meus companheiros, dos meus amigos e da minha família. Esforço, dedicação e devoção para chegar à glória (lema do Sporting, para quem não saiba, acrescento eu): aprendi o significado destas palavras no Sporting, a equipa onde dei os primeiros passos, palavras que segui como regra de vida, tendo-as sempre presentes na minha mente.»
quinta-feira, 23 de novembro de 2006
Vou juntar-me à discussão
Estes dois últimos posts do Pedro e do Raul suscitam questões importantes que me obrigam a juntar à discussão. De facto parece não haver qualquer espécie de dúvida: Veiga agente pintas, espécie de oportunista manhoso que tem esta obsessão contra o Sporting, decidiu atirar uns tiros para o ar. Não duvido, nem por um momento, que as manobras obscuras que Veiga diz envolverem gente do Sporting não passem de uma cortina de fumo que aquele cavalheiro decidiu erguer em desespero de causa, quando se tornou patente a todos que o seu castelo se começou a desmoronar.
O Presidente Soares Franco já esclareceu, tranquilamente, de forma que não deixa margem para dúvidas aquilo que tinha a esclarecer, desmentiu aquilo que tinha a desmentir, o Sporting constitui-se assistente no processo e o assunto parece arrumado. Veiga e o Sporting são como azeite e água. Por mais que ele queira não se misturam.
Mas, atenção: pelo facto de, neste caso, parecer estarmos, claramente, perante um simples caso de "ramona" não quer dizer que o rumo do Sporting seja o correcto e que o futuro se afigura radioso. Não afigura! E que tenhamos de perder o sentido crítico. Não temos! Não devemos!
O Clube está a enfrentar o período, talvez, mais negro do seu historial. E eu, pela minha parte, continuo a manter as minhas mais sérias duvidas sobre a nova "lógica de actuação" inaugurada pela era Roquette.
Mas, só faltaria que elementos eleitos pelos sócios do Sporting em eleições livres para os orgão do Clube estivessem envolvidos em caldinhos com gente de reputação duvidosa, do tipo que aquele cavalheiro insinuou.
Já agora, espero que a "Sábado" tenha bons advogados...
O Presidente Soares Franco já esclareceu, tranquilamente, de forma que não deixa margem para dúvidas aquilo que tinha a esclarecer, desmentiu aquilo que tinha a desmentir, o Sporting constitui-se assistente no processo e o assunto parece arrumado. Veiga e o Sporting são como azeite e água. Por mais que ele queira não se misturam.
Mas, atenção: pelo facto de, neste caso, parecer estarmos, claramente, perante um simples caso de "ramona" não quer dizer que o rumo do Sporting seja o correcto e que o futuro se afigura radioso. Não afigura! E que tenhamos de perder o sentido crítico. Não temos! Não devemos!
O Clube está a enfrentar o período, talvez, mais negro do seu historial. E eu, pela minha parte, continuo a manter as minhas mais sérias duvidas sobre a nova "lógica de actuação" inaugurada pela era Roquette.
Mas, só faltaria que elementos eleitos pelos sócios do Sporting em eleições livres para os orgão do Clube estivessem envolvidos em caldinhos com gente de reputação duvidosa, do tipo que aquele cavalheiro insinuou.
Já agora, espero que a "Sábado" tenha bons advogados...
Largar uma quinhentola para se livrar do xadrez
Quero manifestar a minha concordância com o escrito abaixo, a que o Pedro não soube que título dar.
Também eu não ponho as mãos no lume por alguns dirigentes que passaram pelo Sporting (por exemplo, a fama de Duque precede-o).
Mas, para já, quem está em causa é o Veiga e não o Sporting.
O caso merece alguma reflexão.
É certo que nós, aqui no KL, estamos normalmente na oposição, no que respeita aos dirigentes Sporting. Mas esta oposição situa-se num patamar superior ao das anteriores fases de tipo "pato-bravo", na qual o Benfica ainda se mantém (o que parece encher os seus adeptos de contentamento, pois até já ganharam um campeonato, ao fim de uma data de anos de jejum). Quer dizer que, por mais descontentes que estejamos com os nossos dirigentes, rejeitamos um regresso ao passado em que o clube era dirigido por chicos-espertos mais ou menos bem sucedidos nos seus negócios. Deste ponto de vista abençoado Roquette, fautor principal desta passagem para uma outra lógica de actuação.
O nosso principal rival (nós, que somos pessoas de princípios, não mudamos de rival; como o fazem outros, a reboque de conjunturas) tem um problema que radica numa razão de natureza histórica: tornou-se na outra face da moeda do Porto, quando este começou a disputar-lhe (com sucesso aliás) a hegemonia. E isso manifesta-se de todas as maneiras, começando pelos tiques provincianos e acabando na reprodução dos actos de gestão. É assim que vemos jogadores (Féher, Jankauskas, Maniche, Deco, Sokota, Cândido Costa, Zahovic, Drulovic, etc.) e treinadores (F. Santos, Jesualdo) transitarem entre um e outro desses clubes (diga-se de passagem com nítida vantagem para o Porto).
Este fenómeno atingiu enfim a fase dirigentes, com a chamada do Veiga, este sim uma daquelas pessoas a quem eu nunca compraria um piassaba, quanto mais um carro em segunda mão.
A este propósito, atenhamo-nos à sabedoria popular, citando alguns provérbios:
• Quem anda à chuva, molha-se.
• Quem não quer ser lobo não lhe veste a pele.
• Quem brinca com o fogo, queima-se.
• Tantas vezes vai o cântaro à fonte que um dia lá fica a asa.
Pois é Veiga, a vida é mesmo assim: nem sempre se ganha, nem sempre se perde e quanto mais alto se sobe maior é o trambolhão.
Também eu não ponho as mãos no lume por alguns dirigentes que passaram pelo Sporting (por exemplo, a fama de Duque precede-o).
Mas, para já, quem está em causa é o Veiga e não o Sporting.
O caso merece alguma reflexão.
É certo que nós, aqui no KL, estamos normalmente na oposição, no que respeita aos dirigentes Sporting. Mas esta oposição situa-se num patamar superior ao das anteriores fases de tipo "pato-bravo", na qual o Benfica ainda se mantém (o que parece encher os seus adeptos de contentamento, pois até já ganharam um campeonato, ao fim de uma data de anos de jejum). Quer dizer que, por mais descontentes que estejamos com os nossos dirigentes, rejeitamos um regresso ao passado em que o clube era dirigido por chicos-espertos mais ou menos bem sucedidos nos seus negócios. Deste ponto de vista abençoado Roquette, fautor principal desta passagem para uma outra lógica de actuação.
O nosso principal rival (nós, que somos pessoas de princípios, não mudamos de rival; como o fazem outros, a reboque de conjunturas) tem um problema que radica numa razão de natureza histórica: tornou-se na outra face da moeda do Porto, quando este começou a disputar-lhe (com sucesso aliás) a hegemonia. E isso manifesta-se de todas as maneiras, começando pelos tiques provincianos e acabando na reprodução dos actos de gestão. É assim que vemos jogadores (Féher, Jankauskas, Maniche, Deco, Sokota, Cândido Costa, Zahovic, Drulovic, etc.) e treinadores (F. Santos, Jesualdo) transitarem entre um e outro desses clubes (diga-se de passagem com nítida vantagem para o Porto).
Este fenómeno atingiu enfim a fase dirigentes, com a chamada do Veiga, este sim uma daquelas pessoas a quem eu nunca compraria um piassaba, quanto mais um carro em segunda mão.
A este propósito, atenhamo-nos à sabedoria popular, citando alguns provérbios:
• Quem anda à chuva, molha-se.
• Quem não quer ser lobo não lhe veste a pele.
• Quem brinca com o fogo, queima-se.
• Tantas vezes vai o cântaro à fonte que um dia lá fica a asa.
Pois é Veiga, a vida é mesmo assim: nem sempre se ganha, nem sempre se perde e quanto mais alto se sobe maior é o trambolhão.
Venenos 9
Venenoso, este Eduardo Madeira, um dos elementos do "Biqueirada"... Relativamente ao preço dos bilhetes para o jogo do Sporting-Benfica disse ele (cito de cor...): "Há uns clubes que roubam nos resultados. O Sporting inventou esta: rouba os sócios no preço dos bilhetes!!"
ROUBA os sócios!! Sabem como se chama uma pessoa que rouba outra, sabem??!!!
Ah!, ganda Eduardo!
ROUBA os sócios!! Sabem como se chama uma pessoa que rouba outra, sabem??!!!
Ah!, ganda Eduardo!
quarta-feira, 22 de novembro de 2006
Não sei que título dar
O caso José Veiga traz-nos a um ponto para mim determinante para o futuro do Sporting como o quero e, se assim for, para o futuro do futebol. De facto já aqui escrevi que não ponho a minha mão no fogo por alguns ex-dirigentes e este caso permitirá precisamente perceber se esses dirigentes se comportaram como deviam ou o fizeram como consta para os lados dos coisos.
Para já gostei da posição de FSF na entrevista após o jogo. Também gostei de saber que os dirigentes ouvidos não vieram levantar suspeitas para a praça pública.
Gosto que Só nos pronunciemos sobre o que temos de nos pronunciar e que não alimentemos discussões sobre o sucedido.
Lamentavelmente o arruaceiro do Dr. Dias Ferreira dizendo que não podia dizer lá foi atirando para o ar que o caso contem mulheres… Que pena este senhor ser uma referência do Sporting! Que falta de decoro aquele que demonstrou ontem!
Para já gostei da posição de FSF na entrevista após o jogo. Também gostei de saber que os dirigentes ouvidos não vieram levantar suspeitas para a praça pública.
Gosto que Só nos pronunciemos sobre o que temos de nos pronunciar e que não alimentemos discussões sobre o sucedido.
Lamentavelmente o arruaceiro do Dr. Dias Ferreira dizendo que não podia dizer lá foi atirando para o ar que o caso contem mulheres… Que pena este senhor ser uma referência do Sporting! Que falta de decoro aquele que demonstrou ontem!
Limpar as feridas e seguir em frente!
Saímos da Liga dos campeões por um conjunto de razões que todos conhecem. Ter um grupo de miúdos jovens franganotes não dá muitas garantias na luta directa com o Inter e Bayern.
Mas é o que temos e foi com o que temos que aceitámos o desafio. Por isso ficam sempre bem as palavras do Paulo Bento. Podíamos ter feito melhor, temos que lutar pela UEFA.
Não ouvi o choradinho dos coitadinhos e dos azares. Ouvi, aliás, dizer que uma equipa tem que estar pronta para as contrariedades. Ouvi, também, que não se fazem comentários a quente para o balneário (ouviu engenheiro? espero que não!)
Ouvi dizer que a vida continua e que agora há outros objectivos a cumprir.
Os jogadores do Sporting se ainda não o perceberam, vão recordar para sempre o Paulo Bento pela importância que ele já representa no seu crescimento como homens, atletas e lutadores.
Só espero que o Sporting o saiba manter para além dos resultados porque ele merecerá sempre o nosso carinho e respeito enquanto trabalhar com este empenho, esta honestidade e esta ambição.
Mas é o que temos e foi com o que temos que aceitámos o desafio. Por isso ficam sempre bem as palavras do Paulo Bento. Podíamos ter feito melhor, temos que lutar pela UEFA.
Não ouvi o choradinho dos coitadinhos e dos azares. Ouvi, aliás, dizer que uma equipa tem que estar pronta para as contrariedades. Ouvi, também, que não se fazem comentários a quente para o balneário (ouviu engenheiro? espero que não!)
Ouvi dizer que a vida continua e que agora há outros objectivos a cumprir.
Os jogadores do Sporting se ainda não o perceberam, vão recordar para sempre o Paulo Bento pela importância que ele já representa no seu crescimento como homens, atletas e lutadores.
Só espero que o Sporting o saiba manter para além dos resultados porque ele merecerá sempre o nosso carinho e respeito enquanto trabalhar com este empenho, esta honestidade e esta ambição.
segunda-feira, 20 de novembro de 2006
As vias da justiça desportiva portuguesa
Havia um anúncio na televisão aqui há uns tempos no qual uma personagem (supostamente, a mãe) pedia a uma outra personagem (supostamente, a filha) que lhe explicasse qualquer coisa sobre a internet mais barata. "-Como se eu fosse muito burra!", dizia a actriz.
Pois é isso que eu peço aos gentis leitores do KL: expliquem-me lá então, por favor, como se eu fosse muito burro:
1- Porque é que (soubemos agora), a Liga Portuguesa dos Clubes de Futebol (LPCF) não solicitou aos tribunais a matéria de prova que lhe permitiria instaurar processos disciplinares aos envolvidos no chamado caso "Apito Dourado", apesar de ter sido para isso instada pela respectiva CD. Entre muitos outros, recorde-se, deveria ter sido aberto um processo disciplinar ao major Valentim Loureiro, anterior presidente daquele organismo e actual presidente da respectiva Mesa da Assembleia Geral.
2- Quem vai avaliar e sancionar a conveniente ausência de resposta da Liga? A Liga?!
3- Mas, antes disso, digam-me porque é que é à CD da Liga que cabe actuar nestas matérias, ao mesmo tempo que delibera sobre quem deu a canelada em quem, ou quem não pagou o IRC a tempo? Será legítima uma amplitude tão vasta de competências de actuação?
4- A Liga é uma associação comercial que actua no terreno do desporto profissional. Não deveria ser um orgão fora deste circuito a actuar e avaliar questões de infracção moral ou legal? Poderão rebater esta ideia dizendo-me que a Liga faz parte da FPF... Mas, justamente, porque é a LPCF membro da FPF? Não há conflito de interesses (desportivos, comerciais, morais ou outros...)? E porque é que as “Comissões Disciplinares” funcionam no próprio seio dos organismos que é suposto observarem?
5- Quem pode julgar quem? Quem está acima dos interesses particulares para poder decidir sobre possíveis conflitos ou injustiças? Que normas deverão ser seguidas por princípio?
6- E não é a FPF membro da FIFA...?
7- Porque nos admiramos então tanto por o futebol português andar como anda?
8- E o que diria um cidadão comum que tivesse um conflito com a empresa em que trabalha, por exemplo, e visse esse conflito obrigatoriamente apreciado pelo departamento jurídico da empresa? Ou o que diria a empresa se fosse o departamento jurídico do sindicato a que o cidadão comum pertence por hipótese, a decidir sobre o desfecho desse conflito...? E se, por exemplo, os conflitos entre empresas e cidadãos comuns fossem dirimidos pelos advogados da associação comercial a que eventualmente as empresas pertencessem?
9- E o que dizer, para tornar este panorama ainda mais confuso, de todos estes orgãos travestidos em tribunais serem compostos por juizes de carreira travestidos em juízes de ocasião?
Isto são perguntas de leigo, claro.
Perdoem-me a ignorância e a ingenuidade... mas, expliquem-me lá tudo isto então “como se eu fosse muito burro”...
Pois é isso que eu peço aos gentis leitores do KL: expliquem-me lá então, por favor, como se eu fosse muito burro:
1- Porque é que (soubemos agora), a Liga Portuguesa dos Clubes de Futebol (LPCF) não solicitou aos tribunais a matéria de prova que lhe permitiria instaurar processos disciplinares aos envolvidos no chamado caso "Apito Dourado", apesar de ter sido para isso instada pela respectiva CD. Entre muitos outros, recorde-se, deveria ter sido aberto um processo disciplinar ao major Valentim Loureiro, anterior presidente daquele organismo e actual presidente da respectiva Mesa da Assembleia Geral.
2- Quem vai avaliar e sancionar a conveniente ausência de resposta da Liga? A Liga?!
3- Mas, antes disso, digam-me porque é que é à CD da Liga que cabe actuar nestas matérias, ao mesmo tempo que delibera sobre quem deu a canelada em quem, ou quem não pagou o IRC a tempo? Será legítima uma amplitude tão vasta de competências de actuação?
4- A Liga é uma associação comercial que actua no terreno do desporto profissional. Não deveria ser um orgão fora deste circuito a actuar e avaliar questões de infracção moral ou legal? Poderão rebater esta ideia dizendo-me que a Liga faz parte da FPF... Mas, justamente, porque é a LPCF membro da FPF? Não há conflito de interesses (desportivos, comerciais, morais ou outros...)? E porque é que as “Comissões Disciplinares” funcionam no próprio seio dos organismos que é suposto observarem?
5- Quem pode julgar quem? Quem está acima dos interesses particulares para poder decidir sobre possíveis conflitos ou injustiças? Que normas deverão ser seguidas por princípio?
6- E não é a FPF membro da FIFA...?
7- Porque nos admiramos então tanto por o futebol português andar como anda?
8- E o que diria um cidadão comum que tivesse um conflito com a empresa em que trabalha, por exemplo, e visse esse conflito obrigatoriamente apreciado pelo departamento jurídico da empresa? Ou o que diria a empresa se fosse o departamento jurídico do sindicato a que o cidadão comum pertence por hipótese, a decidir sobre o desfecho desse conflito...? E se, por exemplo, os conflitos entre empresas e cidadãos comuns fossem dirimidos pelos advogados da associação comercial a que eventualmente as empresas pertencessem?
9- E o que dizer, para tornar este panorama ainda mais confuso, de todos estes orgãos travestidos em tribunais serem compostos por juizes de carreira travestidos em juízes de ocasião?
Isto são perguntas de leigo, claro.
Perdoem-me a ignorância e a ingenuidade... mas, expliquem-me lá tudo isto então “como se eu fosse muito burro”...
quinta-feira, 16 de novembro de 2006
Venenos 8
Por aquilo que se viu ontem da exibição do Nuno Gomes, o homem deve ter ficado perturbadíssimo com as notícias sobre o Veiga... Livra!
Alguém contabilizou os golos falhados? Eu perdi a conta...
Alguém contabilizou os golos falhados? Eu perdi a conta...
quarta-feira, 15 de novembro de 2006
Iordanov
Não é de estranhar que as coisas se passem assim no Sporting de hoje. Afinal já se passaram no Sporting de ontem. Outros grandes atletas do Clube, alguns capitães como Iordanov, foram igualmente tratados de forma canalha, depois de terminarem a carreira. Há, portanto, um triste patromónio nesta matéria.
Em vez de corrigir os disparates que foram cometidos no passado os actuais dirigentes teimam em repetir a asneira. E é, se calhar, por esta razão que o Sporting chegou ao ponto a que chegou: atingiu o invejável estatuto de espécie em vias de extinção.
Escrevi aqui há tempos que um clube como o Sporting não sobrevive sem mística e que esta não se compra. É um "produto" que não há, simplesmente, à venda nos supermercados... Os mágicos do défice parece não conseguirem encaixar esta verdade singela.
Resta-nos ter de admitir que estamos perante mais um feito notável na modalidade desportiva em que o Sporting, campeão das modalidades, se tem revelado mais ilustre nestes últimos anos: o tiro no pé!
Iordanov: nós é que não te vamos nunca esquecer!
quinta-feira, 9 de novembro de 2006
Venenos 7
Fontes bem colocadas que consultámos rebelaram-nos que o Beiga estaba afinal a marcar o Xistra!
quarta-feira, 8 de novembro de 2006
Venenos 6
Carvalhal foi despedido do Braga. Fontes geralmente bem informadas asseguram-me que a direcção bracarense tomou esta decisão com base no meu Veneno anterior. Não terão gostado de saber que os jogadores vieram passear ao Alvaláxia em vez de jogar à bola...
segunda-feira, 6 de novembro de 2006
Exemplo
A cena protagonizada pelo Djaló e Paulo Santos foi feia. Podia ter sido pior, mas felizmente não foi mais longe... No meio de tudo isto houve um momento bonito. Refiro-me àquele em que Yannick Djaló se dirigiu do meio campo até junto à baliza onde o seu colega Paulo Santos, estirado no chão, recebia tratamento médico para o confortar. Não é habitual ver este tipo de reacção nos jogadores portugueses. Djaló merece por isso uma saudação especial.
Também gostei daquele momento em que Paulo Santos, demonstrando, apesar de bastante mal tratado, não ter afinal perdido o sentido de humor (a sua passagem pelo Sporting pode ter dado frutos...), efectuou aquela dança ao pé-coxinho acabando por neutralizar a fúria da Juve Leo.
O jogo, aliás, quase que se quedava por estes dois momentos altos...
Também gostei daquele momento em que Paulo Santos, demonstrando, apesar de bastante mal tratado, não ter afinal perdido o sentido de humor (a sua passagem pelo Sporting pode ter dado frutos...), efectuou aquela dança ao pé-coxinho acabando por neutralizar a fúria da Juve Leo.
O jogo, aliás, quase que se quedava por estes dois momentos altos...
Venenos 5
Carlos Carvalhal declarou que vinha ao Alvaláxia (sic!) para ganhar. Disse, que eu ouvi!
Enganou-se, portanto, em todas as frentes...
Enganou-se, portanto, em todas as frentes...
quinta-feira, 2 de novembro de 2006
De vez em quando...
De vez em quando lá vem um daqueles momentos em que é necessário tirar o chapéu e fazer uma vénia até ao chão. Ora leiam lá esta pérola de autoria do Bulhão Pato no Mãos ao Ar de hoje.
Um ano de Paulo Bento
Parabéns ao "Gato Fedorento" por ter conseguido fazer a caricatura do nosso treinador com tanta graça.
Mais a sério, recomendo a inteligente entrevista que Paulo Bento deu a "O Jogo". Fica-se a perceber bem como tem estado a ser construída a equipa e a forma de jogar do Sporting.
Mais a sério, recomendo a inteligente entrevista que Paulo Bento deu a "O Jogo". Fica-se a perceber bem como tem estado a ser construída a equipa e a forma de jogar do Sporting.
sexta-feira, 27 de outubro de 2006
Variações sobre a palavra "resolver"
Primeiro foi preciso que viessem os miúdos para resolver o que parecia estar condenado a tranformar-se num grande embrulho em Aveiro. Embrulho atado sobretudo pelas estrelas cadentes do Sporting que hoje Paulo Bento resolveu brindar com a titularidade.
Depois, vejam lá, Liedson resolveu mesmo! Lá marcou o golo da diferença.
A coisa parecia, portanto, resolvida.
Afinal os miúdos --muito bem secundados por uma defesa que hoje resolveu meter folga!-- resolveram complicar.
E o golo de Liedson afinal acabou por não resolver nada.
No entanto, continuo a pensar que esta equipa "resolveu" ser campeã...
PS- Uma nota para o Carlos Martins: vê lá se resolves usar os miolos de vez em quando pá!
Depois, vejam lá, Liedson resolveu mesmo! Lá marcou o golo da diferença.
A coisa parecia, portanto, resolvida.
Afinal os miúdos --muito bem secundados por uma defesa que hoje resolveu meter folga!-- resolveram complicar.
E o golo de Liedson afinal acabou por não resolver nada.
No entanto, continuo a pensar que esta equipa "resolveu" ser campeã...
PS- Uma nota para o Carlos Martins: vê lá se resolves usar os miolos de vez em quando pá!
terça-feira, 24 de outubro de 2006
O roubo da carteira
Para que se ponham a pau à entrada do Estádio, vejam aqui como é que me roubaram a carteira antes do jogo com o Porto.
Na Liga só mudaram as moscas
Hermínio Loureiro deslocou-se à Comissão Parlamentar em que está a ser debatida a nova Lei de Bases do Desporto (já aprovada na generalidade) para pôr em causa o seu art.º 45. Diz esse artigo que se «proíbe sob qualquer forma, as comparticipações financeiras por parte do Estado, das regiões autónomas e das autarquias locais a clubes desportivos que participem em competições de natureza profissional».
Ele, pelos vistos, é a favor da continuação do status actual de regabofe e adulteração da concorrência desportiva por via do financiamento de alguns e não de outros. É só lembrarmo-nos, por exemplo, de como o então presidente da Câmara do Porto, Fernando Gomes, utilizou os dinheiros resultantes das contribuições dos habitantes para financiar o seu clube do coração, o FCP.
Pois, nesta cruzada, HL fez-se acompanhar pela APAF, Sindicato de Jogadores, uma outra associação de árbitros e, ainda, uma associação de dirigentes associativos da… Madeira. Note-se que o Governo Regional da Madeira gasta por ano mais de 5 milhões de euros do Orçamento de Estado só em subsídios aos 2 clubes de futebol da ilha (Marítimo e Nacional). Acresce a isto, o comportamento de tantas Câmaras Municipais que empenham receitas para subsidiar os clubes da terra, às vezes com fortes suspeitas de fraude, como no caso de Felgueiras.
Mas o que é que os árbitros e sindicato de jogadores têm a ver com isto? É que a cruzada de HL não fica por aqui. Ele também se opõe à tentativa governamental de ir progressivamente aproximando os árbitros e jogadores do regime comum, em matéria de impostos e Segurança Social. Mas o que é que os jogadores e árbitros são a mais que o contribuinte comum? O grande argumento é que se trata de uma profissão de desgaste rápido. Mas isto não tem nada a ver com privilégios em sede de IRS, nem da tão carecida Segurança Social. Eles terão de pagar como todos nós. Há tantos jogadores que ganham tão bem que facilmente a classe se pode organizar para poupar durante a fase activa para ter uma reforma mais cedo, quando a sua carreira chegar ao fim.
Por último, a tão falada profissionalização dos árbitros está a caminho de se fazer quando as galinhas tiverem dentes. Se calhar HL estava à espera que fosse o Estado a pagar os respectivos custos, mas o secretário de estado Laurentino Dias já veio dizer que acha boa a ideia da profissionalização, mas que o Governo não paga. Então quem é que vai pagar uma decisão que custa muito caro?
Deste conjunto de atitudes e opiniões ressaltam 2 conclusões:
- HL quer manter as coisas (privilégios, subsídios e consequente adulterar da concorrência) como estão; não quer mudar nada.
- HL está na Liga mais para fazer oposição ao Governo que para fazer reformas no futebol.
Isto é muito grave!
Ele, pelos vistos, é a favor da continuação do status actual de regabofe e adulteração da concorrência desportiva por via do financiamento de alguns e não de outros. É só lembrarmo-nos, por exemplo, de como o então presidente da Câmara do Porto, Fernando Gomes, utilizou os dinheiros resultantes das contribuições dos habitantes para financiar o seu clube do coração, o FCP.
Pois, nesta cruzada, HL fez-se acompanhar pela APAF, Sindicato de Jogadores, uma outra associação de árbitros e, ainda, uma associação de dirigentes associativos da… Madeira. Note-se que o Governo Regional da Madeira gasta por ano mais de 5 milhões de euros do Orçamento de Estado só em subsídios aos 2 clubes de futebol da ilha (Marítimo e Nacional). Acresce a isto, o comportamento de tantas Câmaras Municipais que empenham receitas para subsidiar os clubes da terra, às vezes com fortes suspeitas de fraude, como no caso de Felgueiras.
Mas o que é que os árbitros e sindicato de jogadores têm a ver com isto? É que a cruzada de HL não fica por aqui. Ele também se opõe à tentativa governamental de ir progressivamente aproximando os árbitros e jogadores do regime comum, em matéria de impostos e Segurança Social. Mas o que é que os jogadores e árbitros são a mais que o contribuinte comum? O grande argumento é que se trata de uma profissão de desgaste rápido. Mas isto não tem nada a ver com privilégios em sede de IRS, nem da tão carecida Segurança Social. Eles terão de pagar como todos nós. Há tantos jogadores que ganham tão bem que facilmente a classe se pode organizar para poupar durante a fase activa para ter uma reforma mais cedo, quando a sua carreira chegar ao fim.
Por último, a tão falada profissionalização dos árbitros está a caminho de se fazer quando as galinhas tiverem dentes. Se calhar HL estava à espera que fosse o Estado a pagar os respectivos custos, mas o secretário de estado Laurentino Dias já veio dizer que acha boa a ideia da profissionalização, mas que o Governo não paga. Então quem é que vai pagar uma decisão que custa muito caro?
Deste conjunto de atitudes e opiniões ressaltam 2 conclusões:
- HL quer manter as coisas (privilégios, subsídios e consequente adulterar da concorrência) como estão; não quer mudar nada.
- HL está na Liga mais para fazer oposição ao Governo que para fazer reformas no futebol.
Isto é muito grave!
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