quarta-feira, 15 de fevereiro de 2006

O futuro pode ser um regresso ao espírito do passado

Num artigo que li alertava-se para a eminente situação de insolvência do clube, com cerca de 320 milhões de activos para 250 a 300 milhões de passivo.
Vender meia dúzia de edifícios e encaixar 50 a 70 milhões de euros pode aliviar a corda no pescoço durante uns anos mas não resolve nenhum problema estrutural de fundo.
Pelo contrário, transforma o Estádio naquilo que já era o antigo recinto: um elefante branco que abre as portas de 15 em 15 dias durante 2 horas.
Estou com o Castaño Verde: quero um complexo que seja o encontro de todos os Sportinguistas e de todas as modalidades.
Quando eu era puto, ia-se a Alvalade para ver a bola e de caminho cada um papava mais um joguito de Hóquei ou Andebol ou Basket, consoante os gostos.
É disso que precisamos; não de um presidente cooptado rodeado por uma clique de supostos gestores profissionais vindos não se sabe de onde a ganharem fortunas apesar dos sinais absolutamente evidentes de incompetência e autismo.
Queixamo-nos de que o País precisa de revolucionar a sua Função Pública e a forma como presta os seus serviços aos Cidadãos. Não duvido que a tarefa seja ciclópica.
Pois o Sporting não conseguiu sequer por a Secretaria a funcionar em condições, veja-se bem a singularidade da competência de quem gere o Clube.
Não preciso de um presidente que assume não viver as modalidades e que afirma não ter vibrado com os triunfos do Carlos Lopes.
Quero um Sporting gerido por Sportinguistas em todos os sectores do Clube.
Quanto ao Soares Franco, não o queria nem para porteiro da minha amada Porta 4.
Se ele quiser ver a bola à borla, que se vá inscrever na Strong e apareça em Alvalade em regime de outsourcing com um colete fluorescente na rampa de acesso da Juve ao relvado.
A promoção de Soares Franco a presidente faz lembrar a anedota sobre a subida de Santana Lopes a Primeiro-Ministro: ninguém sabe como foi parar lá acima mas todos temos a obrigação de o ajudar a descer.

1 comentário:

  1. Muito bem. Aliás o manifesto chama-se uma história com futuro precisamente porque há futuro porque há uma história. Só espero que todas as movimentaçãos não sejam só uma arranhão no grande projecto da banca e dos seus lacaios.

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