terça-feira, 5 de dezembro de 2006

Juízes e futebol

Uma mistura que tem de tudo menos o que devia ter: justiça!
Aqui há tempos falou-se na questão dos fumos estranhos que rodeiam a Liga e o CD no processo Apito Dourado. Como se sabe, há um facto ainda por esclarecer: houve um requerimento do presidente do CD da Liga, na altura o desembargador Gomes da Silva, para o Tribunal de Gondomar passar certidões sobre o processo qua aí estava a decorrer. A solicitação decorria do facto de estarem envolvidos agentes desportivos, e de, de acordo com os estatutos da LPFP, ter de automaticamente ser aberto um processo disciplinar aos referidos agentes. Que neste caso envolveria as figuras que todos nós conhecemos. Ora, depois da demissão de desembargador Silva, tomou conta do cargo o desembargador Pedro Mourão que voltou a requerer as referidas certidões, referindo, ao que parece no seu pedido, que já havia sido feito um pedido semelhante que ficou nas gavetas da Liga. Porque depende aparentemente o CD da Liga para efeitos de cumprimento deste aspecto dos estatutos, é assunto cujo clarificação nos merceria eterna gratidão. Todos temos uma enorme curiosidade em saber qual vai ser o desfecho de todo este imbróglio...
Também o famigerado caso Mateus veio trazer a lume uma questão bizarra: uma decisão tomada pelos membros do CD da Liga (juízes conselheiros e desembargadores, que sancionaram o Gil Vicente por ter recorrido a tribunais comuns para derimir o processo) foi apreciada por um juíz em início de carreira do Tribunal Administrativo por via da providência cautelar interposta por aquele clube. Outro assunto que o comum dos mortais não toleraria, mas que no mundo do futebol parece ser perfeitamente normal...
Mas, não fica por aqui o rol de bizarrias no edifício da justiça desportiva portuguesa.
Sabe-se hoje que o Conselho Superior de Magistratura pondera a alteração do estatuto que permite aos juízes fazerem parte de orgãos de justiça em organismos ligados ao futebol. A decisão ameaça gerar polémica. Hermínio Loureiro já veio dizer que há uma visão complexada sobre o futebol e que o desporto ficaria mais fragilizado se não pudesse contar com a presença de magistrados. Mas, a verdade é que a fragilidade vem da falta de credibilidade das instâncias e agentes desportivos. No caso da justiça desportiva isso é flagrante. A polémica é apenas e tão somente fruto de não se atacar este problema de frente.
Mas, o que verdadeiramente espanta é que as vozes que geram esta polémica não reclamem a alteração completa do sistema de justiça desportiva português. Todas as bizarrias a que temos vindo a assistir não passam afinal dos corolários lógicos da rebaldaria que reina neste domínio.
Quem tem estatuto de administrador da justiça no campo do desporto em Portugal? Quem deve resolver os problemas existentes?

domingo, 3 de dezembro de 2006

Já estamos em saldo!

Depois da derrota de 6a feira, os serviços do Sporting --que habitualmente não ligam nenhuma aos associados e fazem mesmo questão de os tratar, frequentemente, de forma miserável...-- estão desde ontem a enviar SMS aos sócios exultando-os a "marcar presença" no jogo da próxima 3a feira. As bilheteiras estão abertas durante o fim de semana e há bilhetes a 10 euros!
Dez euros...
Deve ir um enorme pânico neste momento pelas bandas do Edifício Visconde de Alvalade...

sábado, 2 de dezembro de 2006

Dois discursos

A fractura, mesmo ténue, que os discursos de Paulo Bento e Soares Franco indicia constitui uma má notícia para o futuro do Sporting.
Do lado de Paulo Bento há duas conclusões a extrair das declarações que produziu. A equipa jogou mal e ele assume, como é seu saudável costume, as responsabilidades na totalidade. "Não houve casos", declarou, e foi o Sporting que falhou. Do lado de Soares Franco, o Sporting jogou bem, pressionou, e foi a arbitragem que influenciou o jogo ao não assinalar uma pretensa grande penalidade.
Todos sabemos que uma equipa vencedora é aquela em que existe um simbiose total entre os adeptos, a equipa e a direcção. Se quiserem analisar todos (todos!) os casos de sucesso, em Portugal e lá fora, vão verificar que se confirma este trinómio.
Ora, no Sporting tem havido, nesta nova fase, uma sintonia manifesta entre a equipa (incluindo a técnica, claro) e a direcção, ficando os adeptos numa situação de sintonia expectante (pagamos para ver...), mas mesmo assim de sintonia. Nas declarações de Soares Franco e de Paulo Bento de ontem começamos a notar uma clivagem insanável. Soares Franco, o Presidente do Sporting, joga o habitual jogo do varrer o lixo para debaixo do tapete, enquanto Paulo Bento, o sustentáculo de todo o edifício erguido pela direcção tutelada por Soares Franco, se diz responsável pelo sucedido e assume, como é seu apanágio, repito, a sua quota parte no insucesso. Mas, a verdade é que Paulo Bento está longe de ser o rosto dos desaires.
Está, na minha opinião, iniciada a guerra das responsabilidades.
Vamos ver o que vai dar este choque de opiniões. Se os resultados se forem aguentando, o ónus desta, aparentemente, leve guerra de responsabilidades vai ser adiado no tempo. Se os resultados forem um desastre (já vamos ter oportunidade na próxima terça-feira de ver qual foi o efeito desta triste derrota na equipa e, nomeadamente, se a época não foi já ao ar...) não tenhamos dúvida: vai estalar a grande guerra das responsabilidades. A coragem de Paulo Bento, creio, funciona para os dois lados...
Oxalá me engane, mas, sabendo como todos nós sabemos o modo como nos últimos anos o Clube vem reagindo aos infortúnios, o futuro mais ou menos imediato do Sporting afigura-se-me bastante conturbado...
A falta de resultados deu sempre mau resultado!

quinta-feira, 30 de novembro de 2006

Não acredito!!

Confesso que tive uma sensação semelhante àquela que resulta de comer uma omolete de salmonelas.
Não quis, e não quero, acreditar!
O presidente de uma agremiação que tem um campo de jogos ali em frente do Colombo (cujo nome sempre me escapa...) disse na televisão (eu ouvi-o!), a propósito do jogo de amanhã, que se vai inaugurar uma nova era nas relações entre os dois clubes. Nomeadamente, dizia ele, sociedades comerciais. "Podem perfeitamente os dois clubes terem (sic!) empresas em comum," declarou com ar determinado. "Porque não hádem (sic) ter uma empresa comuns?" perguntava admirado. "Porque não hádem (sic) ter uma empresa de segurança, por exemplo?" interrogava quase escandalizado... "Porque não hádem constituir ambos os dois (clubes, presume-se...) empresas?" rematou, enquanto eu apanhava o que resta da minha mandíbula inferior que entretanto me caíra no chão.
A entrevista durou uns escassos minutos, mas de certeza que foi batido mais um recorde do Guiness...
Fica aqui o aviso: a primeira empresa que o Sporting constituir com essa agremiação o meu cartão de sócio será devolvido com um enorme estrondo à direcção.
A menos que a primeira empresa seja uma escola, quiçá baseada no método da "Cartilha Maternal" de João de Deus, que ensine a língua pátria a esta pobre criatura. Neste caso seria uma obra de caridade que eu me sentiria no dever de apoiar...

quarta-feira, 29 de novembro de 2006

O Sporting é secundarizado na imprensa

Já não é de hoje: no confronto com os outros clubes principais, o Sporting aparece sempre em segundo plano na imprensa. Hoje no Telejornal das 13h da RTP 1, a notícia de abertura da página de desporto era a lesão do Piccoli... Reparem: o jogo é em Alvalade, o Sporting tem um avanço de 7 pontos sobre o adversário (cujo nome, como sabem, me escapa sempre...!), mas a grande notícia do dia era o estado do tal jogador. E as notícias sobre o Sporting lá apareceram ao fim de uns longos cinco minutos de noticiário sobre a lesão do referido jogador e o relatório médico e mais rebéu-béu!
Não é a primeira vez que o Sporting é remetido para as últimas páginas dos telejornais. Mesmo quando, pela hierarquia das coisas, tudo indicasse que devia ser manchete. Neste aspecto chega a dar vontade de rir observar os alinhamentos dos telejornais. E não temos que nos queixar: o mal é geral. Todas as estações de televisão tratam o Sporting de forma democraticamente miserável. O Sporting, se quer publicidade, paga-a! E só é notícia a ocupar lugar de destaque nos noticiários pela negativa (veja-se o que aconteceu recentemente com o caso Veiga).
Porquê?
Que critérios orientam isto? Quem define os critérios? Porquê? Porquê?!
Dirão vocês: estás paranóico! Ah, estou?! Então façam a contabilidade das notícias sobre o Sporting, comparem-na com a dos outros clubes e depois mandem o relatório aqui para o KL que a gente publica!

segunda-feira, 27 de novembro de 2006

Reforços em Janeiro

Primeiro: elogie-se a política de contratações do Sporting nesta época, sob o ponto de vista orçamental. Vejamos.
A diferença entre os preços de compra e venda de Deivid deu para financiar todas as contratações, pelo que a receita do empréstimo de Douala (500mil €) é lucro. Claro que faltaria contabilizar as contratações a “custo zero”, sabido que sempre há uma compensação (da ordem dos 500mil €, segundo se diz). E tudo foi feito com a maior discrição: por exemplo, só se soube do affaire Deivid depois do jogo com o Boavista.
Segundo: ponhamos reticências (daquelas que têm uns pontos muito grandes) às mesmas contratações sob o ponto de vista desportivo. Bueno só entrou bem neste último jogo contra a Naval; Romagnoli mostra uns ‘apontamentos’ aqui e ali; Alecsandro umas vezes é um pouco efectivo, para no jogo seguinte desaparecer; Farnerud parece banal, embora esforçado; Paredes aparenta já não ter a mesma ‘pica’ para jogar à bola.
Terceiro: elogiemos mais uma vez os putos, que se vêm fazendo jogadores importantes na equipa à medida que cresce a sua experiência. Moutinho é já um jogador em pleno, indiscutível na equipa, mas é um caso muito excepcional em vários aspectos; teria, já, lugar em equipas do maior gabarito europeu. Os outros, uns mais outros menos (cuidado com o deslumbre da fama, Nani!), vêm dando mais-valias à equipa.
Quarto: a importância que vem tendo Paulo Bento pelo “empenho, honestidade e ambição” que demonstra no seu trabalho e no “crescimento como homens, atletas e lutadores” dos jogadores do Sporting (citações tiradas do post do Pedro). Além disso por a equipa ter um figurino e princípios de jogo que aparentam estar bem apreendidos: o fio de jogo mantém-se apesar de PB proceder à rotação dos intérpretes (indispensável, sobretudo numa equipa de plantel curto).

Tudo isto é muito bonito, mas tem-se provado que não temos equipa para concorrer com as melhores da Europa e, mesmo a nível interno, o Porto (bem sei que tem o dobro do nosso orçamento) parece mais bem apetrechado que nós.
Logo, há dois tipos de medidas que têm de ser implementadas na reabertura do mercado, ou seja, já:
• Cumprir a promessa, que tem vindo a ser reafirmada, de os jovens talentos não serem transaccionados a correr (como aconteceu tantas vezes no passado) e manterem-se no clube em processo de valorização;
• Investir em reforços. Emprestados, ou a custo zero, mas custando mais uns ordenados mensais, precisamos, pelo menos, de um ponta de lança e de um central alto e raçudo (tipo Enak).
Espero que isto tenha sido previsto no orçamento.

O sportinguismo de Figo

Muito se tem glosado a atitude festiva de Figo aquando do golo do Inter ao Sporting. Também fui dos que não gostaram. Não havia necessidade, dir-se-á.
Mas Figo achou que tinha de fazer aquilo. A maneira como li o gesto vai no sentido de ele ter, desse modo, querido significar que o seu medíocre desempenho em Lisboa contra o Sporting não foi influenciado pelo seu sportinguismo e que, como bom profissional, ele é adepto da equipa que lhe paga. E não quer continuar no banco.
Pode ser que o homem seja (esta atitude vai nesse sentido) um pesetero, como lhe chamaram os adeptos do Barça.
Outra coisa é se ele é ou não adepto do Sporting, porque isso já entra no campo (mais irracional, se se quiser) da emoção, da paixão. Para confirmação do sportinguismo de Figo, citemos palavras de uma sua recente entrevista:
«Tive colegas muito mais dotados do que eu que, não obstante o seu talento, não alcançaram o meu nível. Isto deveu-se ao trabalho, à minha força de vontade, à ajuda dos meus companheiros, dos meus amigos e da minha família. Esforço, dedicação e devoção para chegar à glória (lema do Sporting, para quem não saiba, acrescento eu): aprendi o significado destas palavras no Sporting, a equipa onde dei os primeiros passos, palavras que segui como regra de vida, tendo-as sempre presentes na minha mente.»

A festa do golo



É por estas e por outras que a gente gosta de bola...

quinta-feira, 23 de novembro de 2006

Vou juntar-me à discussão

Estes dois últimos posts do Pedro e do Raul suscitam questões importantes que me obrigam a juntar à discussão. De facto parece não haver qualquer espécie de dúvida: Veiga agente pintas, espécie de oportunista manhoso que tem esta obsessão contra o Sporting, decidiu atirar uns tiros para o ar. Não duvido, nem por um momento, que as manobras obscuras que Veiga diz envolverem gente do Sporting não passem de uma cortina de fumo que aquele cavalheiro decidiu erguer em desespero de causa, quando se tornou patente a todos que o seu castelo se começou a desmoronar.
O Presidente Soares Franco já esclareceu, tranquilamente, de forma que não deixa margem para dúvidas aquilo que tinha a esclarecer, desmentiu aquilo que tinha a desmentir, o Sporting constitui-se assistente no processo e o assunto parece arrumado. Veiga e o Sporting são como azeite e água. Por mais que ele queira não se misturam.
Mas, atenção: pelo facto de, neste caso, parecer estarmos, claramente, perante um simples caso de "ramona" não quer dizer que o rumo do Sporting seja o correcto e que o futuro se afigura radioso. Não afigura! E que tenhamos de perder o sentido crítico. Não temos! Não devemos!
O Clube está a enfrentar o período, talvez, mais negro do seu historial. E eu, pela minha parte, continuo a manter as minhas mais sérias duvidas sobre a nova "lógica de actuação" inaugurada pela era Roquette.
Mas, só faltaria que elementos eleitos pelos sócios do Sporting em eleições livres para os orgão do Clube estivessem envolvidos em caldinhos com gente de reputação duvidosa, do tipo que aquele cavalheiro insinuou.
Já agora, espero que a "Sábado" tenha bons advogados...

Largar uma quinhentola para se livrar do xadrez

Quero manifestar a minha concordância com o escrito abaixo, a que o Pedro não soube que título dar.
Também eu não ponho as mãos no lume por alguns dirigentes que passaram pelo Sporting (por exemplo, a fama de Duque precede-o).
Mas, para já, quem está em causa é o Veiga e não o Sporting.
O caso merece alguma reflexão.
É certo que nós, aqui no KL, estamos normalmente na oposição, no que respeita aos dirigentes Sporting. Mas esta oposição situa-se num patamar superior ao das anteriores fases de tipo "pato-bravo", na qual o Benfica ainda se mantém (o que parece encher os seus adeptos de contentamento, pois até já ganharam um campeonato, ao fim de uma data de anos de jejum). Quer dizer que, por mais descontentes que estejamos com os nossos dirigentes, rejeitamos um regresso ao passado em que o clube era dirigido por chicos-espertos mais ou menos bem sucedidos nos seus negócios. Deste ponto de vista abençoado Roquette, fautor principal desta passagem para uma outra lógica de actuação.
O nosso principal rival (nós, que somos pessoas de princípios, não mudamos de rival; como o fazem outros, a reboque de conjunturas) tem um problema que radica numa razão de natureza histórica: tornou-se na outra face da moeda do Porto, quando este começou a disputar-lhe (com sucesso aliás) a hegemonia. E isso manifesta-se de todas as maneiras, começando pelos tiques provincianos e acabando na reprodução dos actos de gestão. É assim que vemos jogadores (Féher, Jankauskas, Maniche, Deco, Sokota, Cândido Costa, Zahovic, Drulovic, etc.) e treinadores (F. Santos, Jesualdo) transitarem entre um e outro desses clubes (diga-se de passagem com nítida vantagem para o Porto).
Este fenómeno atingiu enfim a fase dirigentes, com a chamada do Veiga, este sim uma daquelas pessoas a quem eu nunca compraria um piassaba, quanto mais um carro em segunda mão.
A este propósito, atenhamo-nos à sabedoria popular, citando alguns provérbios:
• Quem anda à chuva, molha-se.
• Quem não quer ser lobo não lhe veste a pele.
• Quem brinca com o fogo, queima-se.
• Tantas vezes vai o cântaro à fonte que um dia lá fica a asa.

Pois é Veiga, a vida é mesmo assim: nem sempre se ganha, nem sempre se perde e quanto mais alto se sobe maior é o trambolhão.

Venenos 9

Venenoso, este Eduardo Madeira, um dos elementos do "Biqueirada"... Relativamente ao preço dos bilhetes para o jogo do Sporting-Benfica disse ele (cito de cor...): "Há uns clubes que roubam nos resultados. O Sporting inventou esta: rouba os sócios no preço dos bilhetes!!"
ROUBA os sócios!! Sabem como se chama uma pessoa que rouba outra, sabem??!!!
Ah!, ganda Eduardo!

quarta-feira, 22 de novembro de 2006

Não sei que título dar

O caso José Veiga traz-nos a um ponto para mim determinante para o futuro do Sporting como o quero e, se assim for, para o futuro do futebol. De facto já aqui escrevi que não ponho a minha mão no fogo por alguns ex-dirigentes e este caso permitirá precisamente perceber se esses dirigentes se comportaram como deviam ou o fizeram como consta para os lados dos coisos.
Para já gostei da posição de FSF na entrevista após o jogo. Também gostei de saber que os dirigentes ouvidos não vieram levantar suspeitas para a praça pública.
Gosto que Só nos pronunciemos sobre o que temos de nos pronunciar e que não alimentemos discussões sobre o sucedido.
Lamentavelmente o arruaceiro do Dr. Dias Ferreira dizendo que não podia dizer lá foi atirando para o ar que o caso contem mulheres… Que pena este senhor ser uma referência do Sporting! Que falta de decoro aquele que demonstrou ontem!

Limpar as feridas e seguir em frente!

Saímos da Liga dos campeões por um conjunto de razões que todos conhecem. Ter um grupo de miúdos jovens franganotes não dá muitas garantias na luta directa com o Inter e Bayern.
Mas é o que temos e foi com o que temos que aceitámos o desafio. Por isso ficam sempre bem as palavras do Paulo Bento. Podíamos ter feito melhor, temos que lutar pela UEFA.
Não ouvi o choradinho dos coitadinhos e dos azares. Ouvi, aliás, dizer que uma equipa tem que estar pronta para as contrariedades. Ouvi, também, que não se fazem comentários a quente para o balneário (ouviu engenheiro? espero que não!)
Ouvi dizer que a vida continua e que agora há outros objectivos a cumprir.
Os jogadores do Sporting se ainda não o perceberam, vão recordar para sempre o Paulo Bento pela importância que ele já representa no seu crescimento como homens, atletas e lutadores.
Só espero que o Sporting o saiba manter para além dos resultados porque ele merecerá sempre o nosso carinho e respeito enquanto trabalhar com este empenho, esta honestidade e esta ambição.

segunda-feira, 20 de novembro de 2006

As vias da justiça desportiva portuguesa

Havia um anúncio na televisão aqui há uns tempos no qual uma personagem (supostamente, a mãe) pedia a uma outra personagem (supostamente, a filha) que lhe explicasse qualquer coisa sobre a internet mais barata. "-Como se eu fosse muito burra!", dizia a actriz.
Pois é isso que eu peço aos gentis leitores do KL: expliquem-me lá então, por favor, como se eu fosse muito burro:
1- Porque é que (soubemos agora), a Liga Portuguesa dos Clubes de Futebol (LPCF) não solicitou aos tribunais a matéria de prova que lhe permitiria instaurar processos disciplinares aos envolvidos no chamado caso "Apito Dourado", apesar de ter sido para isso instada pela respectiva CD. Entre muitos outros, recorde-se, deveria ter sido aberto um processo disciplinar ao major Valentim Loureiro, anterior presidente daquele organismo e actual presidente da respectiva Mesa da Assembleia Geral.
2- Quem vai avaliar e sancionar a conveniente ausência de resposta da Liga? A Liga?!
3- Mas, antes disso, digam-me porque é que é à CD da Liga que cabe actuar nestas matérias, ao mesmo tempo que delibera sobre quem deu a canelada em quem, ou quem não pagou o IRC a tempo? Será legítima uma amplitude tão vasta de competências de actuação?
4- A Liga é uma associação comercial que actua no terreno do desporto profissional. Não deveria ser um orgão fora deste circuito a actuar e avaliar questões de infracção moral ou legal? Poderão rebater esta ideia dizendo-me que a Liga faz parte da FPF... Mas, justamente, porque é a LPCF membro da FPF? Não há conflito de interesses (desportivos, comerciais, morais ou outros...)? E porque é que as “Comissões Disciplinares” funcionam no próprio seio dos organismos que é suposto observarem?
5- Quem pode julgar quem? Quem está acima dos interesses particulares para poder decidir sobre possíveis conflitos ou injustiças? Que normas deverão ser seguidas por princípio?
6- E não é a FPF membro da FIFA...?
7- Porque nos admiramos então tanto por o futebol português andar como anda?
8- E o que diria um cidadão comum que tivesse um conflito com a empresa em que trabalha, por exemplo, e visse esse conflito obrigatoriamente apreciado pelo departamento jurídico da empresa? Ou o que diria a empresa se fosse o departamento jurídico do sindicato a que o cidadão comum pertence por hipótese, a decidir sobre o desfecho desse conflito...? E se, por exemplo, os conflitos entre empresas e cidadãos comuns fossem dirimidos pelos advogados da associação comercial a que eventualmente as empresas pertencessem?
9- E o que dizer, para tornar este panorama ainda mais confuso, de todos estes orgãos travestidos em tribunais serem compostos por juizes de carreira travestidos em juízes de ocasião?
Isto são perguntas de leigo, claro.
Perdoem-me a ignorância e a ingenuidade... mas, expliquem-me lá tudo isto então “como se eu fosse muito burro”...

quinta-feira, 16 de novembro de 2006

Venenos 8

Por aquilo que se viu ontem da exibição do Nuno Gomes, o homem deve ter ficado perturbadíssimo com as notícias sobre o Veiga... Livra!
Alguém contabilizou os golos falhados? Eu perdi a conta...

quarta-feira, 15 de novembro de 2006

Iordanov

Os pormenores sobre a triste polémica à volta do Iordanov são conhecidos e, por isso, não vos vou maçar repetindo-os. O motivo que me leva a escrever é simples: não quero deixar de marcar aqui uma posição clara sobre tudo isto. E o que penso neste caso é também simples: sejam quais forem as razões de índole legal que assistam ambas as partes, tudo isto mete nojo!
Não é de estranhar que as coisas se passem assim no Sporting de hoje. Afinal já se passaram no Sporting de ontem. Outros grandes atletas do Clube, alguns capitães como Iordanov, foram igualmente tratados de forma canalha, depois de terminarem a carreira. Há, portanto, um triste patromónio nesta matéria.
Em vez de corrigir os disparates que foram cometidos no passado os actuais dirigentes teimam em repetir a asneira. E é, se calhar, por esta razão que o Sporting chegou ao ponto a que chegou: atingiu o invejável estatuto de espécie em vias de extinção.
Escrevi aqui há tempos que um clube como o Sporting não sobrevive sem mística e que esta não se compra. É um "produto" que não há, simplesmente, à venda nos supermercados... Os mágicos do défice parece não conseguirem encaixar esta verdade singela.
Resta-nos ter de admitir que estamos perante mais um feito notável na modalidade desportiva em que o Sporting, campeão das modalidades, se tem revelado mais ilustre nestes últimos anos: o tiro no pé!
Iordanov: nós é que não te vamos nunca esquecer!

quinta-feira, 9 de novembro de 2006

Venenos 7

Quem visse a foto anexa diria que José Veiga tinha acabado de se juntar às fileiras do SIS. Auricular no ouvido (reparem bem!), olhar atento e vigilante, parece que Veiga está numa operação da "secreta". Parece claramente que está a ver se não anda AlQaeda no horizonte... Afinal, não! Não é o SIS. É o XIS!
Fontes bem colocadas que consultámos rebelaram-nos que o Beiga estaba afinal a marcar o Xistra!

quarta-feira, 8 de novembro de 2006

Venenos 6

Carvalhal foi despedido do Braga. Fontes geralmente bem informadas asseguram-me que a direcção bracarense tomou esta decisão com base no meu Veneno anterior. Não terão gostado de saber que os jogadores vieram passear ao Alvaláxia em vez de jogar à bola...

segunda-feira, 6 de novembro de 2006

Exemplo

A cena protagonizada pelo Djaló e Paulo Santos foi feia. Podia ter sido pior, mas felizmente não foi mais longe... No meio de tudo isto houve um momento bonito. Refiro-me àquele em que Yannick Djaló se dirigiu do meio campo até junto à baliza onde o seu colega Paulo Santos, estirado no chão, recebia tratamento médico para o confortar. Não é habitual ver este tipo de reacção nos jogadores portugueses. Djaló merece por isso uma saudação especial.
Também gostei daquele momento em que Paulo Santos, demonstrando, apesar de bastante mal tratado, não ter afinal perdido o sentido de humor (a sua passagem pelo Sporting pode ter dado frutos...), efectuou aquela dança ao pé-coxinho acabando por neutralizar a fúria da Juve Leo.
O jogo, aliás, quase que se quedava por estes dois momentos altos...

Venenos 5

Carlos Carvalhal declarou que vinha ao Alvaláxia (sic!) para ganhar. Disse, que eu ouvi!
Enganou-se, portanto, em todas as frentes...