terça-feira, 14 de agosto de 2007

Assim vamos mal...

A agitação em torno da questão Rui Santos parece ridícula e despropositada. Ou a SAD esclarece o que motivou exactamente este ataque de hiper-sensibilidade, ou somos forçados a pensar que se trata de outros valores. O Sporting Clube de Portugal não pode dar estes ares de insegurança e imaturidade.
Mal vai o Sporting ao projectar esta imagem pateta e disparatada de instituição tipo Securitate à Ceausescu...

sábado, 11 de agosto de 2007

Em sentido

O Sporting quis ganhar... e ganhou, colocando, sem qualquer margem para dúvida, o Porto em sentido.
É assim, é simples. Foi uma vitória do querer e da serenidade. E foi também uma vitória do autodomínio. Paulo Bento tinha alertado para este importante aspecto que, com efeito, ditou o desfecho final.
Esta vitória, que pode significar o arranque para uma boa época, revela uma equipa coesa (uma equipa!), que sabe perfeitamente o que quer. O segredo está agora em não abrandar este estado de espírito.
Sinceros parabéns e continuação de bom trabalho. Um degrau já está!

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

Mãos limpas precisam-se! 3

A newsletter daquela agremiação de cujo nome nunca me consigo lembrar tem hoje uma entrevista com Ricardo Araújo Pereira. Confesso que tenho simpatia pelo personagem e até acho piada à maneira como exibe a sua tendência clubística. A linha Monty Python que professa revela-se excepcionalmente bem ajustada àquele clube. Só pela via do absurdo se pode, de facto, perceber a dita agremiação e só por absurdo se pode dela fazer parte e admirá-la...
Há, no entanto, uma coisa que se lhe adivinha na sua tendência clubística --que eu saúdo, com toda a sinceridade, porque sei bem o que isso custa no caso do meu sportinguismo-- que é a generosidade, a aparente genuinidade e a incondicionalidade dessa sua militância. Sentimentos que, pelo seu talento particular, pelo lugar destacado que ocupa junto da opinião pública (e pela influência que terá, em particular, na opinião dos seis milhões...), o Ricardo deveria colocar ao serviço de uma causa de higiene íntima elementar, verdadeiramente útil : ajudar a correr com os dirigentes do seu clube e assim contribuir para um movimento Mãos Limpas do futebol português.
Ricardo: nesta fotografia do futebol português que hoje podemos fazer, o seu clube e os respectivos dirigentes também não saem nada bem...
É uma sugestão que lhe faço por respeito e admiração.

Mãos limpas precisam-se! 2

Aqui há muitos anos lembro-me de ter lido uma reportagem no Diário de Lisboa (era um jornal do século passado, para quem não saiba ou não se recorde...) sobre os ratos que habitavam os subterrâneos do Palácio/Convento de Mafra.
Nessa altura existia o mito, repetido incessantemente e com crescente horror, de que as "catacumbas" desse edifício seriam habitadas por ratos, que de tanto tempo a viver na escuridão e em ambiente fechado se teriam tornado nuns seres monstruosos, de enorme porte, sem pelo, sem olhos e já com enormes dentes afiados. Um dia um jornalista do DL decidiu descer às catacumbas e avaliar, por si próprio, a verdade do mito. Dizia ele, se bem me lembro, depois de ter percorrido alguns daquels túneis e corredores acompanhado, salvo erro, por um funcionário do Palácio, que de facto lá apareceram uns ratos, mas nada que se parecesse com esses tais seres monstruosos que gerações de cadetes se entretiveram a amplificar. Tratava-se de uns ratitos normais, de campo.
Quando muito, dizia em conclusão o jornalista, o facto de os ratos avistados não fugirem facilmente perante a aproximação dos humanos, poderia significar que havia mais na retaguarda. O mito não passava afinal disso mesmo.
Pois, o artigo veio-me à memória ainda a propósito da entrevista de Pinto da Costa na SIC Notícias. De facto olha-se para ele e não se lhe descobre dentes afiados, o porte é normal, embora fale grosso e não foge à vista dos humanos. O que prova que há mais daquela espécie por perto.
Nada que uma boa campanha de desratização não resolva.
A bem do futebol e, sobretudo, a bem do País.

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

Mãos limpas precisam-se! 1

A entrevista de hoje de Pinto da Costa à SIC não pode deixar de preocupar quem se interessa por futebol. Já nem sequer está em causa o processo Apito Dourado, embora, claro, só isso bastasse para nos deixar a todos de cabelo em pé.
O futebol tem uma tarefa inadiável: correr com esta escumalha que dirige os seus destinos e ganhar a credibilidade perdida.
Com dirigentes como estes que dominam neste momento o futebol nacional, com estas histórias, historietas, escandaleiras, acusações e processos não há feito desportivo, não há atleta de excepção, nem propósito nobre, não há orientação de fundo que se consiga aguentar. Não haverá nunca garantia de transparência, nem possibilidade de assegurar uma organização sólida. Qualquer pequeno ganho, qualquer pequena conquista, qualquer pequeno feito, tudo será inexoravelmente devorado e esmagado se o actual rumo do dirigismo português não mudar radicalmente e se não assistirmos à sua saída definitiva de cena. Chega!
Tenho vergonha de entrar num estádio de futebol, de assistir a uma partida e de dispender um cêntimo que seja, sabendo que o mundo da bola está entregue a esta gente, sabendo que eles estão por perto.
Está na hora de dar uma vassourada geral e efectiva neste universo apodrecido. Mãos limpas precisam-se!

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Hoje há visão estratégica à Portuguesa II

Há pouco tempo o Secretário de Estado da Juventude e do Desporto Laurentino Dias achou que era altura de ir à televisão falar sobre a questão dos impostos e do futebol. Sobre esta matéria, e porque a conversa apenas se referia à questão dos impostos, teria sido preferível e mais rigoroso ouvir alguém do ministério das finanças porque sob o ponto de vista da política desportiva este membro do governo não exibe qualquer nova ideia e não traz qualquer valor acrescentado. Mas, foi este que nos caiu na rifa...
Quando a questão dos impostos dos futebolistas foi levantada dei aqui a minha opinião sobre esta matéria. Mantenho tudo o que disse. Em resumo, mantenho que me causa uma enorme estranheza que o futebol seja tratado como uma actividade económica marginal, mantenho que acho errado que o futebol não possa ter um regime qualquer de excepção, condizente com a sua específicidade e o seu peso na economia do país (outros sectores com menor expressão beneficiam de regimes de excepção...), não percebo a admiração que isso possa causar, continuo a achar que é estranho que o governo não reflita na sua política o contributo que o futebol dá hoje para sedimentar uma imagem positiva de Portugal no mundo e acho, face a tudo isto, um verdadeiro escândalo e uma enorme incoerência que os dignitários do Estado Português que assim procedem se montem no futebol para dele tirarem o eventual, mas sempre bem vindo dividendo político. Quando e aonde mais lhes convém.
E já nem sequer falo na afronta à nossa inteligência que foi a construção de 10 estádios, na sua esmagadora maioria financiados por este Estado manhoso, que não se auto-mutila por cometer estes vergonhosos actos de gestão, mas acha agora que os poucos futebolistas que por cá vão ficando e ganhando um ordenado mais vistoso vão ser os salvadores das finanças públicas. Estádios que, na maior parte dos casos, se encontram em desesperado estado de abandono físico e fiscal...
As explicações do Secretário de Estado da Juventudo e do Desporto são imprecisas e atabalhoadas, revelam uma enorme confusão naquela cabeça e reforçam o sentimento de que, no que respeita a uma política séria de desporto, este governo faz como o Goebbels quando ouvia falar de cultura...
Olhando para a Liga, para a Federação e para a tutela fica-se com a sensação que alguém lá em cima, de uma forma ou de outra, quer mesmo acabar com o futebol.
Face ao exposto, penso que seria da mais elementar justiça iniciar uma campanha de redenção do futebol português. Poderíamos chamar-lhe, por exemplo, "All-Grave"...

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Torneio do Guadiana

Concordo com Paulo Bento quando resumiu assim a prestação da equipa no Torneio: "Mesmo não ganhando hoje, aproximamo-nos mais do que pretendo." A estratégia do Sporting esta época parece-me clara e correcta e a equipa demonstra o efectivo potencial que tem, com um assinalável e manifesto nível de motivação.
Paulo Bento disse ainda que o "Sporting vai jogar a Supertaça em condições para vencer." Não me parece que estas sejam apenas palavras de circunstância. A manutenção sem hesitações de um elevado espírito competitivo --de resto, um dos aspectos que venho aqui referindo desde o final da época passada com alguma insistência como sendo de crucial importância manter-- parece-me estar a merecer, muito justamente, um especial cuidado. Não foi por acaso que Bento referiu os "24 jogos oficiais consecutivos nas competições internas sem perder, 18 do campeonato e 6 da Taça de Portugal."
Nada de vacilações, portanto, o caminho faz-se caminhando. O futuro é do Sporting!!

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Venenos 29

Depois da introdução do iPito, que ontem revelámos em primeira mão, aí está a nova medida para revolucionar a arbitragem em Portugal: os auriculares. O presidente da Comissão de Arbitragem da Liga declarou ontem que espera que com os novos auriculares os árbitros possam, finalmente, ouvir os reparos de que são alvo por parte do público e corrigir totalmente as suas actuações. "Os ábitros podem dar frequentemente a ideia de que estão a ignorar as reacções dos adeptos. Mas não é verdade!" Vítor Pereira revelou ainda que a Liga pagou um rastreio audiométrico dos árbitros que vão actuar esta época. O rastreio concluiu que afinal os árbitros são é todos moucos.
"É um passo importante," declarou por sua vez, o presidente da LPFP. Loureiro acrescentou ainda que "grande parte dos problemas da arbitragem radica no facto de os árbitros não ouvirem bem. O público bem grita, mas eles coitados não ouvem. Com os novos auriculares os árbitros passam a ouvir tudo o que lhes chamam em campo e poderão deste modo actuar imediatamente." Num apelo final dramático, Loureiro pediu ainda para os adeptos continuarem a auxiliar os árbitros a melhorar cada vez mais o seu trabalho.
Interrogado sobre se a direcção da Liga pretende também passar a usar auriculares, Loureiro começou por responder "- Haan?!!" Depois de lhe repetirem a pergunta em linguagem gestual declarou que nada está previsto.

(as fotos foram picadas de relvado.com)

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

domingo, 29 de julho de 2007

Golden Whistle

O árbitro da NBA Tim Donaghy estará envolvido num caso de viciação de resultados. Existem fortes suspeitas de que estejam também envolvidos teinadores e mesmo jogadores neste caso que está a causar enorme escândalo.
A NBA tem sido apontada muitas vezes como exemplo de organização desportiva e alguns ingénuos sugerem que o modelo seria aplicável a outros desportos e a outras latitudes. A NBA é de facto uma máquina!
Imagino o que aconteceria se em Portugal, por exemplo, o modelo pegasse. E tendo em conta o carácter (quase) familiar da organização da Liga Portuguesa de Futebol Profissional e as dificuldades pelas quais, mesmo assim, tem passado a investigação do caso Apito Dourado, imagino o que aconteceria se a família deixasse o estatuto amador e se profissionalizasse! Aonde chegaria o ouro do apito...
Claro que não estou a defender a família. Preferia era outra organização que nos blindasse contra apitos, amadores ou profissionais...

Condenável

O que se passou no "amigável" Leixões-Guimarães não pode deixar de ser veementemente condenado. Esperemos que o assunto seja agora exemplarmente sancionado por quem, neste caso, tem autoridade para o fazer. Nem o Leixões, nem o Guimarães, nem, sobretudo, o futebol português precisam destas manifestações de "trogloditismo".

Primeiras impressões

Uma nota rápida sobre o "jogo de apresentação" do Sporting 2007-2008. Estou em crer que o carácter meio embaciado e pobretanas da "organização", a confusão e o evidente improviso na escolha da equipa adversária e o fraco espetáculo desportivo proporcionado não constituem indicadores do que se vai passar no resto da época. Mantenho o meu optimismo intacto. Vamos pensar que foi o calor o responsável por esta omoleta cheia de salmonelas que acidentalmente nos foi servida... Ai se a ASAE sabe disto!
O novo lateral esquerdo Maryan Had é que já não foi a tempo de participar em tão solene "cerimónia". Mas, já cá está!

sexta-feira, 27 de julho de 2007

Hoje há visão estratégica à Portuguesa

É conhecida a cega sanha persecutória que, de repente, se apoderou do Estado em relação ao futebol. De um "Estado dentro do Estado" que o futebol era, passou-se (passa-se), subitamente e sem que nisso consigamos vislumbrar qualquer intenção estratégica, à fase do "disparar sobre tudo o que mexe!"
Ainda relativamente à transferência do Simão, deixem-me propôr-vos aqui um ponto de vista que contrasta vagamente com aquela que o Black Mamba expôs ontem nos seus Venenos.
Como se sabe, a base de incidência fiscal das remunerações dos futebolistas vai sofrer alterações. O seu valor passará a atingir os 100% (se esquecermos os inúmeros impostos indirectos...) das remunerações auferidas pelos atletas contra os actuais 60%. O objectivo é o de equilibrar o regime fiscal dos jogadores de futebol profissional com o dos restantes contribuintes.
O motivo parece virtuoso, mas, na verdade, estamos perante uma farsa.
O futebol profissional é uma actividade que vive sobre brasas. As dificuldades financeiras dos clubes são conhecidas. O "mercado", como é sabido, encolhe. Os estádios esvaziam-se, as receitas diminuem, há "produto" mas não há vendas e, sem vendas, é dificil manter a porta aberta. Para alguns, como é sabido, a solução é mesmo fechar a porta. O futebol profissional lá vai tendo de inventar mil e uma maneiras esfarrapadas para se ir desenrascando. A Liga revela ser um organismo incapaz de influenciar de forma séria e decisiva o devir destas coisas, mas isso é tema para outra conversa...
O que faz o Estado perante este cenário de debandada e dificuldades?
Aumenta essas dificuldades e promove a debandada! É isto e mais nada que vemos desde que o Estado entendeu meter aqui o bedelho.
Mas, pendura-se de forma absolutamente vergonhosa e indigente no futebol, quando lhe convém, projectando uma ideia de redenção e uma imagem de inocente anjo protector. Ambas falsas. Não é só a indústria futebolística que beneficia de regimes fiscais especiais, mas não vemos o Estado pendurado nas "tribunas" das outras indústrias. Estou certo que nem os seus dirigentes o permitiriam...
Quando vemos uma luminária qualquer pendurada numa tribuna de um qualquer estádio a assistir, emproado e majestático, a um jogo da Selecção, vemos um parasita que beneficia de uma situação que não ajudou a criar. Ou melhor: que ajudou a criar pela negativa e que na realidade está a minar. As selecções, a Federação & compadres são um logro a quem os clubes se vêem obrigados a pagar o dízimo.
O caso dos políticos que assistem a jogos de clubes, esse então deveria ser, na minha opinião, objecto de intervenção do Ministério Público...
A alteração do regime fiscal dos jogadores não resolve o défice das contas do Estado, rouba margem de manobra ao futebol nacional e vai contribuir, estupidamente, para aumentar as dificuldades de uma actividade doente, mas que revela um raro vigor e louvável resiliência no quadro geral da economia portuguesa. Neste seu labor igualitário o Estado está a dar tiros no pé, tiros que ricochetam por todo o lado. A transferência de Simão também tem, pois, de ser vista à luz desta lógica. Como a de Ricardo! De uma assentada perdemos dois jogadores de selecção para Espanha. E depois há quem ache que é o Saramago que não é patriota...
Se alguma coisa os virtuosos do Santo IRS conseguem com tudo isto é perder receita. O estado espanhol, o inglês, o alemão, etc, etc, agradecem. Mas, não retribuem...

quinta-feira, 26 de julho de 2007

Venenos 27

Diz-se que Simão não gostava das camisolas novas. Diz-se que terá ficado perturbado com aquela montagem fotográfica que andava a correr aí pela net. Chorou. Diz-se que a malinha de mão, em especial, o terá deixado profundamente transtornado e que mais transtornado ficou quando soube que o acessório vai mesmo fazer parte do equipamento oficial. Chorou. Diz-se que terá exigido ao comendador Vieira a dispensa de usar o dito acessório. Diz-se que Vieira lhe terá gritado "-A malinha é para vocêses todos usarem, ou então andex!!" Chorou. Diz-se. E foi-se.
Diz-se ainda que esta transferência não passa afinal de uma manobra destinada a levá-lo para o Porto.

domingo, 22 de julho de 2007

Apontamentos do jogo contra o Lille

O guarda-redes

Não me tinham convencido, nos extractos de vídeo que vira, as actuações de Stojkovic (exceptuando a soberba exibição contra Portugal em 2006): estático e com fraca capacidade de reacção às contrariedades. Neste jogo e nos lances que vi contra o Guimarães pareceu-me rápido de reflexos e bom entre os postes, bem como a jogar com os pés. Também Rui Patrício, na sua inexperiência, parece vir a confirmar as esperanças que se depositam nele.

Os centrais

Polga, ultrapassados problemas disciplinares (que nunca mais se manifestaram), é um esteio da defesa (e agora, quanto a mim assisadamente, promovido a segundo capitão). Mas a boa notícia é Gladstone, que me pareceu um jogador com bom posicionamento e poder de antecipação, embora ainda sem confiança para construir jogo; a bola queima-lhe nos pés e ele despacha-a sem cerimónias, ou desfaz-se dela para o companheiro mais próximo.

O médio defensivo

Paredes voltou a não me convencer (embora pareça com mais vontade que na época passada) e Miguel Veloso, com falta de ritmo, complicou lances e perdeu bolas. Outra boa notícia veio de Adrien, que joga com grande à-vontade e habilidade e tem bom jogo posicional; no entanto desapareceu do jogo quando passou a médio direito (mas, mesmo nesta posição, poderá progredir muito).

A linha média

Fiquei convencido de que não irá ser difícil que este sector se apresente mais consistente que no ano passado: Romagnoli e, sobretudo, o grande João Moutinho (agora, merecidamente apesar da sua juventude, capitão de equipa) estão mais maduros e experientes e Simon Vukcevic deu alguns bons apontamentos, marcando um golo (embora muito consentido pelo guarda-redes contrário).


O ataque

O inevitável Liedson aparece possuidor de todas as características que fizeram dele um jogador imprescindível. Marcou dois golos em remates com o pé esquerdo, o primeiro de excelente execução (um tiro muito forte e indefensável) e o segundo fazendo uso de uma das características que o tornam um jogador de excepção, roubando a bola ao guarda-redes (este, se conhecesse Liedson, sabia que era muito perigoso tentar uma finta sobre ele). Derlei, embora neste jogo mais esforçado, continua a não me convencer. A novidade táctica está, contudo, na entrada de Purovic. Este tem 1,90m e a equipa tenta com ele o jogo directo: bola bombeada dos centrais ou do guarda-redes (como já disse Stojkovic evidenciou-se neste pormenor), o calmeirão dá-lhe de cabeça (na segunda parte, ou por já estar mais cansado ou porque os adversários fizeram melhor a cobertura, deixou de ganhar as bolas de cabeça) solicitando a irrequietude de Liedson. Esta jogada valeu o primeiro golo do Sporting. Sem que possa ser um sistema recorrente (tem de haver muito mais variedade de processos) a presença de Purovic, acrescenta esta possibilidade, que pode ser útil em certos jogos, ou em certos momentos do jogo.

Os laterais

Deixei para o fim este sector da equipa, por me parecer que é o mais problemático. Sendo Abel um jogador relativamente seguro, é o único disponível para preencher o lado direito da defesa. Mas o problema é ainda maior à esquerda: tanto Rony como André Marques não têm (pelo menos por agora) classe suficiente para o jogo do Sporting. Rony não tem velocidade. Mas poderia compensar isso com uma boa colocação no terreno e inteligência a ver o jogo (como era o caso, por exemplo, de Rui Jorge); ora o jogador não possui nem uma nem outra destas capacidades e, não raramente, vêmo-lo a correr atrás dos adversários, por não prever contra-ataques e se ter adiantado excessivamente em certos momentos (como noutros pode, despropositadamente, ter ficado atrás). André Marques pode vir a dar um bom lateral, mas não tem ainda um jogo convicto, parecendo receoso, tímido e com falta de determinação.

Em conclusão

O plantel não pode ainda estar fechado, se quisermos fazer uma época em que nos possamos bater pela vitória no campeonato até ao fim e passar a primeira fase da Liga dos Campeões.
É preciso contratar um defesa esquerdo, pelo menos.

Venenos 27

Os jornais noticiam hoje que a Torre Burj do Dubai é já o edifício mais alto do mundo, apesar de ainda faltar construir qualquer coisa como quase 300 metros. Depois de terem tido conhecimento da notícia, consta que os comendadores Berardo e Vieira se reuniram de emergência com o objectivo de lançar a construção, no Seixal, de uma nova torre, mais alta ainda que a Torre Bruj. A única condição colocada pelo comendador Joe foi a de que este plano nunca seja descrito pelos serviços de comunicação do clube como um "mega-projecto". Instantes depois de se ter tido conhecimento desta notícia o edifício era já reconhecido como o mais alto do mundo, antes mesmo de se iniciar a construção!
Segundo conseguimos apurar, o edifício --já chamado de Torre Joe do Seixal-- vai funcionar como nova sede do clube e servirá também para albergar os seus 6 milhões de adeptos. Aproveitando a altura, a Torre Joe servirá também para lançar em voos de exercício o milhafre Vitória. A gigantestca torre irá albergar um gigantesco centro comercial com 2500 restaurantes chineses e 6000 "Lojas dos 300".
Finalmente, os adeptos do dito clube, com as quotas em dia, sim, mas em dia não, vão poder lançar-se gratuitamente do alto do edifício em queda livre, sempre que aquele sofra uma derrota.
O Livro Guiness vai lançar uma edição especial sobre este projecto.

sábado, 21 de julho de 2007

Tenacidade, brio e sentido de responsabilidade


O jogo de hoje marca a estreia de João Moutinho como capitão do Sporting. Tudo isto lhe deve parecer um sonho, mas tudo isto é bem real: Moutinho faz parte do plantel principal desde a época 2004-2005, tinha então 17 anos, e torna-se aos 20 anos o mais jovem capitão desde o tempo do mítico Stromp. É um exemplo a todos os níveis. Um exemplo, desde logo, para todos os atletas aspirantes a profissionais de futebol, dentro e fora do Sporting. Mas, é-o, sobretudo, para todos os jovens de hoje, desportistas ou não. Para além do óbvio talento, Moutinho distingue-se pela tenacidade, pelo brio e pelo sentido de responsabilidade que demonstra de forma exuberante. Com Moutinho fica provado que estas qualidades são recompensadas quando exercidas, que a vida não se resume a reclamar direitos e que direitos adquiridos são direitos legitima e duramente conquistados. Para acreditar em tudo isto os jovens só têm de olhar para este exemplo. Os responsáveis dos Sporting fizeram o que deviam e o KL não pode deixar de o assinalar.

quinta-feira, 19 de julho de 2007

Batoteiros e vigaristas impunes

Leiam aqui quem é que beneficiou das trafulhices feitas com as acções do Benfica.
Aquilo é um clube de batoteiros.
Queixam-se muito da batota que o Porto faz com os árbitros dentro das quatro linhas, para verem se passa despercebida a batota que fazem com os negócios da SAD deles, adulterando a sã concorrência.
E, já agora, era bom saber-se onde é que eles foram arranjar grana para comprar jogadores, se não ganharam dinheiro em vendas e a sua gestão é deficitária.

domingo, 15 de julho de 2007

Também acho

Paulo Bento declarou que "não vamos alterar a nossa forma de jogar em função dos reforços." Disse ainda que os reforços foram escolhidos em função da forma de jogar e não o contrário. Francamente também acho que esta questão não deve constituir motivo de preocupação para Paulo Bento. Acredito que não vamos assistir a grandes alterações no modelo de jogo e confio que os novos jogadores foram cuidadosamente avaliados e escolhidos pela capacidade que terão para cumprir o seu papel no contexto desse modelo.
Acho que o problema de Paulo Bento será outro. Se queremos ganhar o campeonato este ano teremos de manter o espírito que dominou a equipa no final da época passada. Não vai ser fácil, especialmente por causa dos reforços, mas é crucial que Paulo Bento mantenha aquela magia que o Sporting demonstrou no final da época. Reafirmo totalmente o que disse aqui há uns tempos.
Quanto às mudanças do plantel em si, apenas lamento profundamente o modo como certos jogadores sairam (não a sua saída!). É pena por vezes os dirigentes também não sairem a custo zero... O balanço que se pode fazer de alterações tão significativas é fraquíssimo e tudo isto apenas denota a grande confusão que por vezes se adivinha na gestão do Sporting. Percebo que a gestão dos activos seja um problema complexo, mas se a direcção da SAD não corrigir o que se passou este ano será um falhanço lamentável, de consequências dramáticas para o futuro do Sporting.
Cá estamos para ver...

sexta-feira, 13 de julho de 2007

Venenos 26


A continuar assim José Couceiro vai acabar a sua carreira a treinar a equipa dos Sub-buteos!