sexta-feira, 9 de novembro de 2007

A alta competição - Parte 3

O blog Sectorb32 traz um post de autoria de JoaoSCP78 sobre o administrador Carlos Freitas. Está aqui para quem o quiser ler. Não partilho, naturalmente, da generalidade dos pontos de partida do dito post mas há uma coisa que JoaoSCP78 escreveu que tem uma enorme importância e daí esta citação. Diz ele que criticar Carlos Freitas "será sempre criticar o lado mais fraco do projecto." Aí não posso estar mais de acordo!!
E de facto aqui no KL nunca lhe apontámos nem virtudes, nem defeitos. E no entanto ele lá foi fazendo a sua vida. É um assalariado e portanto, nesse sentido, inimputável no que às responsabilidades perante os sócios diz respeito. Os responsáveis são de facto a direcção do Clube. CF não chega afinal de contas a ser sequer "o lado mais fraco", nem "do projecto", em minha opinião.
Há porém um facto que justifica nesta altura analisar todo este processo. Carlos Freitas tem aparecido em toda a comunicação social (só falta mesmo a imprensa regional...) como um rosto do Sporting Clube de Portugal. E como se trata do Sporting, os rostos que o representam e que poderão legitimamente surgir como rostos do Clube terão de ser cuidadosamente seleccionados pelos responsáveis eleitos e a eles deve ser atribuída a responsabilidade da selecção. Se fosse um dirigente eleito toda esta caldeirada já teria dado crise eleitoral. Se fosse um atleta já tinha um processo disciplinar, pelo menos, instaurado. Assim sendo em qual destes departamentos se insere CF?
É neste sentido, pois, que não poderemos deixar passar tudo isto em claro. Quem é Carlos Freitas para aparecer deste modo insistente perante a opinião pública? Que mandato tem ele que lhe permite gerar toda esta caldeirada? E quem nos explica tudo isto?

A alta competição - Parte 2

É pois (sabe-se agora...) verdade: a equipa atravessa um momento mau! E é também verdade confessada: o administrador que tem a seu cargo as contratações e dispensas já cometeu erros.
Assim sendo, pergunta-se: porque se admira ele com as reacções? O que há de mal em apontar erros se ele próprio confessa que as coisas não estão bem... E porquê agora? Porquê com este estardalhaço todo à volta? Quem paga os erros?
Perguntas que gostaríamos de ver respondidas por quem ocupa lugares eleitos no Clube... Este problema necessita de esclarecimentos institucionais urgentes!

A alta competição - Parte 1

Numa primeira análise, o que mais supreende é que um administrador da SAD apareça, assim num ápice, mais nos jornais e na televisão que qualquer das vedetas do Sporting (aqueles que fazem gerar as receitas, vendem camisolas e chamam gente ao estádio) ou que qualquer membro da Direcção eleita do Clube. Há algo de profundamente errado e perverso em tudo isto. Mas, enfim, não é nada totalmente inesperado.
Com estes desequilíbrios "comunicacionais" não admira que à primeira borrasca a malta das bancadas salte toda cá para fora. Mesmo assim os cinco minutos de glória de uma qualquer claque, não se comparam de todo com as horas de "plateau" que o senhor administrador já teve.
É verdade que a gente também tem os "Berardos" possíveis, não é...?

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Escrita em dia

Os blogues, esses campos de “liberdade [em que] não estamos dependentes de ninguém para exprimir os nossos pontos de vista”, como muito bem escreveu Master Lizard, obrigam, contudo, a resposta atempada aos comentários; respostas com mais de um ou dois dias não são lidas.
Tendo estado ausente durante alguns dias não me foi possível responder a algumas questões suscitadas por comentários a posts meus. Porque, (de novo citando ML) “aqui no KL não damos recados”, apenas expressamos claramente as nossas opiniões, vou tentar aqui dar algumas respostas, atrasadas embora.
A primeira, ao meu amigo Pedro Castaño, diz respeito a Purovic. Sou daqueles gajos que lutam denodadamente para puxar para cima o ânimo dos adeptos. Portanto ao dizer mal de uma contratação, não o estou a fazer gratuitamente, nem com aquele pessimismo característico de alguns adeptos cujo forte é darem tiros nos pés. Pois quanto ao Purovic, as primeiras referências que a ele fiz até foram elogiosas: “A novidade táctica está, contudo, na entrada de Purovic. Este tem 1,90m e a equipa tenta com ele o jogo directo: bola bombeada dos centrais ou do guarda-redes (como já disse Stojkovic evidenciou-se neste pormenor), o calmeirão dá-lhe de cabeça (…) solicitando a irrequietude de Liedson. Esta jogada valeu o primeiro golo do Sporting [no jogo com o Lille]. Sem que possa ser um sistema recorrente (tem de haver muito mais variedade de processos) a presença de Purovic, acrescenta esta possibilidade, que pode ser útil em certos jogos, ou em certos momentos do jogo”. Agora, depois de o observar em numerosas parcelas de jogos, cheguei à conclusão de que ele não tem categoria para jogar no Sporting. Ao dizer isto tenho em conta que os jogadores precisam de um período de adaptação e podem acontecer casos como os de Yazalde e Acosta (ou, em tempo actual, salvas as distâncias de classe, Romagnoli) que, por essa razão, não renderam no primeiro ano aquilo que viriam a valer nos seguintes. A diferença é que, neste caso, estamos perante um jogador que não demonstra um mínimo de habilidade, nem de capacidade de inteligência a jogar, embora tendo características físicas que poderiam ser mais-valias (refiro-me à altura dele). Bola que lhe chegue aos pés é sinónimo de jogada perdida, apesar de alto não ganha muitas das bolas de cabeça que lhe são endossadas, não se posiciona bem em campo. A este propósito, dizia eu a um amigo que ainda bem que, no segundo golo contra a Naval, a bola disparada por Liedson entrou directamente na baliza porque, se o guarda-redes a tem defendido para a frente o Purovic estava em fora-de-jogo de posição e a jogada ter-se-ia perdido; ao que ele me respondeu que ainda bem que o Purovic estava fora-de-jogo, porque se não estivesse o Liedson podia ser tentado a passar-lhe a bola e então é que a jogada se teria mesmo perdido.
A segunda resposta (que me perdoe o Pedro por misturá-lo com este nosso leitor e comentador) vai para o pouco original (a não ser que o sujeito seja o próprio Pacheco Pereira, convertido ao futebol) pseudónimo de m´espanto às vezes, outras m´envergonho, a quem, para abreviar, chamarei abrupto. Pois, abrupto escreve, a propósito deste meu post: “Paredes !!!!!!!!! Francamente o meu amigo não percebe nada de futebol!” Pode ser, de facto, que ele tenha razão e eu não perceba nada de futebol, mas tal não se pode afirmar apenas por eu mencionar um jogador (Paredes, no caso), pois assim se torna uma afirmação gratuita. Ainda por cima pressupondo que ele, que me julga, percebe o suficiente para me julgar; o que, por uma simples afirmação como esta, não é possível comprovar. Mas, (dando de barato que abrupto julgou o meu longo post apenas pelo que afirmei em relação a Paredes) vamos à substância das coisas: o que é que eu disse sobre o Paredes? Mas no contexto, pois é assim que se avaliam as posições de cada um: “Bem sei que em Roma a colocação de Miguel Veloso a central, retirando-o da posição em que vem constituindo um primeiro elemento de contenção e um bom iniciador da primeira fase de transição defesa-ataque desequilibrou a equipa: nem Veloso cumpriu bem como central, nem Moutinho rendeu como trinco. […] seria preferível não remeter Moutinho para o vértice inferior do losango, mantendo-o do lado esquerdo (onde poderia render mais ajudando Ronny), saindo Vucevic (...) e entrando Paredes (mais experiente do que Adrien, que poderá e deverá, quanto a mim, começar a entrar aos poucos na equipa). Deste modo a equipa ganharia em equilíbrio entre sectores. Pois PB fez entrar Paredes exactamente quando comemos o segundo golo, solução que estava na calha com propósitos defensivos, mas deveria ter sido suspensa.”
Trata-se não de achar que o Paredes é bestial, mas que, no contexto da substituição feita pelo treinador (a qual quem sabe ler percebe bem que não subscrevo), me parecia mais apropriado não sacrificar Moutinho nas funções de trinco, mas aí colocar alguém especialista nessa posição. E quem é que estava no banco com essas características? Aquele mesmo cuja contratação tanto tenho desancado em vários escritos anteriores (por exemplo aqui): Carlos Paredes. Mas escrevo mais: que PB fez mal em manter a entrada do mesmo Paredes na altura em que o fez.
Pode ser que Abrupto perceba à brava de futebol; mas, coitado, não sabe ler.

Venenos 33


Dizem que dada a produtividade demonstrada pelos quadros da Sporting SAD, a assiduidade e, sobretudo, os resultados alcançados até agora, o símbolo do Sporting deveria muito apropriadamente passar a ser o da figura. Podia ser que assim mais gente compreendesse o sentido da expressão "é preciso acabar com a mama"...

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Quanto tempo dura uma partida de futebol?

Emoção a rodos, grandes correrias, defesa agressiva, pressão verdadeiramente alta, grande entrega, não podemos negar, nada disto faltou no jogo de hoje. Faltou apenas que alguém explicasse a estes abnegados e esforçados jogadores que as regras do futebol ditam que o jogo dura 90 minutos. Porque raio de carga de água julgaram eles que aos 80 o jogo estava ganho?! Quem raio é que deu ordem para tirar o pé do acelerador??!!
Defendi e defendo que o empate de hoje não pode ser visto fora do contexto do que é o Sporting no seu todo organizativo e histórico. Do que é a realidade do Sporting, não daquilo que a gente pensa que o Sporting é, ou daquilo que nos vendem que é o Sporting! Um Clube que como venho dizendo sofre de um mal antigo e profundo. É aí que reside a razão de tudo isto e, noutra ocasião, posso explicar porquê. É aí que está a explicação para o empate triste, frustrante, idiota e inútil de hoje.
Depois do balde de água fria que foi o golo dos italianos, muitos Sportinguistas desgostosos à minha volta lamentavam-se dizendo que, uma vez mais, o Sporting foi o clube "do quase".
Por mim estou de facto quase a perder a paciência. Falta o "quase"...

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Dos blogs gasosos e dos jornais que perderam o gás

Tenho da imprensa a pior das impressões. O jornalismo que se pratica hoje em dia nem de vão de escada chega a ser. Os produtos jornalísticos que hoje nos são oferecidos, nem ao estilo lambreta ou traçadinho gasoso se conseguem tragar. Há muito tempo que deixei de olhar sequer para os jornais. Nem as gordas consigo ler! Vão-me valendo os sinais de fumo para ir sabendo o que se passa...
Os blogues em contrapartida oferecem-me duas coisas, qualquer delas de valor absolutamente inestimável. Por um lado, permitem-me raciocinar livremente sobre factos e exprimir livremente o produto do meu raciocínio. Por outro lado, permitem-me apreciar e discutir, se for caso disso, o raciocínio dos outros e as opiniões que os outros livremente exprimem. Coisas que nos jornais, já também há muito se percebeu, é impossível encontrar: opinião livre e raciocínio rareiam e trabalhinho vai havendo enquanto o patrão não acordar com os pés de fora.
Diferenças básicas que dão vantagem aos blogs. A liberdade e o facto de não estarmos dependentes de ninguém para exprimir os nossos pontos de vista tornam-nos também imunes a males de que a imprensa nunca se há-de livrar. Aqui no KL, por exemplo, não damos recados e decidimos que se houver o perigo de perder o trabalhinho pagamos subsídio uns aos outros...
Os blogs são tão claramente superiores aos jornais que obrigaram os orgãos de comunicação tradicionais, quando estes entraram em perda, como é patente e notório, a "blogolizar-se", criando versões on-line e abrindo os seus "eTextos" ao comentário e à apreciação dos seus "eLeitores".
Por tudo isto dá-me uma imensa vontade de rir quando vejo os jornais a falar à séria sobre blogs e os jornalistas a desfazer nos blogs. Verdade! Até me vêm as lágrimas aos olhos de tanto rir.
Acontece que li num blog que dois jornais desportivos tinham tratado de matéria relacionada com os blogs sportinguistas. Fiquei curioso e mão amiga fez-me chegar hoje cópia da dita prosa...
A este propósito não queria terminar sem acrescentar duas notas finais.
Primeiramente, queria deixar o aviso que a próxima vez que verificar que há um jornal desportivo ou um outro "orgão de comunicação social" a visitar aqui o KL lhe lanço um virús que vai tirar de vez toda a rigidez dos discos dos respectivos computadores!! Nem com viagra digital os vossos discos ficarão outra vez rijos!! Experimentem!
Seguidamente, devo confessar que concordo com a observação que o blog é a roda de amigos de antigamente, a tertúlia de taberna ou de vão de escada, agora feita pelo cabo coaxial ou pelas ondas do satélite. É verdade. Porém, faço notar que o jornal já nem para embrulhar o peixe serve!!

domingo, 4 de novembro de 2007

À segunda fez efeito

Paulo Bento tinha dito que pediu aos jogadores para não terem medo de errar. Durante a primeira parte andaram todos apertadinhos ignorando nitidamente o pedido do treinador. Algo se terá passado durante o intervalo porque na segunda parte a equipa apareceu muito mais solta e o seu futebol veio naturalmente ao de cima.
Uma má exibição ou uma derrota não alegram nenhum Sportinguista e portanto este 4-1 sabe que nem ginjas e deixa-me muitíssimo feliz.
Não é altura de falar das "crises" mas sim de celebrar a vitória. Cada coisa a seu tempo!
E errar não é mau desde que se acerte mais vezes do que se erra... A este propósito devo dizer que esta cena do Moutinho a marcar penáltis me começa a irritar. Porque diabo hão-de andar a colocar o rapaz debaixo desta pressão escusada é coisa que me escapa. Haverá outras soluções e modos diferentes e mais naturais de incutir confiança numa jogador do calibre, com o sentido de responsabilidade e com a responsabilidade do Moutinho.

sábado, 3 de novembro de 2007

algumas notas soltas

1. Raul – Eu não escrevi que estamos perante um potencial Chirola. Escrevi que se houvessem blogues à data da contratação do Yazalde, teriam chovido insultos a quem o contratou. Não pretendi dizer bem do Purovic. Pretendi dizer que ainda é cedo para dizer o quer que seja e que muitas vezes não chega uma época para o ver. Lembra, também, o Acosta. O que o homem e respectivo contratador foram insultados no final do 1º ano. Só isso. É claro que hoje não há tempo para isso, dirão.
2. Gosto de ler e ouvir o Luís Freitas Lobo. Não sei se alguma vez disse por qual clube sofre. Sei que escreve e fala com base no que vê e não com base no que as cores lhe ditam. A sua página de hoje no Expresso é excelente. Outro dia esteve pior na televisão, pois não esteve para contrariar o jornalista que resumiu mal o que acabara de dizer a propósito da rotatividade de jogadores.
3. PB tem sete vidas. Terá. Grandes declarações após o jogo com o Fátima. Diz Freitas Lobo que deve ter um esquema de 4-3-3 para momentos de crise. Será? Creio que mais tarde ou mais cedo terá que ser pois ninguém consegue viver toda a vida em sobressalto. Mas ele próprio se está a formar e percorrerá o caminho que achar melhor. Terá que viver melhor com a postura pública que adoptou. Porque hoje pode ter-se trucidado por má comunicação.

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

A SAD está unida

Rica vida têm certos "gestores" que "gerem" certos negócios. No Sporting a vida parece que corre bem e é, pois, natural que esteja tudo de parabéns...
Quando nós pensávamos que os objectivos da gestão actual do Sporting não tinham sido atingidos (e ainda só vamos em Novembro!), quando pensávamos que as contratações eram um flop, que as vendas de lugares tinham falhado, quando pensávmos que uma diferença de nove pontos (nove!!) para o líder do campeonato em Novembro era mau, quando pensávamos, enfim, que o papel do Sporting na LPFP era pouco mais do que de embrulho, eis que somos surpreendidos com as conclusões que daqui são tiradas pelos responsáveis: afinal está tudo bem e não há necessidade de mudanças!
Então se não há crise porque é que houve necessidade de vir afirmar que não há crise?! Se não há efectivamente crise a obrigação (sim dr. Telles, é de facto uma obrigação esclarecer os sócios...) da direcção é dizer-nos porque é que não há crise. Porque pela análise dos factos a gente suspeita que há.
Por uma vez, a imprensa não serve claramente aqui de bode expiatório. Não é a imprensa que se está a afundar no campeonato e que falha sistemática e claramente os seus objectivos...
Os maus resultados da equipa não evidenciam uma situação conjuntural facilmente debelável. Não estamos a atravessar um "momento menos bom" como declarou o presidente numa passagem por Lisboa. O Sporting está há muito a funcionar de forma coxa e isso vem frequentemente com ao de cima.
O Sporting é um clube que não está bem, é um clube sem recuo que padece de um mal antigo e profundo. Se os resultados fossem bons ainda disfarçava, mas quando nem os resultados convencem temos de questionar o que andam a fazer as mentes brilhantes que governam o Sporting e temos de pedir responsabilidades a quem lhes deu e dá aval.
A verdade, meus senhores, é que com estes critérios de gestão o Sporting não pode ir mais além. E não é um cargo em particular que está em causa! São todos os orgãos de direcção do Sporting que são responsáveis! Unidos na defesa também temos de os considerar de forma unida no ataque.

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Crise adiada

Antigamente era o presidente do FCP que ia a Fátima em tempo de crise, não era? Pois desta feita foi o Sporting que lá foi pedir para adiar a crise. Liedson fez o milagre enquanto Ronnie e Djaló demonstram que precisam urgentemente de desaparecer da vista dos adeptos durante uns tempos.
O Sporting, no seu todo, precisa de um desconto de tempo.
Perdão, foi você que disse Saleiro...?

terça-feira, 30 de outubro de 2007

E agora, Sporting?


Bem sei que a exibição da equipa contra o Fátima foi uma desgraça. A qual comprovou que o Sporting tem um plantel muito curto. Mas Paulo Bento, sabendo seguramente disto, arriscou numa equipa feita com muitos suplentes e o resultado foi mau.
Bem sei que em Roma a colocação de Miguel Veloso a central, retirando-o da posição em que vem constituindo um primeiro elemento de contenção e um bom iniciador da primeira fase de transição defesa-ataque desequilibrou a equipa: nem Veloso cumpriu bem como central, nem Moutinho rendeu como trinco. Isto reflecte, de novo, a insuficiência do plantel: na ausência forçada de Polga a equipa não encontra substituto à altura. Mas não se contratou um central, de seu nome Gladstone, que até foi convocado por Dunga para a selecção do Brasil? Não serve? Contra o Fátima não serviu: não se entendeu bem com Tonel e fez uma exibição muito má. É um facto que os dois não se entenderam, e admito que não sejam capazes de presentemente o fazer, por falta de maturidade, ou outra razão qualquer (hoje, no Trio de Ataque Rui Oliveira e Costa dizia que é por qualquer deles não saber jogar do lado esquerdo). Mas seria preferível não remeter Moutinho para o vértice inferior do losango, mantendo-o do lado esquerdo (onde poderia render mais ajudando Ronny), saindo Vucevic (que, com apontamentos de utilidade, tarda em afirmar-se inequivocamente) e entrando Paredes (mais experiente do que Adrien, que poderá e deverá, quanto a mim, começar a entrar aos poucos na equipa). Deste modo a equipa ganharia em equilíbrio entre sectores. Pois PB fez entrar Paredes exactamente quando comemos o segundo golo, solução que estava na calha com propósitos defensivos, mas deveria ter sido suspensa. Vá lá que depois PB fez entrar mais um avançado retirando um defesa. Mas esse avançado foi o cada vez mais comprovadamente incompetente Purovic (oxalá eu esteja redondamente enganado e estejamos perante um potencial Yazalde, como evoca o Pedro; mas o Chirola sabia tratar a bola, coisa que não vejo fazer a este Purovic). Voltamos a estar perante a insuficiência do nosso banco.
(Abro um parêntesis para dizer que defendi, e continuo a defender, que as contratações do Sporting tiveram esta época o mérito de ser cirúrgicas, no sentido de virem preencher as carências do plantel. O defeito está em que alguns dos contratados não vêm demonstrando a qualidade que uma equipa como o Sporting tem de exigir.)
Pois não chegou a PB o jogo de Roma para ver que aquilo assim não dava e repetiu a dose na Madeira. Com resultados igualmente nefastos.
Há ainda o caso do guarda-redes. Stoikovic tirou uns dias de férias não autorizadas e faltou a uns treinos. Quanto a mim teria de ser punido. E foi-o da maneira mais penalizante para o clube: não jogando num jogo em que, como se verificou, fez falta. Ora, PB, em vez de assumir que castigou o jogador, vem a público dizer que ele não jogou por razões técnicas, (não treinou, logo não estava em condições de jogar), o que é uma falácia que não fica bem. Tinha mesmo de o castigar para manter a disciplina do balneário, mas devia ter assumido que o castigou (já agora espero que tenha também sido punido monetariamente).
São muitos erros graves seguidos.
Os quais, no entanto, não justificam a reacção habitual de criar um clima psicológico que venha a contribuir para começar a derrubar o treinador.
Apesar de todos estes últimos erros, continuo convencido de que PB é o treinador indicado para o Sporting nesta fase da vida desportiva do clube.
Nas duas épocas em que, anteriormente, ele esteve à frente da equipa, passou por situações de crise e deu a volta por cima. Na última época essa recuperação foi de molde a recolocar-nos com a possibilidade de sermos campeões nacionais, o que só não aconteceu por um triz; e em ambas as épocas ficámos à frente dos lamps.
Paulo Bento pegou na equipa num tempo em que o clube vive graves dificuldades financeiras. O nosso orçamento é muito inferior aos dos clubes com os quais nos batemos. Gastámos em contratações menos de um terço do que cada um dos nossos dois rivais internos.
Paulo Bento continua, quanto a mim, a ser o treinador apropriado para servir o clube no contexto actual. Isto não quer dizer que tenhamos de dizer ámen a tudo o que ele diz e faz. Acabo de dar o exemplo, arrolando uma série de críticas à sua recente atuação.
Mas, na minha opinião, a obrigação dos sportinguistas é continuar a apoiá-lo e à equipa, assim estimulando o aparecimento de alegrias futuras.

Claro que joga quem o treinador escolhe, a questão é porque faz ele estas escolhas

O futebol evolui num sentido estranho.
O jogo em si passou a ser um mero episódio do negócio, perdendo o estatuto de objectivo em si mesmo. Aqui, neste nosso canto, este facto já estava consagrado há muito tempo, desde que inventaram as equipas que jogam para não descer de divisão. Não jogam para ganhar jogos. Jogam para manter um conjunto de negócios, nem sempre claros, para os quais precisam da visibilidade relativa a cada divisão em que militam. A famosa belenesização (ó Henrique como raio se escreve esta coisa que inventaste?) passa por aceitar que o nosso clube considere como inevitável deixar de ganhar. Nesse sentido, louvo os adeptos que foram pedir explicações à equipa e ao Paulo Bento. Eles não se resignam. Em Portugal, porque na UEFA, jogamos para não descer!

O facto de o jogo ser um mero episódio no processo industrial do futebol, faz com que haja blogues, como este, em que se analisa, à laia de uma moderna conversa de café, a gestão dos clubes respectivos (dos outros nem sei porquê, porque parece que não gerem nada. Só geram dinheiro em condições obscuras). É nessa óptica que faz sentido, na minha muito modesta opinião, olhar para as escolhas do treinador. Porque elas reflectem a persecução de uma política.

A minha questão não é, portanto, uma pergunta de treinador de bancada (e muito menos de PES ou CM). É uma pergunta sobre a política de gestão do nosso principal activo (ou melhor do principal activo da Sporting SAD) – o plantel (que é um termo que me irrita, mas enfim).

Fizemos os investimentos que fizemos. Como se trata de pessoas com culturas, práticas, alimentação, ritmos e línguas diferentes, há que dar tempo à sua adaptação (não é conversa, ainda ontem alguém referia, muito bem, que o BCP, no qual, infelizmente, o SCP não tem nenhum pai levou anos para que todos os colaboradores vindos dos bancos adquiridos se aculturassem).

Há quem, como eu, acredite que muitas mudanças ao mesmo tempo não dão resultados. Mas um jogador, mesmo em fase de adaptação, deve responder minimamente quando é chamado à equipa. É para isso que é convocado. Se não serve para substituir que faz ele no banco? Ou entrar na segunda parte é menos mau que entrar no início?

Nesta minha lógica da batata ninguém me tira da ideia que há questões extra jogo que determinam a convocação de jogadores para o banco, mesmo quando os efectivos não jogam!

Reforços de inverno

Fala-se muito de reforços de inverno. Mas, parece que é o Sporting que vai forneceer os reforços aos outros clubes...
Ouvimos falar da saída quase certa de Miguel Veloso, da possível saída de Liedson e, para além destes, podemos certamente contar com aquelas surpresas de última hora que ocorrem neste Clube da nossa tristeza. Estes ou outros irão certamente reforçar mais um grande emblema da Europa do futebol. Ao Sporting restar-lhe-á lutar por um lugar europeu, o que tendo em conta a fulgurante época a que estamos a assistir até agora não se afigura tarefa fácil.
As receitas da venda dos jogadores principais do plantel do Sporting irão, claro está, reverter a favor da redução de um défice gerado por esta visão empresarial delirante e espasmódica que tem caracterizado as direcções do Sporting de há anos a esta parte.
Se as gameboxes já não se venderam, como pretendiam os seus promotores, na altura em que o Sporting estava "em alta", vamos ver o que irá suceder quando/se o Sporting for afastado das competições em que está envolvido este ano, sem jogadores e remetido para o lugar garantido pela inexorável média dos últimos anos.
Com esta filosofia dos reforços só a custo zero, com as receitas também a zero e com a debandada dos nosso melhores jogadores, este ano é que ninguém nos pára!

sábado, 27 de outubro de 2007

E tudo o vento terá levado

A previsão de Paulo Bento não se verificou. Nem à terceira vencemos, e continuamos a não marcar. O Sporting voltou a mostrar incapacidade para se superiorizar perante um adversário irrequieto, mas fraquito. A equipa continua a demonstrar estar a passar por uma crise que me parece ter pouco de conjuntural. O semblante carregado e as palavras cautelosas de Paulo Bento parecem indiciar que algo irá certamente mal no reino da Dinamarca.
Quanto ao jogo em si, pouco ou nada há a dizer. Nem soubemos aproveitar o vento quando soprou a favor e as nossas aspirações poderão ter sido levadas por ele.
Continuo a achar que devemos aguardar pelas cenas dos próximos capítulos, mas cheira-me que vem aí nortada...

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Um Sporting vintage?

Relendo algumas das coisas que tenho escrito aqui sobre este Sporting 2007-2008, reparo que não faltam elogios nos meus sucessivos escritos desde o princípio da época.
As recentes actuações da equipa têm motivado alguma apreensão e críticas que merecem ser tidas em conta. O que se vai lendo nos outros blogues, nos jornais, nas entrevistas, aqui mesmo no KL, nos posts e nos comentários e também nos mails privados que vou recebendo (não percebo porque é que há ainda tanta relutância da parte de alguns dos nossos leitores em publicar os seus comentários, até porque alguns mereciam grande destaque) diz-nos que há aqui ampla matéria de reflexão.
Não encontro razões para voltar com a palavra atrás relativamente aos predicados que tenho apontado a esta equipa do Sporting. No entanto, os resultados não são animadores e, confesso, algumas das críticas que tenho lido parecem-me totalmente legítimas e merecem toda a atenção.
Uma das características que tenho apontado a esta equipa é o sinal de maturidade que tem dado. Maturidade é, de facto, este ano uma palavra chave. A isso não deve ser estranho o facto de termos o capitão que temos, nem tão pouco (sejamos justos) termos o treinador que temos. Ambos parecem --cada um no seu plano e na sua escala respectiva-- ter aquela mistura perfeita de energia temperada com bom senso, aquele bom senso que normalmente só vem quando a fogosidade murcha. Neste aspecto, as condições de que dispomos este ano são, pois, perfeitas.
O Sporting parece de facto uma equipa madura, mas, hoje com ontem, nas alturas chave sente-se que falta gasolina para tanto motor.
Creio que muito do sucesso que o Sporting tem tido esta época se fica a dever, mais do que a tudo o resto, a esta maturidade do capitão do Sporting e do seu treinador. Há sempre dias melhores e dias piores, mas, no geral, é isto que penso que se passa.
O que motiva então os momentos menos conseguidos? Serão estes momentos menos conseguidos defeito ou feitio? Haverá solução para esta crise?

O ex-Presidente Dias da Cunha tornou popular um termo que, no meu entender, tem plena aplicação na actual conjuntura. O "sistema" é um facto e ataca quando menos se espera. Mas, quanto a mim, o "sistema" não existe só nos subterrâneos do futebol nacional, que são muitos e habitados pelos personagens mais abjectos, como todos suspeitamos. Não! O "sistema" existe certamente também dentro do Sporting! Percebe-se pela análise das intenções dos sucessivos dirigentes, pelas desígnios pífios dos responsáveis dos diversos sectores do Clube, pelas declarações e actuações contraditórias que há um "sistema" dentro do Sporting e que é ele que leva a que, mesmo numa situação conjuntural perfeita como é esta que em minha opinião estamos a viver, os sucessos fiquem adiados.
As condições estruturantes para um Sporting de topo não estão criadas. Nem mesmo este ano, em que dispomos de uma situação conjuntural de excepção para produzir uma boa época, se encontrou remédio para a moléstia habitual. É que não se fazem omoletes sem ovos, como me dizia um leitor, e o Sporting, por muito que nos custe, é isto: uma omolete adiada.

Não creio que seja altura para desanimar, ou para o "bota-abaixismo", e até admito que a pressão dos adeptos, o muito amor que existe pelo Clube, o brio dos seus atletas e o talento dos seus técnicos possam produzir o brilharete ocasional. Mas, a este Sporting falta tudo para ser o Clube que todos nós ambicionamos. E não é por nossa culpa, nem por culpa dos nossos atletas. O Sporting vintage está, receio bem, adiado.

Para amanhã só admito que se cumpra a previsão de Paulo Bento: nunca perdemos três vezes seguidas...

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Se não foi castigo, fomos castigados!

É com algum pesar que venho pela primeira vez dizer que não estou de acordo com Paulo Bento. Não porque perdemos, porque isso são contas de outro rosário (importante, mas outro) mas porque ao fim de 2 anos algum motivo o tem levado a não seguir o seu caminho.

Dizer que um guarda-redes não foi convocado porque não treinou parece a toda a gente pouco sério, sobretudo se tivermos em conta que o treino não melhora muito a performance do Tiago (a sair deve ter aprendido com o Labreca). O que é que um guarda-redes não treinou com os colegas? Quantas vezes treinou o Veloso na posição de central? Mais do que o Gladstone?

É que perder para ganhar a equipa vale, na minha opinião, a pena. Perder porque o melhor guarda-redes não treinou um dia……

Por outro lado por que razão se manteve a entrada do Paredes quando a equipa tinha que mudar da questionável atitude defensiva para a recuperação de um golo de desvantagem? (apesar desta afirmação declaro desde já que nunca mais oiço o António Tadeia. Parece que faz força para perdermos!)

Para mim estas questões ainda andam em torno do jogo com o Fátima, com os reforços e com a velha questão da equipa base. Ou seja muda-se mais de metade da equipa e espera-se que os jogadores, os que verdadeiramente nunca treinaram profundamente nessa condição, se entendam. Sem qualquer referência à equipa base. Eu sei que o PB em tempos acreditava que o melhor era rodar sempre a equipa para que todos estivessem habituados a jogar com todos. Os resultados parecem dar razão a quem o criticava e ele, que é uma pessoa inteligente, acabou por estabilizar uma equipa base. Nunca se pode ter o melhor de 2 mundos e se há uma equipa base os que jogam pouco conseguem integrar-se numa equipa rotinada mas têm dificuldades em criar novas rotinas de repente. Seja qual for a melhor tese (equipa base ou rotação permanente) nunca se conseguirão resultados mudando muitos ao mesmo tempo.

Quanto ao jogo com a Roma, o que tenho a dizer é que ainda somos de outro campeonato, pior entenda-se, e que saúdo o Sr. Paulo Bento pelo grande trabalho que tem desenvolvido no sentido de subirmos de divisão ao nível europeu!

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Pássaro a voar em céu escuro...

Tivemos o pássaro quase na mão. Nada a assinalar no que respeita à atitude da equipa. Quanto a mim, cinco estrelas! Até (e sobretudo) na reacção aos golos.
Mas, parece evidente que os limites desta equipa começam-se a vir à tona e que há aqui carências que urge mitigar. O cobertor começa a revelar-se escasso. Algo tem de ser feito no sentido de escorar esta equipa porque está visto que não há grande margem de manobra.
Aguardamos com curiosidade as cenas dos próximos capítulos, em especial, as cenas domésticas.
Curiosamente o céu aqui na minha terra começou desde ontem a ficar mais escuro...

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Purovic

Ainda a propósito de jogadores que não rendem gostaria de vos recordar que muitos quiseram “fazer a folha” ao Yazalde no final da sua 1ª época no Sporting como podem ler aqui .

Bons devem ter sido os dirigentes que acharam que o Heinze, o Phil Babb ou o Tinga (grandes campeonatos na Alemanha) não serviam. Ou, se calhar, o dirigente e treinador do Estrela de Amadora que não viu potencial no Ronaldinho e o gajo dos coisos que não quis o Deco...

Fico-me por aqui. Só queria demonstrar que não me parece ser desde já condenável o dirigente que o contratou. Aliás nem percebo uma vez que não o vi fazer pior que o Djaló...

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Iordanov-Sporting... match null

O "affaire" Iordanov-Sporting é uma das coisas mais tristes de entre as várias coisas tristes que se vão passando na vida do nosso Clube.
É difícil acreditar que não possa haver uma solução para este diferendo que tenha em conta, por um lado, o papel que Iordanov desempenhou e o especial significado que o jogador tem na vida do Clube e, por outro, os valores da instituição Sporting Clube de Portugal e a sua posição no panorama do desporto em Portugal e não passe por esta coisa bizarra do recurso aos tribunais.
Os adeptos, esses, entreolham-se incrédulos... Mais uma vez a comunicação do Clube a funcionar mal. Aqui há tempos tinha chamado a atenção para a necessidade de tratar este caso num outro registo (está aqui). Pelos vistos há neste Sporting a atracção pelo abismo...
Pinças, precisam-se para tratar este caso. E bom senso.