Quando faltam as ideias lá vem o truque das novas tecnologias... O discurso de Hermínio Loureiro, perante, entre outros, os presidentes da FPF, do FCP e da tal agremiação de cujo nome nunca me consigo lembrar, foi um desenrolar de lugares comuns a que não podia naturalmente faltar o recurso ao sempre útil "chip" e às tais câmaras na baliza...
Vê-se aliás o que isto das "tecnologias" dá... Passadas umas escassas semanas de iniciarem a via das "novas tecnologias" na arbitragem, com a distribuição do kit "mãos livres" aos árbitros, já estão a fazer reuniões magnas para ver o que está a correr mal.
Naturalmente que com este panorama a possibilidade de virem agora a ser introduzidos os tais "chips" e as tais câmaras nas balizas deixam-nos perfeitamente tranquilos: agora é que vai ser!
Não sei o que mais me espanta! Se a lata do presidente da LPFP em nos vir apresentar estas velhas, velhas ideias como se de uma nova revolução se tratasse, saidinha da sua cabecita inquieta; se este tom de cruzada pessoal, ridículo e despropositado; se a sua estultícia quando declara, pomposo, que quer Portugal a liderar este processo; se, finalmente, o facto de ele vir dizer isto tudo perante uma plateia (reduzida é certo) de figurões decrépitos e aquiescentes, alguns dos quais talvez tenham de vir, eles próprios, a usar "chip"... Figurões que são, eles próprios, os causadores de todo este desconchavo que reina no reino do futebol!
(Estranha no contexto deste coro de aquiescência a voz de Rogério de Brito... Afinal em que ficamos ó Sporting?! Fazemos voz de falsete?!!)
O futebol, esse, segue dentro de momentos!
Eu sei bem quem é que merecia que lhe introduzissem um "chip" e aonde...
quinta-feira, 11 de outubro de 2007
terça-feira, 9 de outubro de 2007
Ainda a relva do Estádio

Parece que finalmente a questão do relvado irá ser resolvida. Irá? Esperemos que sim, claro. Mas o verdadeiro problema com o relvado não são os montes de relva que os jogadores levantam a cada jogada e os buracos que a televisão se delicia, sádica, a mostrar em "close-ups" de 70 polegadas! Buracos que motivam gargalhadas e escárneo. Gargalhadas e escárneo que motivam a profunda vergonha de todos os Sportinguistas que, impotentes, se vêem obrigados a assistir a todo este descuido, a toda esta falta de profissionalismo!
O problema está no que não se vê. Então se é assim desde há anos com o problema do relvado, onde está implantado o modelo "tapa-buracos" e badalhoco que se vê, se é assim com o relvado que é o palco principal do nosso Clube e ferramenta número um da nossa equipa quando nele actua, se é assim com uma questão que está à vista de toda a gente, o que será então nas outras áreas de actuação do Clube? Se conseguimos andar todos estes anos a tapar buracos e a substituir relva, para logo a seguir taparmos os outros buracos que entretanto ficaram a descoberto e se andamos nesta de substituir a relva substituída, como será com a contabilidade, com o deve e o haver, com as contratações de jogadores, de colaboradores, com a secretaria, com o "ticketing", com a segurança, com a informática, com as modalidades, com o jornal, etc, etc, etc...? Será a mesma badalhoquisse?
A questão da relva de Alvalade transcende o problema hortícula. Ela projecta uma imagem, um estilo, se quiserem, que deixam muito a desejar. E não indicia nada de bom para o resto.
Que os Sportinguistas meditem um pouco sobre esta matéria.
Que outros buracos, que outras catacumbas se escondem? Se é assim com a relva! Ou será que certos buracos só ao pontapé é que se vão ver...?
domingo, 7 de outubro de 2007
Sporting-Vitória de Guimarães e o comportamento do público
O Sporting entrou de forma muito inconsistente na primeira parte deste jogo, durante a qual não conseguiu contrariar o futebol bem urdido do adversário. A equipa do Guimarães mostrou-se muito coesa e organizada, destacando-se, no seu “epicentro”, Flávio Meireles, autêntico esteio impeditivo da organização do nosso jogo. No entanto os vimaranenses não criaram autênticas oportunidades de golo.
Havia que alterar qualquer coisa e Paulo Bento compreendeu-o muito bem. Ao contrário de outras vezes, processou as substituições necessárias atempadamente, fazendo entrar Izmailov e Purovic para os lugares das duas unidades que estavam a ser menos produtivas (Djaló e Ronny) logo ao intervalo. Foi uma opção claramente atacante e de risco, mas foi vitoriosa. Com estas alterações passámos a ter dois atacantes (Djaló só existiu para estragar os lances em que intervinha), Moutinho passou para o centro do campo, onde rende muito mais e o meio-campo fortaleceu-se sem que a defesa tivesse ficado enfraquecida, já que Veloso é, apesar de tudo, melhor que Ronny nessa posição (não esquecendo, contudo, que a produção deste, exceptuado este meio jogo, tem vindo a melhorar aos poucos).
Voltámos a ter alguma sorte, pois o Vitória não merecia perder por aqueles números e o primeiro golo aconteceu na sequência de uma jogada no mínimo duvidosa.
Tal como contra o Dínamo, não se pode dizer que tenhamos feito um bom jogo. Apesar de o ataque se ter continuado a mostrar muito pouco eficaz quanto à concretização, ganhámos porque a equipa supriu isso com determinação na segunda parte.
Quanto a Djaló já disse o que penso no post que escrevi sobre o jogo com o Dínamo: “começa a ser preocupante que ele não dê aquele pequeno passo que lhe falta para ser um bom jogador: não consegue definir bem os lances – no último passe, na última finta, no remate, no cruzamento. Sendo assim, e ainda por cima sem ter a mesma acutilância de Liedson quanto ao jogo defensivo no ataque, não sei se alguma vez irá lá…”
Quero, no entanto, amenizar esta apreciação (depois deste jogo em que ele, como se dizia dantes, não tocou na chincha) dizendo que o crescimento deste jovem se vem fazendo duma maneira que não é a melhor para ele. De facto, por necessidades da equipa, ele tem sido utilizado ou como segundo avançado ou como vértice superior do losango do meio-campo, posições a que ele teria de se adaptar, já que as suas características se coadunam mais com terrenos em que exista mais espaço, isto é, mais perto das laterais do campo.
Estou a dizer isto no intuito de contrariar a habitual tendência dos sportinguistas para, numa muito pouco salutar impaciência, zurzirem sobre os jogadores aos primeiros falhanços, assim prejudicando o seu normal processo de crescimento profissional. E vêm os assobios e o dizer mal da própria equipa e dos seus próprios jogadores.
O que se deveria fazer quando a equipa não encontra o seu ritmo e está a jogar mal era redobrar os incentivos e confiar no treinador: este é que tem de saber o que deve fazer para dar a volta ao texto.
E, desta vez, Paulo Bento deu a resposta adequada para ganharmos o jogo.
Havia que alterar qualquer coisa e Paulo Bento compreendeu-o muito bem. Ao contrário de outras vezes, processou as substituições necessárias atempadamente, fazendo entrar Izmailov e Purovic para os lugares das duas unidades que estavam a ser menos produtivas (Djaló e Ronny) logo ao intervalo. Foi uma opção claramente atacante e de risco, mas foi vitoriosa. Com estas alterações passámos a ter dois atacantes (Djaló só existiu para estragar os lances em que intervinha), Moutinho passou para o centro do campo, onde rende muito mais e o meio-campo fortaleceu-se sem que a defesa tivesse ficado enfraquecida, já que Veloso é, apesar de tudo, melhor que Ronny nessa posição (não esquecendo, contudo, que a produção deste, exceptuado este meio jogo, tem vindo a melhorar aos poucos).
Voltámos a ter alguma sorte, pois o Vitória não merecia perder por aqueles números e o primeiro golo aconteceu na sequência de uma jogada no mínimo duvidosa.
Tal como contra o Dínamo, não se pode dizer que tenhamos feito um bom jogo. Apesar de o ataque se ter continuado a mostrar muito pouco eficaz quanto à concretização, ganhámos porque a equipa supriu isso com determinação na segunda parte.
Quanto a Djaló já disse o que penso no post que escrevi sobre o jogo com o Dínamo: “começa a ser preocupante que ele não dê aquele pequeno passo que lhe falta para ser um bom jogador: não consegue definir bem os lances – no último passe, na última finta, no remate, no cruzamento. Sendo assim, e ainda por cima sem ter a mesma acutilância de Liedson quanto ao jogo defensivo no ataque, não sei se alguma vez irá lá…”
Quero, no entanto, amenizar esta apreciação (depois deste jogo em que ele, como se dizia dantes, não tocou na chincha) dizendo que o crescimento deste jovem se vem fazendo duma maneira que não é a melhor para ele. De facto, por necessidades da equipa, ele tem sido utilizado ou como segundo avançado ou como vértice superior do losango do meio-campo, posições a que ele teria de se adaptar, já que as suas características se coadunam mais com terrenos em que exista mais espaço, isto é, mais perto das laterais do campo.
Estou a dizer isto no intuito de contrariar a habitual tendência dos sportinguistas para, numa muito pouco salutar impaciência, zurzirem sobre os jogadores aos primeiros falhanços, assim prejudicando o seu normal processo de crescimento profissional. E vêm os assobios e o dizer mal da própria equipa e dos seus próprios jogadores.
O que se deveria fazer quando a equipa não encontra o seu ritmo e está a jogar mal era redobrar os incentivos e confiar no treinador: este é que tem de saber o que deve fazer para dar a volta ao texto.
E, desta vez, Paulo Bento deu a resposta adequada para ganharmos o jogo.
sábado, 6 de outubro de 2007
Toma! Toma! Toma!
Vitória dedicada a todos aqueles que esperavam um Sporting titubeante. Incluindo a rapaziada do assobio (a nossa brigada chilreante, parecem uns passarinhos, coitados!) que tem a memória curta e não sabe definitivamente o que é "apoiar" a sua equipa.
Vimos um Sporting como deve ser: frio, paciente e seguro do momento em que deve desferir o seu golpe fatal.
E vimos um Guimarães que parecia um daqueles jovens que ejaculam precocemente... Têm de aprender a conter-se!
No final um bom jogo, três golos e três pontos que souberam que nem ginjas (os nossos concorrentes directos não vão ter vida fácil se quiserem bater este Guimarães), e um desfecho mais que justo.
Mais uma etapa vencida.
Vimos um Sporting como deve ser: frio, paciente e seguro do momento em que deve desferir o seu golpe fatal.
E vimos um Guimarães que parecia um daqueles jovens que ejaculam precocemente... Têm de aprender a conter-se!
No final um bom jogo, três golos e três pontos que souberam que nem ginjas (os nossos concorrentes directos não vão ter vida fácil se quiserem bater este Guimarães), e um desfecho mais que justo.
Mais uma etapa vencida.
quinta-feira, 4 de outubro de 2007
Venenos 32

Razões de força maior (na verdade tenho estado a mudar a pele...) levaram-me a só hoje reparar nesta manchete da Bola. Ela quererá dizer que é preciso "mudar pessoas" ou mudar estas pessoas? Por um momento fiquei com esperança que a newsletter do grupo recreativo e excursionista "Os Contentes do Milhafre" tivesse passado a uma fase mais adiantada da revolução. Nunca se sabe...
quarta-feira, 3 de outubro de 2007
Sporting-Dínamo de Kiev: reflexões
Não devemos embandeirar em arco com a vitória sobre o Dínamo. Este tem uma equipa longe de ser forte (é pior do que o Shakhtar, que jogou com os lamps) e, como disse Paulo Bento, tivemos alguma sorte.
Não se pode dizer que tenhamos feito um bom jogo. Como muito bem notam alguns comentadores deste blogue, o ataque continuou a mostrar-se muito pouco eficaz, o que, entre outras coisas, é atestado pelo facto de os golos terem sido marcados por defesas. A teimosia de PB no uso de Djaló só se compreende por PB não confiar em Purovic. Como eu também não confio: é um jogador pouco habilidoso, cuja única mais-valia poderá consistir no jogo de cabeça. E mesmo neste… tenho-o visto a perder muitas bolas que lhe são dirigidas, contra defesas que, podendo ser mais baixos, são mais decididos a fazer-se às bolas. Quanto a Djaló, começa a ser preocupante que ele não dê aquele pequeno passo que lhe falta para ser um bom jogador: não consegue definir bem os lances – no último passe, na última finta, no remate, no cruzamento. Sendo assim, e ainda por cima sem ter a mesma acutilância de Liedson quanto ao jogo defensivo no ataque, não sei se alguma vez irá lá…
Bom, mas isto são pechas sabidas e já antes analisadas. A novidade neste jogo contra o Dínamo veio duma zona do campo em que as coisas até costumam correr bem: o meio-campo. A maior carência veio de, quem havia de dizer, Miguel Veloso. Assustado pelo adversário, quiçá deslumbrado pelo facto de se sentir visto por meia Europa do futebol, Veloso mostrou-se hesitante e medroso. O que fez que se encostasse demasiado aos centrais, deixando a descoberto a sua normal zona de actuação à frente da defesa (e, marginalmente, contribuindo até para uma maior desorganização do sector defensivo). Isto teve consequências, por seu turno, no rendimento dos seus companheiros de sector. Moutinho, com a habitual generosidade, correu que nem um doido por todo o campo, tentando disfarçar a fraca cobertura daquela zona do campo. O rendimento de Romagnolli foi uma sombra do que tem sido, pois, perdido o seu normal espaço de actuação, ele recuou também no terreno e não teve jogo para fazer as suas costumeiras incursões em tabelinhas até à área adversária. Este facto veio, por sua vez, influir negativamente na prestação dos atacantes.
Não estou com isto a querer crucificar Veloso, um dos grandes valores desta equipa, mas a chamar a atenção não só para a sua inexperiência como, principalmente, para o pernicioso que pode constituir o excesso de vedetismo.
Bem esteve Paulo Bento no escalamento dos jogadores (por exemplo, insistindo, apesar das falhas que tem vindo a ter, em Stojcovic, o que permitiu a este realizar uma boa exibição) e, sobretudo, no discurso que deve ter tido no intervalo, pois a equipa veio do balneário com outra atitude em termos de disciplina e corrigiu o seu posicionamento em campo. E também esteve bem nas substituições (embora um pouco tardias) e no discurso após o jogo, em que reconheceu a sorte que tivemos, pois não só marcámos o segundo golo numa altura em que não tínhamos o controle do jogo, como podíamos ter sofrido mais golos. Também se mostrou “satisfeito com o resultado e muito satisfeito com a forma como os jogadores se batem em campo.”
O melhor de tudo isto, o que há que exaltar, é de facto o espírito de grupo, a capacidade de luta e, sobretudo, a actuação como equipa. Neste ponto, como aliás já se tinha provado na Luz e hoje se confirmou, o Sporting está a anos-luz dos lamps.
Não se pode dizer que tenhamos feito um bom jogo. Como muito bem notam alguns comentadores deste blogue, o ataque continuou a mostrar-se muito pouco eficaz, o que, entre outras coisas, é atestado pelo facto de os golos terem sido marcados por defesas. A teimosia de PB no uso de Djaló só se compreende por PB não confiar em Purovic. Como eu também não confio: é um jogador pouco habilidoso, cuja única mais-valia poderá consistir no jogo de cabeça. E mesmo neste… tenho-o visto a perder muitas bolas que lhe são dirigidas, contra defesas que, podendo ser mais baixos, são mais decididos a fazer-se às bolas. Quanto a Djaló, começa a ser preocupante que ele não dê aquele pequeno passo que lhe falta para ser um bom jogador: não consegue definir bem os lances – no último passe, na última finta, no remate, no cruzamento. Sendo assim, e ainda por cima sem ter a mesma acutilância de Liedson quanto ao jogo defensivo no ataque, não sei se alguma vez irá lá…
Bom, mas isto são pechas sabidas e já antes analisadas. A novidade neste jogo contra o Dínamo veio duma zona do campo em que as coisas até costumam correr bem: o meio-campo. A maior carência veio de, quem havia de dizer, Miguel Veloso. Assustado pelo adversário, quiçá deslumbrado pelo facto de se sentir visto por meia Europa do futebol, Veloso mostrou-se hesitante e medroso. O que fez que se encostasse demasiado aos centrais, deixando a descoberto a sua normal zona de actuação à frente da defesa (e, marginalmente, contribuindo até para uma maior desorganização do sector defensivo). Isto teve consequências, por seu turno, no rendimento dos seus companheiros de sector. Moutinho, com a habitual generosidade, correu que nem um doido por todo o campo, tentando disfarçar a fraca cobertura daquela zona do campo. O rendimento de Romagnolli foi uma sombra do que tem sido, pois, perdido o seu normal espaço de actuação, ele recuou também no terreno e não teve jogo para fazer as suas costumeiras incursões em tabelinhas até à área adversária. Este facto veio, por sua vez, influir negativamente na prestação dos atacantes.
Não estou com isto a querer crucificar Veloso, um dos grandes valores desta equipa, mas a chamar a atenção não só para a sua inexperiência como, principalmente, para o pernicioso que pode constituir o excesso de vedetismo.
Bem esteve Paulo Bento no escalamento dos jogadores (por exemplo, insistindo, apesar das falhas que tem vindo a ter, em Stojcovic, o que permitiu a este realizar uma boa exibição) e, sobretudo, no discurso que deve ter tido no intervalo, pois a equipa veio do balneário com outra atitude em termos de disciplina e corrigiu o seu posicionamento em campo. E também esteve bem nas substituições (embora um pouco tardias) e no discurso após o jogo, em que reconheceu a sorte que tivemos, pois não só marcámos o segundo golo numa altura em que não tínhamos o controle do jogo, como podíamos ter sofrido mais golos. Também se mostrou “satisfeito com o resultado e muito satisfeito com a forma como os jogadores se batem em campo.”
O melhor de tudo isto, o que há que exaltar, é de facto o espírito de grupo, a capacidade de luta e, sobretudo, a actuação como equipa. Neste ponto, como aliás já se tinha provado na Luz e hoje se confirmou, o Sporting está a anos-luz dos lamps.
terça-feira, 2 de outubro de 2007
Polga!

Vitória suada mas saborosa esta de hoje! Claro que toda a equipa está de parabéns mas permitam-me que distinga um jogador: Polga!
Custou mas foi! Tivemos um "quatro em um" com este primeiro golo: foi um golo (aahh! a falta que eles fazem!!!), excelente, decisivo, e foi-o justamente na primeira vitória fora do Sporting para a CL.
Estou certo que apesar de termos de congratular toda a equipa pelo seu desempenho estarão comigo nesta distinção que faço ao Polga.
Agora vá lá malta: provem que a fava saiu aos outros!
Porque é que o Sporting não chega às 40.000 gameboxes e aos 100.000 sócios?
Sob este título vem o blogue Ofensiva 1906 arrolando razões para o, até agora, insucesso da campanha (?) movida pela direcção do Sporting. Nem sempre estamos de acordo com o O/06, mas não podemos deixar de dizer que a estratégia de desenvolvimento deste desígnio se revela muito incompleta, para dizer o menos.
Porquê? Porque não existe qualquer ideia agregadora dos associados em torno do clube.
E tal, como vimos reiteradamente dizendo, não parece fazer parte das preocupações da presente direcção. Parece não haver qualquer vontade de dar aos sócios a importância que eles deveriam ter, como autêntica seiva alimentadora de uma paixão que é o Sporting. Para isso os sócios deveriam ser chamados a participar na vida do clube, sentir-se com possibilidade de influenciar as decisões, sentir-se parte integrante da grande instituição que é o Sporting.
Ora isso seria uma grande chatice! Para os dirigentes actuais é muito mais fácil haver quem decide, eles, e quem acata as decisões, os sócios. As Assembleias-gerais são um fórum em que os associados apenas se sentem com vontade de intervir em raros momentos da vida do clube. E mesmo assim, a maioria da vezes para, uma vez que não existe apelo à participação nem discussão interna dos temas, seguirem de forma resignada e obediente o que preconizam os dirigentes.
Acções de expansão e agregação de apoio aos núcleos e delegações, campanhas de estímulo à angariação de novos associados, são feitas apenas com recurso a métodos de marketing e não têm alma; nelas não participa a componente que empolga, que suscita a paixão e o desejo de participar.
Mas tem tudo a ver com o perfil dos dirigentes que temos.
Porquê? Porque não existe qualquer ideia agregadora dos associados em torno do clube.
E tal, como vimos reiteradamente dizendo, não parece fazer parte das preocupações da presente direcção. Parece não haver qualquer vontade de dar aos sócios a importância que eles deveriam ter, como autêntica seiva alimentadora de uma paixão que é o Sporting. Para isso os sócios deveriam ser chamados a participar na vida do clube, sentir-se com possibilidade de influenciar as decisões, sentir-se parte integrante da grande instituição que é o Sporting.
Ora isso seria uma grande chatice! Para os dirigentes actuais é muito mais fácil haver quem decide, eles, e quem acata as decisões, os sócios. As Assembleias-gerais são um fórum em que os associados apenas se sentem com vontade de intervir em raros momentos da vida do clube. E mesmo assim, a maioria da vezes para, uma vez que não existe apelo à participação nem discussão interna dos temas, seguirem de forma resignada e obediente o que preconizam os dirigentes.
Acções de expansão e agregação de apoio aos núcleos e delegações, campanhas de estímulo à angariação de novos associados, são feitas apenas com recurso a métodos de marketing e não têm alma; nelas não participa a componente que empolga, que suscita a paixão e o desejo de participar.
Mas tem tudo a ver com o perfil dos dirigentes que temos.
A Liga e a arbitragem
Importa situar o problema da arbitragem do futebol dos escalões principais no terreno supra-clubístico. Da arbitragem se exige que seja isenta e competente. Nenhuma destas exigências constitui matéria do domínio da metafísica. Aliás, um dos pecados originais da arbitragem é justamente o de pensar que ela é mais do que é. Os árbitros têm de apitar e bem. Sem enganos, de forma imparcial e tecnicamente correcta. A função, é bom que se lembre, é de entre as que estão envolvidas no universo do futebol de topo a menos exigente e de mais fácil execução. A arbitragem só é assunto porque os seus agentes fazem dela assunto. De outra forma tudo isto passaria ao lado. Os árbitros não são, nem nunca serão "vedetas" da bola.
O que se tem vindo a passar neste começo de época em matéria de arbitragem em Portugal é absolutamente inadmissível e totalmente indesculpável. Depois de passarmos por um período de enorme turbulência com os problemas de suspeita de corrupção conhecidos (que exigiriam agora dos responsáveis cuidados redobrados), depois das promessas solenes e das demonstrações pirotécnicas a que assistimos na pré-época, o que sobrou foi este triste festival que têm sido as actuações dos árbitros, as suas reacções e a conversa perfeitamente lamentável dos responsáveis da arbitragem.
Um espetáculo verdadeiramente triste este a que somos forçados a assistir reiteradamente todos os fins de semana, feito de um patético desfile de "casos" e de um comportamento dos agentes do sector que não pode deixar de causar senão um enorme sentimento de apreensão.
A situação exige uma tomada firme e urgente de medidas por parte dos clubes. A LPFP não resolveu nenhum dos problemas da arbitragem. Há que reconhecer isto e atribuir responsabilidades. O senhor Vítor Pereira e o senhor Hermínio Loureiro são incompetentes e não merecem ocupar os lugares que ocupam. A arbitragem exige um outro arcaboiço, uma outra disponibilidade, uma outra postura e um outro saber que estes senhores obviamente não têm.
Já se percebeu tudo isso perfeitamente. Agora há que agir.
O que se tem vindo a passar neste começo de época em matéria de arbitragem em Portugal é absolutamente inadmissível e totalmente indesculpável. Depois de passarmos por um período de enorme turbulência com os problemas de suspeita de corrupção conhecidos (que exigiriam agora dos responsáveis cuidados redobrados), depois das promessas solenes e das demonstrações pirotécnicas a que assistimos na pré-época, o que sobrou foi este triste festival que têm sido as actuações dos árbitros, as suas reacções e a conversa perfeitamente lamentável dos responsáveis da arbitragem.
Um espetáculo verdadeiramente triste este a que somos forçados a assistir reiteradamente todos os fins de semana, feito de um patético desfile de "casos" e de um comportamento dos agentes do sector que não pode deixar de causar senão um enorme sentimento de apreensão.
A situação exige uma tomada firme e urgente de medidas por parte dos clubes. A LPFP não resolveu nenhum dos problemas da arbitragem. Há que reconhecer isto e atribuir responsabilidades. O senhor Vítor Pereira e o senhor Hermínio Loureiro são incompetentes e não merecem ocupar os lugares que ocupam. A arbitragem exige um outro arcaboiço, uma outra disponibilidade, uma outra postura e um outro saber que estes senhores obviamente não têm.
Já se percebeu tudo isso perfeitamente. Agora há que agir.
segunda-feira, 1 de outubro de 2007
Golos, precisam-se!
Paulo Bento é um homem de princípios, e isso só lhe fica bem.
O primeiro destes princípios dá uma segurança a quem o contratar: equipa que ele treine já se sabe que tem um modelo de jogo. Portanto, com ele vai também esse modelo. No Sporting esse modelo expressa-se normalmente pelo sistema de 4x4x2/losango, mas, em fases determinadas do jogo (quando é preciso para recuperar de um resultado adverso, por exemplo), tem utilizado um sistema de apenas 3 defesas (um 3x5x2 que se desdobra em 3x3x4 em acções atacantes). Em termos de sistema é usual o transporte da bola de pé para pé com pressão alta, mas também se utiliza o jogo directo com passes longos do guarda-redes ou dos centrais, em circunstâncias do jogo que o exigem (normalmente para tentar surpreender o adversário).
As contratações desta época não foram feitas à balda ou por catálogo, como pareceu ter acontecido na época passada, mas procurando jogadores para se encaixarem no modelo de jogo da equipa. Se os jogadores têm a qualidade e a capacidade de adaptação ao futebol do Sporting, é coisa para se ver com a continuidade da época.
Ao contrário do que eu supus Derlei acabou por ser o jogador que melhor correspondeu ao pretendido, começando desde logo a mostrar-se como o melhor companheiro que Liedson jamais teve no ataque do Sporting. Como disse em post anterior, “quando o Sporting perde a bola, ambos chateiam os adversários de maneira a voltar a ganhá-la, ou a que estes errem os passes, ou ainda, no limite, fazendo faltas para não deixar o adversário jogar. As faltas do Sporting são, na esmagadora maioria, cometidas ainda no meio-campo do adversário.”
A lesão de Derlei veio complicar as coisas, já que as características de Purovic são muito diferentes das dele, indicando-o para situações de jogo em que é preciso usar o jogo directo. E o jogador não tem demonstrado classe; embora ainda seja cedo para se traçar um veredicto definitivo quanto à sua futura utilidade (está ainda em período de adaptação), tenho poucas esperanças nela. Quanto a Djaló, depois de uma entrada promissora no início da época passada, tarda em juntar aquele bocadinho que lhe falta para ser um bom jogador. E esse bocadinho expressa-se sobretudo na finalização dos lances: remate, cruzamento, último passe. Penso que, mesmo assim, onde ele rende mais é num dos vértices laterais do losango, mas não é aí que a equipa precisa mais dele.
O saldo de tudo isto tem sido a gritante falta de capacidade concretizadora da equipa. Nomeadamente contra o Benfica, viu-se bem que a nossa equipa exibiu um jogo de conjunto muito superior ao do adversário só pecando justamente na concretização. É este, presentemente, o principal problema do Sporting, que o tem levado a perder pontos no campeonato e ditou a derrota contra o Manchester.
Vejamos se este aspecto é trabalhado nos treinos e se os intérpretes se superam em jogo, para ganharmos ao Dínamo.
(sem me aperceber, dei a este post o mesmo título que Master deu ao seu último; transmimento de pensação, como diria o outro)
O primeiro destes princípios dá uma segurança a quem o contratar: equipa que ele treine já se sabe que tem um modelo de jogo. Portanto, com ele vai também esse modelo. No Sporting esse modelo expressa-se normalmente pelo sistema de 4x4x2/losango, mas, em fases determinadas do jogo (quando é preciso para recuperar de um resultado adverso, por exemplo), tem utilizado um sistema de apenas 3 defesas (um 3x5x2 que se desdobra em 3x3x4 em acções atacantes). Em termos de sistema é usual o transporte da bola de pé para pé com pressão alta, mas também se utiliza o jogo directo com passes longos do guarda-redes ou dos centrais, em circunstâncias do jogo que o exigem (normalmente para tentar surpreender o adversário).
As contratações desta época não foram feitas à balda ou por catálogo, como pareceu ter acontecido na época passada, mas procurando jogadores para se encaixarem no modelo de jogo da equipa. Se os jogadores têm a qualidade e a capacidade de adaptação ao futebol do Sporting, é coisa para se ver com a continuidade da época.
Ao contrário do que eu supus Derlei acabou por ser o jogador que melhor correspondeu ao pretendido, começando desde logo a mostrar-se como o melhor companheiro que Liedson jamais teve no ataque do Sporting. Como disse em post anterior, “quando o Sporting perde a bola, ambos chateiam os adversários de maneira a voltar a ganhá-la, ou a que estes errem os passes, ou ainda, no limite, fazendo faltas para não deixar o adversário jogar. As faltas do Sporting são, na esmagadora maioria, cometidas ainda no meio-campo do adversário.”
A lesão de Derlei veio complicar as coisas, já que as características de Purovic são muito diferentes das dele, indicando-o para situações de jogo em que é preciso usar o jogo directo. E o jogador não tem demonstrado classe; embora ainda seja cedo para se traçar um veredicto definitivo quanto à sua futura utilidade (está ainda em período de adaptação), tenho poucas esperanças nela. Quanto a Djaló, depois de uma entrada promissora no início da época passada, tarda em juntar aquele bocadinho que lhe falta para ser um bom jogador. E esse bocadinho expressa-se sobretudo na finalização dos lances: remate, cruzamento, último passe. Penso que, mesmo assim, onde ele rende mais é num dos vértices laterais do losango, mas não é aí que a equipa precisa mais dele.
O saldo de tudo isto tem sido a gritante falta de capacidade concretizadora da equipa. Nomeadamente contra o Benfica, viu-se bem que a nossa equipa exibiu um jogo de conjunto muito superior ao do adversário só pecando justamente na concretização. É este, presentemente, o principal problema do Sporting, que o tem levado a perder pontos no campeonato e ditou a derrota contra o Manchester.
Vejamos se este aspecto é trabalhado nos treinos e se os intérpretes se superam em jogo, para ganharmos ao Dínamo.
(sem me aperceber, dei a este post o mesmo título que Master deu ao seu último; transmimento de pensação, como diria o outro)
sábado, 29 de setembro de 2007
Golos, precisa-se!
Começa a ser preocupante a falta de golos desta equipa do Sporting. Embora não falte talento, arreganho e confiança à equipa é preciso não perder a noção que os campeonatos se ganham ganhando jogos, mas os jogos ganham-se marcando. Ainda por cima, à falta de golos do Sporting há sempre aquela possibilidade --maçadora é certo...-- do adversário não sofrer do mesmo mal e não se fazer rogado.
Não me parece que seja por falta de atributos ou de oportunidades, nem por falta de organização. Portanto será fácil resolver este problema. Ou não será assim?
0-0 é, em todo o caso, um resultado completamente infeliz.
Uma palavra de destaque para Romagnoli. Só faltam mesmo (a ele também...) os golos. De resto, cinco estrelas.
Não me parece que seja por falta de atributos ou de oportunidades, nem por falta de organização. Portanto será fácil resolver este problema. Ou não será assim?
0-0 é, em todo o caso, um resultado completamente infeliz.
Uma palavra de destaque para Romagnoli. Só faltam mesmo (a ele também...) os golos. De resto, cinco estrelas.
sexta-feira, 28 de setembro de 2007
SE FOSSE SÓ A SIC...
A bofetada que PSL deu na SIC parece estar a acordar a malta, que é o que faz falta...
Eu na semana passada também fiquei cheio de brotoeja por causa da importância que a RTP1 deu ao Mourinho e ao Scolari, no seu noticiário da noite.
Há 60 anos, os treinadores de futebol tão depressa eram bestiais como bestas.
Agora, não.
Na passada Quinta-feira, a RTP abriu o noticiário das 20 horas com o drama do semi-despedimento do bestial treinador de futebol José Mourinho. Durou 15 minutos, com entrevistas e reportagens em directo de Inglaterra. Logo a seguir, a tragédia do semi-murro dado por outro bestial treinador e seleccionador de Portugal, Felipe Scolari.
No dia seguinte, a RTP continuou o seu inestimável serviço público com mais um quarto de hora da telenovela José Mourinho, em horário nobre, prometendo a continuação para depois do noticiário. Eis o estado da Nação.
Já ninguém estranha, já ninguém se indigna. O povo sereno, está cada vez mais domesticado pelo sistema.
O futebol vai cumprindo a sua missão como instrumento para estupidificar o povo, manejado pelos meios de comunicação social, alimentado pelos agentes-empresários, acarinhado pelos políticos e dirigentes desportivos.
Há 60 anos, quem ganhava jogos, campeonatos e taças eram os jogadores dos clubes. Hoje, são os treinadores bestiais… Mourinho dixit.
Tanto Mourinho como Scolari podem ser dos melhores treinadores de futebol do mundo. Não discuto. Só que ser treinador de futebol é uma profissão que poucos conhecimentos e faculdades exige. Uma profissão que todos nós pensamos poder exercer. Compare-se um treinador de futebol com, por exemplo, um maestro de uma orquestra sinfónica.
Porque ganham então os treinadores rios de dinheiro? Porque só assim, movimentando milhões, o futebol pode alimentar máfias, parasitas e vigaristas. Por isso, hoje, os treinadores são sempre bestiais, as bestas, mansas, somos nós.
Eu na semana passada também fiquei cheio de brotoeja por causa da importância que a RTP1 deu ao Mourinho e ao Scolari, no seu noticiário da noite.
Há 60 anos, os treinadores de futebol tão depressa eram bestiais como bestas.
Agora, não.
Na passada Quinta-feira, a RTP abriu o noticiário das 20 horas com o drama do semi-despedimento do bestial treinador de futebol José Mourinho. Durou 15 minutos, com entrevistas e reportagens em directo de Inglaterra. Logo a seguir, a tragédia do semi-murro dado por outro bestial treinador e seleccionador de Portugal, Felipe Scolari.
No dia seguinte, a RTP continuou o seu inestimável serviço público com mais um quarto de hora da telenovela José Mourinho, em horário nobre, prometendo a continuação para depois do noticiário. Eis o estado da Nação.
Já ninguém estranha, já ninguém se indigna. O povo sereno, está cada vez mais domesticado pelo sistema.
O futebol vai cumprindo a sua missão como instrumento para estupidificar o povo, manejado pelos meios de comunicação social, alimentado pelos agentes-empresários, acarinhado pelos políticos e dirigentes desportivos.
Há 60 anos, quem ganhava jogos, campeonatos e taças eram os jogadores dos clubes. Hoje, são os treinadores bestiais… Mourinho dixit.
Tanto Mourinho como Scolari podem ser dos melhores treinadores de futebol do mundo. Não discuto. Só que ser treinador de futebol é uma profissão que poucos conhecimentos e faculdades exige. Uma profissão que todos nós pensamos poder exercer. Compare-se um treinador de futebol com, por exemplo, um maestro de uma orquestra sinfónica.
Porque ganham então os treinadores rios de dinheiro? Porque só assim, movimentando milhões, o futebol pode alimentar máfias, parasitas e vigaristas. Por isso, hoje, os treinadores são sempre bestiais, as bestas, mansas, somos nós.
domingo, 23 de setembro de 2007
À atenção da Exma. Direcção da Sporting SAD
Venho pela presente apresentar formalmente uma sugestão. Ocorreu-me que seria interessante que V. Exas. desenvolvessem esforços no sentido de reconverter o Estádio de Alvalade para a actividade agrícola. Sugiro a batata, o tomate, o feijão verde, talvez mesmo o arroz, o rabanete, sei lá...
Sugiro mesmo que V. Exas. participem na nova actividade procurando munir-se de enxadas, tractores e talvez mesmo ancinhos, porque como gestores da coisa futebolística V. Exas. se me afiguram um total fracasso. Os factos provam que V. Exas. não possuem as qualidades básicas requeridas para essa função.
Depois de uma análise sumária do que se vem passando desde que o Estádio foi inagurado somos em crer que a actividade que ora sugerimos terá, seguramente, um sucesso bem maior que a actual actividade que se desenrola regularmente no Estádio.
Com os melhores cumprimentos...
Sugiro mesmo que V. Exas. participem na nova actividade procurando munir-se de enxadas, tractores e talvez mesmo ancinhos, porque como gestores da coisa futebolística V. Exas. se me afiguram um total fracasso. Os factos provam que V. Exas. não possuem as qualidades básicas requeridas para essa função.
Depois de uma análise sumária do que se vem passando desde que o Estádio foi inagurado somos em crer que a actividade que ora sugerimos terá, seguramente, um sucesso bem maior que a actual actividade que se desenrola regularmente no Estádio.
Com os melhores cumprimentos...
quinta-feira, 20 de setembro de 2007
Q.E.D.

Perdemos. É verdade. Mas, eu estou contente. Uma análise fria do que se passou em campo revela que nos batemos perfeitamente de igual para igual com o Manchester United. Nada a assinalar sob o ponto de vista dos pressupostos que referi no post anterior. O Sporting foi forte, concentrado e frio. Esta é a única conclusão que se pode extrair da prestação da equipa no jogo de ontem. De resto a bola é redonda e há... Ronaldo!
A propósito dele, creio que no panorama do futebol internacional será difícil observar muitas situações como aquela que ocorreu ontem. A reacção de Ronaldo e a reacção dos espectadores diz bem o que é o Sporting. Aliás, são acontecimentos como este que dizem bem o que é afinal o Sporting. O resto é conversa.
O Sporting é uma escola de virtudes e a equipa está fortíssima. Q.E.D.!
terça-feira, 18 de setembro de 2007
Votos para amanhã
Para meu grande desgosto amanhã nem o relato do jogo posso ouvir. Em todo o caso, deixo aqui votos de grande sucesso e manifesto a minha enorme confiança nesta equipa. Claro que o Sporting não poderá nunca desconcentrar-se, nem facilitar. Mas, esta equipa já demonstrou que é capaz de jogar de forma eficaz para atingir os seus objectivos.
O pior que poderá acontecer a este Sporting da minha alma, será encarar este jogo e encarar-se a si próprio como "a surpresa da jornada", lutar apenas por fazer o brilharete ocasional ou contentar-se com a manchete efémera. O êxito é para continuar e o palco da Champions é para pisar como se de um acto rotineiro se tratasse. Para isso os jogadores do Sporting terão de pensar que estão nesse palco por direito próprio, que têm todas as condições para triunfar e que têm o dever de oferecer esse triunfo aos adeptos. Nestas coisas do futebol o melhor é não pedir meças a ninguém e agir com convicção, inteligência, frieza e "cinismo". É isto, pois, que se lhes pede.
O Sporting tem estado esta época a revelar, no meu entender, sinais crescentes de maturidade, qualidade que irá ser especialmente útil amanhã.
Curiosamente, eu que não vou como disse poder ver o jogo, também vou estar numa situação em tudo semelhante. Estaremos pois irmanados até nisto.
O pior que poderá acontecer a este Sporting da minha alma, será encarar este jogo e encarar-se a si próprio como "a surpresa da jornada", lutar apenas por fazer o brilharete ocasional ou contentar-se com a manchete efémera. O êxito é para continuar e o palco da Champions é para pisar como se de um acto rotineiro se tratasse. Para isso os jogadores do Sporting terão de pensar que estão nesse palco por direito próprio, que têm todas as condições para triunfar e que têm o dever de oferecer esse triunfo aos adeptos. Nestas coisas do futebol o melhor é não pedir meças a ninguém e agir com convicção, inteligência, frieza e "cinismo". É isto, pois, que se lhes pede.
O Sporting tem estado esta época a revelar, no meu entender, sinais crescentes de maturidade, qualidade que irá ser especialmente útil amanhã.
Curiosamente, eu que não vou como disse poder ver o jogo, também vou estar numa situação em tudo semelhante. Estaremos pois irmanados até nisto.
segunda-feira, 17 de setembro de 2007
Portugal nasceu contra a vontade do Papa, quem é o International Board para se considerar o único que faz leis do futebol?
Eu com tanto que fazer… mas não consigo ficar calado perante tanta asneira do Sr. Vitor Pereira!
A última é confundir regras do jogo com tácticas de jogo. Não percebi se este senhor acha que a “sua equipa” deve ter tácticas escondidas dos clubes. Do modo que falou pareceu repreender o Sr. Paulo Pereira por ter mostrado um “documento interno”.
Os desnorte é grande e HL já o devia ter demitido, reparem:
1 Os clubes devem conhecer as leis: quererá o senhor Vitor Pereira dizer com esta observação que os árbitros não? É que não vejo outra explicação para uma nota a explicar secretamente o que os outros supostamente já sabem publicamente.
2 O documento é interno da equipa: os árbitros recebem instruções de interpretação das leis do jogo (único motivo para tal nota) mas os intérpretes do jogo devem ter conhecimento dessa interpretação quando sofrerem as faltas e os cartões (lindo!).
3 Os clubes não nos relevam as suas tácticas: MAS O QUE É QUE É ISTO? Então o senhor presidente da arbitragem confunde interpretação das leis de jogo com execução do jogo? E espera que fiquemos confiantes no futuro do campeonato?
4 A nota em si: por que razão é que a FIFA não demite o Sr. Vitor Pereira? É que ele está a inventar novas leis de jogo que não estão de acordo nem com o espírito nem com a letra da lei.
Por fim 2 desejos:
1 Que um dos nossos árbitros ao serviço da UEFA cumpra esta nota do Sr. Vitor Pereira. Pode ser que assim a UEFA se questione sobre o que se passa por aqui e perceba que os problemas disciplinares das nossas selecções se estendem a bizarrias dos árbitros
2 Que HL deixe o blogue e presida ao futebol profissional (ou se demita, caso a ambição política seja mais forte)
Duas perguntas à laia de P.S. (já que o futebol está entregue a deputados do PSD):
LFV não comenta porque esta é a comissão que vai instituir a sua nova ordem?
PC não reage porque, apesar de ser apetecível demonstrar que há apitos de outras cores, custa muito reconhecer que a liderança é imerecida?
A última é confundir regras do jogo com tácticas de jogo. Não percebi se este senhor acha que a “sua equipa” deve ter tácticas escondidas dos clubes. Do modo que falou pareceu repreender o Sr. Paulo Pereira por ter mostrado um “documento interno”.
Os desnorte é grande e HL já o devia ter demitido, reparem:
1 Os clubes devem conhecer as leis: quererá o senhor Vitor Pereira dizer com esta observação que os árbitros não? É que não vejo outra explicação para uma nota a explicar secretamente o que os outros supostamente já sabem publicamente.
2 O documento é interno da equipa: os árbitros recebem instruções de interpretação das leis do jogo (único motivo para tal nota) mas os intérpretes do jogo devem ter conhecimento dessa interpretação quando sofrerem as faltas e os cartões (lindo!).
3 Os clubes não nos relevam as suas tácticas: MAS O QUE É QUE É ISTO? Então o senhor presidente da arbitragem confunde interpretação das leis de jogo com execução do jogo? E espera que fiquemos confiantes no futuro do campeonato?
4 A nota em si: por que razão é que a FIFA não demite o Sr. Vitor Pereira? É que ele está a inventar novas leis de jogo que não estão de acordo nem com o espírito nem com a letra da lei.
Por fim 2 desejos:
1 Que um dos nossos árbitros ao serviço da UEFA cumpra esta nota do Sr. Vitor Pereira. Pode ser que assim a UEFA se questione sobre o que se passa por aqui e perceba que os problemas disciplinares das nossas selecções se estendem a bizarrias dos árbitros
2 Que HL deixe o blogue e presida ao futebol profissional (ou se demita, caso a ambição política seja mais forte)
Duas perguntas à laia de P.S. (já que o futebol está entregue a deputados do PSD):
LFV não comenta porque esta é a comissão que vai instituir a sua nova ordem?
PC não reage porque, apesar de ser apetecível demonstrar que há apitos de outras cores, custa muito reconhecer que a liderança é imerecida?
domingo, 16 de setembro de 2007
Os meus comentários no Blog de HL
Para que tenham conhecimento enviei os seguintes comentários ao Sr. HL
1. Será que o Sr. Presidente não devia estar mais preocupado com o papel que não cumpriu enquanto vice-presidente da FPF? É que eu de pessoas que ocupam cargos não quero opiniões pessoais. Quero opiniões institucionais ( as pessoais exporá nos órgãos competentes que ocupa, não será?). Mas já agora…. Onde está o seu pedido de desculpa aos portugueses por não ter desempenhado o seu papel, isto é, ter impedido o seleccionador nacional de fazer as figuras tristes que fez nas 2 entrevistas posteriores ao jogo?
2. Comentário aguarda aprovação.
Como trata este caso do seleccionador num blog não pode postar sobre a Incompetência dos árbitros?
1. Será que o Sr. Presidente não devia estar mais preocupado com o papel que não cumpriu enquanto vice-presidente da FPF? É que eu de pessoas que ocupam cargos não quero opiniões pessoais. Quero opiniões institucionais ( as pessoais exporá nos órgãos competentes que ocupa, não será?). Mas já agora…. Onde está o seu pedido de desculpa aos portugueses por não ter desempenhado o seu papel, isto é, ter impedido o seleccionador nacional de fazer as figuras tristes que fez nas 2 entrevistas posteriores ao jogo?
2. Comentário aguarda aprovação.
Como trata este caso do seleccionador num blog não pode postar sobre a Incompetência dos árbitros?
http://www.4linhas.com/
O Presidente da LPFP tem um blog (http://www.4linhas.com/). Está no seu direito. Mas pode alguém que é detentor de um cargo público emitir a sua opinião pessoal sobre o exercício desse cargo num blog? Tenho a minhas séria dúvidas que seja leal, justo e ético publicar frases como “Scolari no final do jogo passou-se…”.
O presidente da Liga, por inerência 1º vice-presidente da FPF, não pode, na minha opinião, fazê-lo. É pode por em causa a tomada de posição da FPF e da própria LPFP.
Os jornalistas, desde a TSF ao público, passando pela bola, só para falar dos que leio e ouço, parecem não ter nada a dizer sobre esta questão. Estranho, ou talvez não (o que interessa à comunicação social o papel dos editores de blogs?).
Reparem (se não repararam, eu realço) que não falei do tom de conversa de café empregue. Mas se Hermínio Loureiro estivesse preocupado com o papel que estava a desempenhar em vez de estar a tomar notas para o blog estaria, no final do jogo, a explicar ao seleccionador nacional que não podia ir à conferencia de imprensa e ao flash interview por não estar em condições de representar a selecção naquele momento. Mas para isso seria preciso:
Ter “tomates” para agarrar o Scolari e lhe explicar que naquele dia não falava mais (até o ajudava com a família que teria menos 3 ou 4 razões para estar zangada com ele).
Perceber que quem se passa não entende que se passa e por isso agrava o índice de figuras tristes.
Não fazia o papel de vítima que teve que pedir desculpas em nome da FPF.
Perceber que desempenhar um cargo não é ir à bola e inventar uma taça enquanto a arbitragem afunda o campeonato para uma história negra ao fim de 4 jornadas.
O presidente da Liga, por inerência 1º vice-presidente da FPF, não pode, na minha opinião, fazê-lo. É pode por em causa a tomada de posição da FPF e da própria LPFP.
Os jornalistas, desde a TSF ao público, passando pela bola, só para falar dos que leio e ouço, parecem não ter nada a dizer sobre esta questão. Estranho, ou talvez não (o que interessa à comunicação social o papel dos editores de blogs?).
Reparem (se não repararam, eu realço) que não falei do tom de conversa de café empregue. Mas se Hermínio Loureiro estivesse preocupado com o papel que estava a desempenhar em vez de estar a tomar notas para o blog estaria, no final do jogo, a explicar ao seleccionador nacional que não podia ir à conferencia de imprensa e ao flash interview por não estar em condições de representar a selecção naquele momento. Mas para isso seria preciso:
Ter “tomates” para agarrar o Scolari e lhe explicar que naquele dia não falava mais (até o ajudava com a família que teria menos 3 ou 4 razões para estar zangada com ele).
Perceber que quem se passa não entende que se passa e por isso agrava o índice de figuras tristes.
Não fazia o papel de vítima que teve que pedir desculpas em nome da FPF.
Perceber que desempenhar um cargo não é ir à bola e inventar uma taça enquanto a arbitragem afunda o campeonato para uma história negra ao fim de 4 jornadas.
Processo Apito Estragado
Depois de nos terem enchido os ouvidos com promessas de alterações de fundo no domínio da arbitragem, depois dos auricularares, dos microfones e da iminente perspectiva de profissionalização, é com espanto que assistimos a este calvário que têm sido as arbitragens desta Liga 2007-2008.
Hoje lá tivemos mais um festival. Aquela arbitragem do Estrela-SCP, em especial o penalti que ficou por marcar e aquele cartão amarelo dado ao Abel, somado àquele sorrisinho pateta do árbitro vão certamente ficar na nossa memória por algum tempo. O pior é que tirando este exemplo tem sido sempre assim...
Aqui há tempo alguém que não recordo quem era, dizia que o problema dos árbitros portugueses não é a corrupção, os quinhentinhos, a fruta ou as viagens ao Brasil. O problema seria, segundo quem fazia este comentário, mesmo a incompetência. E eu começo a concordar. Não podemos branquear as situações de corrupção que têm de ser devidamente punidas, mas na generalidade os ábitros portugueses mais os seus chefes, eu rifava-os todos. Ou melhor: envolvia-os em cintos de explosivos e sugeria o "produto" à Al-Qaeda. Assim ainda davam algum lucro à Liga e lá se castigavam os verdadeiros terroristas...
Quanto ao jogo, sem espinhas. Foi pena termos ficado pelos 0-2. Merecia resultado mais volumoso.
Hoje lá tivemos mais um festival. Aquela arbitragem do Estrela-SCP, em especial o penalti que ficou por marcar e aquele cartão amarelo dado ao Abel, somado àquele sorrisinho pateta do árbitro vão certamente ficar na nossa memória por algum tempo. O pior é que tirando este exemplo tem sido sempre assim...
Aqui há tempo alguém que não recordo quem era, dizia que o problema dos árbitros portugueses não é a corrupção, os quinhentinhos, a fruta ou as viagens ao Brasil. O problema seria, segundo quem fazia este comentário, mesmo a incompetência. E eu começo a concordar. Não podemos branquear as situações de corrupção que têm de ser devidamente punidas, mas na generalidade os ábitros portugueses mais os seus chefes, eu rifava-os todos. Ou melhor: envolvia-os em cintos de explosivos e sugeria o "produto" à Al-Qaeda. Assim ainda davam algum lucro à Liga e lá se castigavam os verdadeiros terroristas...
Quanto ao jogo, sem espinhas. Foi pena termos ficado pelos 0-2. Merecia resultado mais volumoso.
sexta-feira, 14 de setembro de 2007
A difícil arte de estar calado
Ora ai está!
O folhetim Scolari já mete o Presidente da República e tudo! Cavaco Silva declara-se triste. Vem juntar a voz a Pedro Silva Pereira e Laurentino Dias que, todos eles, derramam palavras severas sobre o selecionador nacional.
Tudo isto daria vontade de rir, não fora estarmos afinal perante uma tragédia em potência.
A selecção nacional de futebol não é nenhuma direcção geral, nenhuma secretaria de estado ou ministério. Não vemos pelo menos nenhum programa de contenção de despesas à sua volta... O assunto que está em discussão não é nenhum assunto de estado, não envolve nenhuma medida política, não tem efeitos na mecânica da justiça. Trata-se apenas de um caso em que um tipo dá uma latada noutro.
Se fosse justificar-se-ia o comentário a tão alto nível. Não sendo, tudo isto começa a cheirar a farsa perigosa. O Presidente da República e os membros do Governo estão a deitar gasolina para uma fogueira que era melhor que fosse apagada. Quem é o responsável se o fogo atear mesmo?
A menos que...
A menos que o cargo de Scolari seja encarado como se de um director geral ou de um secretário de estado se tratasse. E então, se assim é, alguém do governo tem de ser responsabilizado pela sua contratação e por esta imagem que tudo isto gerou. Alguém nas esferas mais altas do poder tem de prestar contas perante o povo português e explicar que programa foi traçado para a instituição futebol, que resultados se espera alcançar e que medidas estão previstas no caso dos objectivos não serem atingidos. Em nome do povo portugês alguém tem de vir explicar que altos desígnios nacionais estão aqui em jogo para que os mais altos dignitários políticos se venham manifestar de forma tão veemente. E alguém tem de agir com outra determinação e não ficar à espera para ver.
Ou será...
Ou será que afinal estamos perante aquilo que venho aqui escrevendo desde há alguns dias: esta gente está-se marimbando para o desporto e não tem uma ideia que se veja sobre desporto, mas não perde ocasião para nele se encavalitar sempre que a ocasião se revela mais propícia.
Se o que vimos é apenas um jogo da bola deixem o futebol em paz e ocumpem-se de assuntos mais importantes. Se o que vimos transcende o mero jogo da bola expliquem-nos qual é o grande desígnio que está aqui em debate e qual o significado político que se extrai de tudo isto porque assim a gente não se entende.
Também se pode tratar, é certo, apenas do exercício incompetente da difícil arte de estar calado...
O folhetim Scolari já mete o Presidente da República e tudo! Cavaco Silva declara-se triste. Vem juntar a voz a Pedro Silva Pereira e Laurentino Dias que, todos eles, derramam palavras severas sobre o selecionador nacional.
Tudo isto daria vontade de rir, não fora estarmos afinal perante uma tragédia em potência.
A selecção nacional de futebol não é nenhuma direcção geral, nenhuma secretaria de estado ou ministério. Não vemos pelo menos nenhum programa de contenção de despesas à sua volta... O assunto que está em discussão não é nenhum assunto de estado, não envolve nenhuma medida política, não tem efeitos na mecânica da justiça. Trata-se apenas de um caso em que um tipo dá uma latada noutro.
Se fosse justificar-se-ia o comentário a tão alto nível. Não sendo, tudo isto começa a cheirar a farsa perigosa. O Presidente da República e os membros do Governo estão a deitar gasolina para uma fogueira que era melhor que fosse apagada. Quem é o responsável se o fogo atear mesmo?
A menos que...
A menos que o cargo de Scolari seja encarado como se de um director geral ou de um secretário de estado se tratasse. E então, se assim é, alguém do governo tem de ser responsabilizado pela sua contratação e por esta imagem que tudo isto gerou. Alguém nas esferas mais altas do poder tem de prestar contas perante o povo português e explicar que programa foi traçado para a instituição futebol, que resultados se espera alcançar e que medidas estão previstas no caso dos objectivos não serem atingidos. Em nome do povo portugês alguém tem de vir explicar que altos desígnios nacionais estão aqui em jogo para que os mais altos dignitários políticos se venham manifestar de forma tão veemente. E alguém tem de agir com outra determinação e não ficar à espera para ver.
Ou será...
Ou será que afinal estamos perante aquilo que venho aqui escrevendo desde há alguns dias: esta gente está-se marimbando para o desporto e não tem uma ideia que se veja sobre desporto, mas não perde ocasião para nele se encavalitar sempre que a ocasião se revela mais propícia.
Se o que vimos é apenas um jogo da bola deixem o futebol em paz e ocumpem-se de assuntos mais importantes. Se o que vimos transcende o mero jogo da bola expliquem-nos qual é o grande desígnio que está aqui em debate e qual o significado político que se extrai de tudo isto porque assim a gente não se entende.
Também se pode tratar, é certo, apenas do exercício incompetente da difícil arte de estar calado...
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