Já se ouvem por aí umas "bicadas" no Cristiano Ronaldo depois do jogo de ontem...
A linha de gestão do Sporting fala na necessidade de uma presença regular na Champions League. Nada a opor. Esta deveria aliás ser uma questão consensual. Mas, há coisas a fazer primeiro.
Desde logo e antes de tudo o mais, o Sporting tem de decidir se quer estar presente na CL para jogar a sério nesta competição ou para fingir que é um dos grandes da alta roda futebolística europeia. Francamente, com presenças nesta competição como as que o Sporting tem tido sistematicamente desde há anos a esta parte eu acho que é preferível nem lá meter os pés. O balanço final desta operação europeia é patético.
Tenho para mim que um comportamento destes é altamente lesivo para a imagem do Clube. Os dirigentes terão de decidir se querem ter um Sporting competitivo, capaz de levar mais longe (não é o mais longe possível, é longe...!) o seu esforço europeu, ou se querem insistir nesta triste nesta figura triste.
O que fica do Sporting na CL é isto: eliminatórias para entrada na fase de grupos em ano mau (a estatística creio que mostra que esta é a norma...), ou, em ano de abundância (quando lá acontece ficarmos em segundo no campeonato doméstico...), termos entrada directa na fase de grupos para cedo nos vermos afastados do resto da competição garantindo, na melhor das hipóteses, uma presença na Taça UEFA.
Fazer a figura que o Sporting sistematicamente faz na grande competição europeia de clubes é desprestigiante, desmotivador para todos (é-o certamente para os adeptos) e trará, como é fácil esperar, um rol de consequências negativas para a vida do Clube. Duvido até que, contas feitas, dê algum lucro...
Claro que para que algo mude neste domínio é preciso que o Sporting encare a actividade do futebol a sério e mude uma série de opções estratégicas que vem tomando desde há anos, de investimentos e de pessoas que comprometem seriamente qualquer hipótese de sucesso. Não é possível ser "grande" e querer ser um clube de formação. Para "montra" a presença do Sporting nas competições europeias fica aquém do que seria de esperar. E não é possível ser um clube de formação e fornecer aos outros (e não me refiro necessariamente apenas a clubes estrangeiros) as armas que nos vão depois derrotar e fazer abortar os nossos desígnios. Formação para quê, formação para quem?
Há qualquer coisa de profundamente errado e triste nisto tudo.
O Ronaldo fez o que devia fazer nos dois jogos que disputou contra o seu antigo clube, o Clube que o formou. A pergunta que se coloca é esta: e o seu antigo Clube? Fez o que devia fazer para estar ao nível competitivo que uma CL impõe? Quem é que está errado nesta equação? E se não está ao nível que se exige o que anda de facto lá a fazer? Que lucro tira o Sporting, verdadeiramente, da sua presença fugaz na CL?
Quem é que está errado em tudo isto?
quarta-feira, 28 de novembro de 2007
terça-feira, 27 de novembro de 2007
Num jogo a feijões nem nos sobraram os milhões
Num jogo sem história, para uma competição com fim anunciado, numa noite inglória valeram os ecos dos Sportinguistas presentes em Old Trafford! Que bom foi ouvi-los!
Foi seguramente o melhor de tudo isto.
Os Sportinguistas presentes nas bancadas do estádio do MU cumpriram o seu papel, com arreganho e sem se desconcentrarem até ao fim.
Foi seguramente o melhor de tudo isto.
Os Sportinguistas presentes nas bancadas do estádio do MU cumpriram o seu papel, com arreganho e sem se desconcentrarem até ao fim.
segunda-feira, 26 de novembro de 2007
Vivó Sporting

Ando um bocado atrasado nos tempos de escrita. É por isso que só agora, passados uns dias, conto o que se passou no lançamento do pequeno livro em que Sérgio Godinho entrevista João Moutinho.
No lançamento, o jornalista Carlos Daniel, apresentando o livro, referiu que Moutinho reconhece que era do Benfica quando tinha 11 anos e que só mudou quando chegou ao Sporting. Quando falou, Moutinho disse que era, de facto, benfiquista em pequeno, por influência do pai (que lá jogou 9 anos), mas que só podia ter mudado, dada a maneira como o Sporting o formou. Isso mesmo havia eu percebido um pouco antes em conversa com o pai de Moutinho, antes do acto; este reconheceu que foi do Benfica, mas que mudou para o Sporting no momento em que (e ele contava isto com emoção) o miúdo se estreou a marcar com a camisola verde-branca (contra o Corroios, precisou) e que agora lhe é indiferente o Benfica e nem vê os jogos deles. Disse mais: que era natural ter mudado, dado o que o filho viveu no, e deu ao, Sporting, e dado também O QUE O SPORTING DEU ao filho.
Reforcei a minha vontade de contar isto ao ler o livro, onde, entre outras coisas, se percebe o acompanhamento que o Sporting faz dos estudos dos formandos da Academia.
E ainda mais quando ouvi Beto, actual guarda-redes do Leixões, formado no Sporting, dizer, ao ser entrevistado depois da magnífica exibição contra nós, que nunca se podia esquecer o modo como foi formado no Sporting, como atleta e como homem, mas que, sendo profissional dá tudo em campo pelo clube que lhe paga; embora neste caso com mágoa por isso significar tirar pontos ao seu clube.
E ainda quando, hoje, ouvi a mãe de Miguel Veloso dizer que lá em casa eram todos do Benfica... até o seu filho ter a formação que teve e o sucesso que está a ter no Sporting; aí a família mudou e sofre agora pelo nosso clube.
Embora o momento que atravessamos seja difícil, são muitas razões para que, "rapaziada, ouçam bem o que eu vos digo e gritem todos comigo":
Embora o momento que atravessamos seja difícil, são muitas razões para que, "rapaziada, ouçam bem o que eu vos digo e gritem todos comigo":
VIVÓ SPORTING!
"Pensar faz bem"
O título foi tirado de um artigo de Eduardo Prado Coelho (a saudade que eu tenho de o ler diariamente!) que fui encontrar casualmente no meio de uns recortes que estava a arrumar.
O tema desta crónica de há um ano e tal era a filosofia e as virtudes do pensamento e EPC invocava Cantona, imagine-se!, citado justamente numa revista de filosofia cujo surgimento ele assinalava.
Dizia então Cantona, segundo EPC, que "um belo golo é um golo importante e é ao mesmo tempo um belo golo (...) Um golo é bom quando consiste num acto completo que envolve todas as dimensões do homem."
Quem o imaginaria capaz de um pensamento como este, o Cantona que todos vimos a saltar para a bancada para "enfardar" num espectador que o terá insultado... Ou terá sido este o pensamento inspirador para um dos mais belos golos que vi em toda a minha vida, marcado por este mangnífico atleta ao serviço do Manchester? Lembro-me perfeitamente do golo e da sua pose depois de o marcar. Um espetáculo!
Um golo --como expressão final de todo o futebol, acrescentaria eu-- é belo quando envolve de facto todas as dimensões do homem.
Todas as dimensões do homem...
Perceber-se-á assim melhor de onde vem a "dimensão" do Manchester. Mas, também assim se poderá perceber melhor que dimensões faltam aos homens do Sporting para o Sporting ter mais "dimensão".
Que marquem uns belos golos é o meu desejo sincero!
O tema desta crónica de há um ano e tal era a filosofia e as virtudes do pensamento e EPC invocava Cantona, imagine-se!, citado justamente numa revista de filosofia cujo surgimento ele assinalava.
Dizia então Cantona, segundo EPC, que "um belo golo é um golo importante e é ao mesmo tempo um belo golo (...) Um golo é bom quando consiste num acto completo que envolve todas as dimensões do homem."
Quem o imaginaria capaz de um pensamento como este, o Cantona que todos vimos a saltar para a bancada para "enfardar" num espectador que o terá insultado... Ou terá sido este o pensamento inspirador para um dos mais belos golos que vi em toda a minha vida, marcado por este mangnífico atleta ao serviço do Manchester? Lembro-me perfeitamente do golo e da sua pose depois de o marcar. Um espetáculo!
Um golo --como expressão final de todo o futebol, acrescentaria eu-- é belo quando envolve de facto todas as dimensões do homem.
Todas as dimensões do homem...
Perceber-se-á assim melhor de onde vem a "dimensão" do Manchester. Mas, também assim se poderá perceber melhor que dimensões faltam aos homens do Sporting para o Sporting ter mais "dimensão".
Que marquem uns belos golos é o meu desejo sincero!
sábado, 24 de novembro de 2007
Fora com eles!
Num intervalo dos seus múltiplos afazeres o presidente do Sporting conseguiu encontrar umas horas para estar com a equipa. Viu-a esgatanhar-se toda sem sucesso. Viu o Sporting atrasar-se ainda mais na corrida para o título e, apesar de ainda ser só Novembro, viu, certamente como nós vimos, o filme de uma época inexoravelemente comprometida.
Não estou contra a equipa, não estou contra os atletas, não estou contra a equipa técnica. Estou contra as escolhas estratégicas que os responsáveis pelo Clube têm feito, verdadeiras e únicas razões que conduziram ao resultado de hoje e à caricatura de uma equipa de futebol de alta competição que é este SCP.
Aqui há dias Soares Franco declarou que o Sporting não é comprador na abertura do mercado de inverno. Acrescentou contudo que havia uma "almofada" para o caso de se verificar ser necessária a compra de algum jogador.
Aproveite a "almofada"! Aproveite-a, junte-a à cama que fez e deite-se nela!
E, de caminho desampare-nos, a loja.
Tenha um mínimo de dignidade e antes que o desastre seja irrecuperável peça a demissão.
Não estou contra a equipa, não estou contra os atletas, não estou contra a equipa técnica. Estou contra as escolhas estratégicas que os responsáveis pelo Clube têm feito, verdadeiras e únicas razões que conduziram ao resultado de hoje e à caricatura de uma equipa de futebol de alta competição que é este SCP.
Aqui há dias Soares Franco declarou que o Sporting não é comprador na abertura do mercado de inverno. Acrescentou contudo que havia uma "almofada" para o caso de se verificar ser necessária a compra de algum jogador.
Aproveite a "almofada"! Aproveite-a, junte-a à cama que fez e deite-se nela!
E, de caminho desampare-nos, a loja.
Tenha um mínimo de dignidade e antes que o desastre seja irrecuperável peça a demissão.
quinta-feira, 22 de novembro de 2007
Sem Sportinguistas não há Sporting!!!
Recentemente, surgiram nos blogs (um do Sporting e outro mais "generalista") dois temas, aparentemente díspares, mas afinal ligados. Pedro Vieira discorre no Alvaláxia-Sporting sobre o momento do Clube e as causas profundas da crise. Miguel analisa as contas do Sporting no SectorB32. Ambos os posts refletem afinal aspectos diferentes de um mesmo problema. Os assuntos tratados em ambos os posts servem de tema a uma reflexão que queria aqui deixar.
Não cabe neste espaço entrar em grande detalhe sobre esta complexa matéria porque abordá-la de forma exaustiva seria mais do domínio de um programa de candidatura à Direcção do Clube. Mas vale a pena deixar, nos limites de um blog desta natureza e na condição de observador da causa Sportinguista, algumas reflexões.
Se, como podemos concluir pela leitura das contas de 2006-2007, o exercício é positivo porque é que há crise? E se a crise tem (e efectivamente tem!) uma dimensão exterior ao Sporting, que o Clube não controla, porque não estão os Sportinguistas com esta direcção e apupam os seus representantes ou os agentes por si escolhidos na primeira ocasião e ao mínimo pretexto? Não devíamos estar unidos em torno da nossa Direcção e dos nossos ideais? Então porque não estamos?
Porque a instituição Sporting se desligou dos seus sócios e adeptos!
O divórcio é total e o que se pode, portanto, criticar na actuação da dinastia que tem governado o Sporting desde há década e meia, mais coisa menos coisa, é que nesta matéria os responsáveis nada fizeram para inverter uma tendência que alastrou a todos os clubes desportivos e que assim evoluiu um pouco por todo o mundo.
Noutros países o maior desafogo financeiro permitiu construir soluções que vão sobrevivendo, algumas com aparente sucesso, camuflando a natureza sociológica muito particular do fenómeno desportivo, embora quem esteja atento veja que se trata efectivamente de camuflagem. No nosso país optou-se por importar soluções de fora, esquecendo a realidade do país. Se o desporto, de uma forma geral, não pode ignorar ou viver à margem dos seus adeptos (vamos ver o que as soluções pós-modernas de organização desportiva vão dar a prazo nos países onde são praticadas), no caso de Portugal era absolutamente vital trazer para o terreno da organização desportiva, em primeiríssimo lugar, os adeptos.
O Sporting, esse, decidiu ignorar os sócios e os adeptos. Podia não o ter feito. Teria sido essa a solução inteligente. Esta é uma das chaves do sucesso ou do insucesso de outros clubes, que o Sporting podia e devia ter tido em conta. Está-se a ver o resultado.
A quimera "mercantilista" em que o Sporting embarcou levou a que dela resultasse o maior défice dos principais clubes portugueses. Onde está o resultado líquido de tudo isto? Sete "títulos" em sete anos, como dizia o outro, trouxeram afinal o quê? Em resultado de opções estratégicas erradas e de investimentos errados e totalmente desproporcionados, o Sporting está agora amarrado a uma situação da qual só pode sair com um enorme envolvimento de todos os Sportinguistas. Só cativando os Sportinguistas para a causa do Sporting se poderá alguma vez sair da crise. Sem Sportinguistas não há Sporting!!! Mesmo com, e apesar das contas positivas. Porque essas apenas servem para ir abatendo, timidamente, o défice e ir fazendo o jogo dos bancos.
Mas, o que vemos nós então no meio de tudo isto? Em vez de trazer para o seio do Clube os Sportinguistas, sobretudo os descontentes e legitimamente críticos, esclarecê-los, informá-los, prestar-lhes contas, a direcção parece tirar prazer em os afrontar.
A situação É grave, todos os dias no-lo dizem. Todos os dias o podemos testemunhar. Todos os dias o voo escasso e razante dos responsáveis Sportinguistas o demonstra. Mas, quando nos limitamos a exercer o nosso legítimo direito à dúvida, à análise crítica, a colmatar a deficiente democracia leonina, a vibrar com o Clube querido de sempre, a pagar (a pagar!), somos tratados como se tivéssemos peste. E somos afrontados!
Agora com provocadores apelos à paciência! Paciência para quê, paciência para quem?! O Sporting actual não honra a sua histórica grandeza e mesmo assim nós aguentamos. E mesmo assim voltamos sempre. Quem tem mais paciência senhor presidente??!! Nós, ou o senhor?!
A dinastia de dirigentes do Sporting de há 15 anos a esta parte esqueceu os princípios do Clube. Mas os Sportinguistas não. À dinastia actual há-de suceder outra dinastia. Ela passará, nós não!
Há que efectivamente ir tendo paciência e aguardar...
Não cabe neste espaço entrar em grande detalhe sobre esta complexa matéria porque abordá-la de forma exaustiva seria mais do domínio de um programa de candidatura à Direcção do Clube. Mas vale a pena deixar, nos limites de um blog desta natureza e na condição de observador da causa Sportinguista, algumas reflexões.
Se, como podemos concluir pela leitura das contas de 2006-2007, o exercício é positivo porque é que há crise? E se a crise tem (e efectivamente tem!) uma dimensão exterior ao Sporting, que o Clube não controla, porque não estão os Sportinguistas com esta direcção e apupam os seus representantes ou os agentes por si escolhidos na primeira ocasião e ao mínimo pretexto? Não devíamos estar unidos em torno da nossa Direcção e dos nossos ideais? Então porque não estamos?
Porque a instituição Sporting se desligou dos seus sócios e adeptos!
O divórcio é total e o que se pode, portanto, criticar na actuação da dinastia que tem governado o Sporting desde há década e meia, mais coisa menos coisa, é que nesta matéria os responsáveis nada fizeram para inverter uma tendência que alastrou a todos os clubes desportivos e que assim evoluiu um pouco por todo o mundo.
Noutros países o maior desafogo financeiro permitiu construir soluções que vão sobrevivendo, algumas com aparente sucesso, camuflando a natureza sociológica muito particular do fenómeno desportivo, embora quem esteja atento veja que se trata efectivamente de camuflagem. No nosso país optou-se por importar soluções de fora, esquecendo a realidade do país. Se o desporto, de uma forma geral, não pode ignorar ou viver à margem dos seus adeptos (vamos ver o que as soluções pós-modernas de organização desportiva vão dar a prazo nos países onde são praticadas), no caso de Portugal era absolutamente vital trazer para o terreno da organização desportiva, em primeiríssimo lugar, os adeptos.
O Sporting, esse, decidiu ignorar os sócios e os adeptos. Podia não o ter feito. Teria sido essa a solução inteligente. Esta é uma das chaves do sucesso ou do insucesso de outros clubes, que o Sporting podia e devia ter tido em conta. Está-se a ver o resultado.
A quimera "mercantilista" em que o Sporting embarcou levou a que dela resultasse o maior défice dos principais clubes portugueses. Onde está o resultado líquido de tudo isto? Sete "títulos" em sete anos, como dizia o outro, trouxeram afinal o quê? Em resultado de opções estratégicas erradas e de investimentos errados e totalmente desproporcionados, o Sporting está agora amarrado a uma situação da qual só pode sair com um enorme envolvimento de todos os Sportinguistas. Só cativando os Sportinguistas para a causa do Sporting se poderá alguma vez sair da crise. Sem Sportinguistas não há Sporting!!! Mesmo com, e apesar das contas positivas. Porque essas apenas servem para ir abatendo, timidamente, o défice e ir fazendo o jogo dos bancos.
Mas, o que vemos nós então no meio de tudo isto? Em vez de trazer para o seio do Clube os Sportinguistas, sobretudo os descontentes e legitimamente críticos, esclarecê-los, informá-los, prestar-lhes contas, a direcção parece tirar prazer em os afrontar.
A situação É grave, todos os dias no-lo dizem. Todos os dias o podemos testemunhar. Todos os dias o voo escasso e razante dos responsáveis Sportinguistas o demonstra. Mas, quando nos limitamos a exercer o nosso legítimo direito à dúvida, à análise crítica, a colmatar a deficiente democracia leonina, a vibrar com o Clube querido de sempre, a pagar (a pagar!), somos tratados como se tivéssemos peste. E somos afrontados!
Agora com provocadores apelos à paciência! Paciência para quê, paciência para quem?! O Sporting actual não honra a sua histórica grandeza e mesmo assim nós aguentamos. E mesmo assim voltamos sempre. Quem tem mais paciência senhor presidente??!! Nós, ou o senhor?!
A dinastia de dirigentes do Sporting de há 15 anos a esta parte esqueceu os princípios do Clube. Mas os Sportinguistas não. À dinastia actual há-de suceder outra dinastia. Ela passará, nós não!
Há que efectivamente ir tendo paciência e aguardar...
terça-feira, 20 de novembro de 2007
To run or not to run...
"Em Portugal é normal ouvir um assobio ou outro", declarou Nani a propósito do jogo da Selecção de amanhã. "Faz parte do futebol," concluiu. É verdade, tornou-se norma ouvir assobios nos estádios e os adeptos não discriminam: as vítimas podem ser os jogadores da sua equipa ou da equipa adversária, do seu clube do coração ou da Selecção Nacional. Todos diferentes, mas todos iguais no tratamento.
No último jogo da Selecção a atitude de Nani e de alguns dos seus pares fazia adivinhar tragédia. Tiveram sorte. Vamos ver o que dará a atitude "contida" amanhã.
Nani deveria pensar antes de proferir estas palavras (esta malta ganha tanta massa e não arranja um assessor qualquer que lhes tempere o comentário?) Quando estava no Sporting jogou frequentemente a meio gás. Todos diziam que ele era bom, que era mesmo muito bom! Mas a gente muitas vezes não via. Episodicamente quando os deuses e os ventos estavam de feição lá se via uma exibição mais digna de nota. Quando alguém espreitava das bancadas certamente... O mais das vezes ficávamos com a promessa. Depois, claro, lá vinham as desculpas: as botas, a azia, é jovem, está transtornado da psique, eu sei lá...
No Manchester, está bom de ver, adivinha-se outra disposição: os patrões já pagam melhor, são muito mais simpáticos, tratam a gente já com outra deferência e a gente, que remédio, tem de jogar bem. O tempo é que é uma gaita!
No Sporting o Nani estava frequentemente atacado de melancolias que o impediam de dar o seu melhor. Agora que o clima inglês lhe limpou o espírito reclama, resoluto, o fim do assobio.
Esta coisa das exibições a meio gás dá que pensar. É frequente ver jogadores em campo com aquela atitude bovina típica (a pastar, portanto!) quando as circunstâncias e o talento deveriam justificar outra atitude. Jogadores que mais tarde vamos ver (graças ao trabalho meritório de serviço público da Sport TV) noutros campeonatos a correr furiosamente e a deixar, então sim, a pele em campo semanalmente.
Há dias o PC deixou aqui, num post aliás cheio de oportunidade, uma interrogação que eu gostaria de levar mais longe, se possível... Dizia ele que "nesta minha [dele... e minha, nossa portanto!] lógica da batata ninguém me tira da ideia que há questões extra jogo que determinam a convocação de jogadores para o banco, mesmo quando os efectivos não jogam!" Eu pergunto mesmo se não há também questões extra jogo que determinam a disponibilidade do jogador convocado se entregar mais ou menos ao cumprimento do seu dever contratual?
Será que o teste do assobio engana?
No último jogo da Selecção a atitude de Nani e de alguns dos seus pares fazia adivinhar tragédia. Tiveram sorte. Vamos ver o que dará a atitude "contida" amanhã.
Nani deveria pensar antes de proferir estas palavras (esta malta ganha tanta massa e não arranja um assessor qualquer que lhes tempere o comentário?) Quando estava no Sporting jogou frequentemente a meio gás. Todos diziam que ele era bom, que era mesmo muito bom! Mas a gente muitas vezes não via. Episodicamente quando os deuses e os ventos estavam de feição lá se via uma exibição mais digna de nota. Quando alguém espreitava das bancadas certamente... O mais das vezes ficávamos com a promessa. Depois, claro, lá vinham as desculpas: as botas, a azia, é jovem, está transtornado da psique, eu sei lá...
No Manchester, está bom de ver, adivinha-se outra disposição: os patrões já pagam melhor, são muito mais simpáticos, tratam a gente já com outra deferência e a gente, que remédio, tem de jogar bem. O tempo é que é uma gaita!
No Sporting o Nani estava frequentemente atacado de melancolias que o impediam de dar o seu melhor. Agora que o clima inglês lhe limpou o espírito reclama, resoluto, o fim do assobio.
Esta coisa das exibições a meio gás dá que pensar. É frequente ver jogadores em campo com aquela atitude bovina típica (a pastar, portanto!) quando as circunstâncias e o talento deveriam justificar outra atitude. Jogadores que mais tarde vamos ver (graças ao trabalho meritório de serviço público da Sport TV) noutros campeonatos a correr furiosamente e a deixar, então sim, a pele em campo semanalmente.
Há dias o PC deixou aqui, num post aliás cheio de oportunidade, uma interrogação que eu gostaria de levar mais longe, se possível... Dizia ele que "nesta minha [dele... e minha, nossa portanto!] lógica da batata ninguém me tira da ideia que há questões extra jogo que determinam a convocação de jogadores para o banco, mesmo quando os efectivos não jogam!" Eu pergunto mesmo se não há também questões extra jogo que determinam a disponibilidade do jogador convocado se entregar mais ou menos ao cumprimento do seu dever contratual?
Será que o teste do assobio engana?
quinta-feira, 15 de novembro de 2007
Acalmia na Academia
Aquilo a que temos estado a assistir nestes últimos dias no nosso Clube do coração é o resultado deste projecto bizarro de colocar o Sporting em defintivo na senda da pós-modernidade. O "fim da história do Clube", a destruição da "ideologia" Sportinguista, a entrega da vida do Clube às flutuações e sabores do "mercado". O processo não vem de há um mês, nem sequer de há um ano. Começou há muito mais tempo, há algumas décadas, entalado algures entre a utopia mercantilista e a ruptura de tesouraria.
Estranho terreno este onde se ensaia o fim da ideologia: o da paixão desportiva.
A "paixão do desporto", sentimento martelado incessantemente pela Sport TV junto dos seus espectadores, encontra na prática da gestão desportiva corrente obstáculos inultrapassáveis, geradores de contradições insanáveis.
E, de vez em quando, estala tudo.
No Sporting (e não só) o "fim de ideologia", já se sabe, dá nisto: quando um jogador não se esfarrapa todo em campo a malta assobia, quando o treinador erra tem uma "espera" e depois de dois ou três resultados negativos seguidos o "povo sportinguista" (composto por gente como o dono da viatura que se vê na imagem, os "melhores") agita-se. E por aí acima até chegar ao topo da hierarquia de rostos visíveis da crise. Quando acabarem os visíveis recorrer-se-á, como é norma, aos invisíveis. O dr. Miguel Ribeiro Telles veio habilmente comprar algum tempo ao reconhecer que a origem da crise reside, em primeira instância, na administração. Foi bonito, mas já veio tarde.
O que conduz à pergunta: não andará a dinastia pós-moderna que ocupou as cadeiras do poder do Clube equivocada? Precisa da malta mas está a dar-lhes tema para assobio, quer gerar receita mas não fornece ao "cliente" aquilo que o "cliente" quer! A situação é dificilmente explicável e ninguém a suporta muito tempo.
Pelo meu lado, acredito que a história não vai acabar por muito esforço que seja feito nesse sentido. Os episódios recentes fornecem amplas razões para a gente pensar que a bolha vai rebentar mais dia menos dia. Neste momento preciso espera-nos certamente um período de acalmia. Os compromissos das selecções vieram numa boa altura. O excelente dr. Eduardo Barroso cita um seu professor que dizia que a saúde é um estado transitório que não augura nada de bom... Perguntem-lhe se não é verdade. Ora, acalmia, sabem os senhores directores do SCP, é também um estado transitório que não augura nada de bom.
terça-feira, 13 de novembro de 2007
Olhar os erros e corrigir
A minha atitude desde que escrevo aqui no KL tem-se pautado por não esmorecer nos momentos maus. Penso ser essa atitude de "puxar para cima" os ânimos a melhor maneira que tenho de contribuir para a superação das situações de crise.É por estas razões que acho importante continuar a analisar os falhanços e tentar dar-lhes respostas adequadas. Tentarei neste post analisar, a esta luz, partes do artigo do Público antes referido.
Atentemos, para começar, na seguinte afirmação de Luís Freitas Lobo sobre Paulo Bento, aí citada:
«Em Braga, ao optar por jogar com três centrais, depois do intervalo, numa altura em que perdia por 1-0 e o adversário controlava a partida, desequilibrou ainda mais a equipa.»
A afirmação é factual e, por isso, correcta; PB objectivamente errou.
Agora, tentando pôr-me na pele do treinador, entrego-me a supor o que se terá passado: ao intervalo, PB "deu nas orelhas" aos jogadores e modificou a equipa na presunção de que o discurso seria suficiente para a mudança de atitude dos jogadores. Não foi. Mas isso, tendo sido um óbvio erro, volto a dizer, portanto algo de negativo, pode também ser olhado pelo seu lado positivo: foi um voto de confiança que PB deu aos seus atletas, ao qual estes não tiveram, contudo, a capacidade de corresponder.
Isto também foi observado por Joaquim Rita quando escreve que «a vulnerabilidade mental de alguns jogadores não permite que ponham tudo em campo, apesar de serem bastante 'picados' para o fazer antes de entrarem no relvado.»
Numa outra crítica a PB estou também de acordo com LFL: «a estrutura que mais serve o Sporting é o 4-2-3-1, onde se defende dos seus defeitos e consegue disfarçar os maus momentos, não se expondo tanto.» Mas o mesmo LFL reconhece que esta «solução já havia sido utilizada pelo técnico português no decorrer dos jogos frente à Naval, na nona jornada e contra a Roma.»
O defeito de PB é que, talvez por ser um treinador ainda jovem e sentir-se pouco experiente, teme arriscar em mudanças, teimando por isso no 4-4-2 com losango. Ora, se este sistema era o mais apropriado no início da época, por ser a continuidade em relação à época anterior e porque havia Derlei para jogar ao lado de Liedson, nesta altura não o é. PB devia tê-lo compreendido logo que ficou patente que nem Djaló, nem (sobretudo) Purovic tinham capacidade para acompanhar o Levezinho.
Por outro lado, as contratações de início de época foram feitas no sentido de capacitar a equipa para jogar em sistema de ataque mais aberto, já que tanto Izmailov como Vucjevic têm características de extremos.
Por último, LFL refere um aspecto para o qual venho reiteradamente chamando a atenção (esta época pelo menos desde os primeiros dias de Setembro, nomeadamente aqui): «ao perder Caneira, o Sporting perdeu o ponto de equilíbrio.»
Face à evidência de que não iria contar com Caneira, PB, inteligentemente, procurou compensar a menor valia que o sector defensivo agora tem com o reforço da capacidade defensiva da equipa... no ataque; isto através do complemento que Derlei dava a Liedson quanto ao jogo defensivo no meio-campo adversário. Os dois juntos constituíam uma primeira eficaz "barreira", quando a equipa perdia a posse de bola.
A grande "desgraça" do (já de si insuficiente) plantel do Sporting foi, esta época (quem diria?) a lesão de Derlei.
Qual o valor do Leão?

Neste tempo de algum desânimo que os adeptos do Sporting sentirão em relação à nossa equipa, vale a pena pôr os pés na Terra e tentar analisar o valor desta. Tal análise deverá ser feita pondo de lado, o mais possível, a paixão e as convicções estabelecidas com base em preconceitos.
Eu também sou emotivo e também tenho paixão (sem isso, de facto, o que seria dos adeptos). Exprimo estes sentimentos no estádio: salto e abraço os amigos quando há golos, acompanho os cânticos, agito bandeiras e cartazes, tento, enfim, participar na festa.
No entanto, quando, aqui no KL, analiso racionalmente o que se passa com o Sporting, tento o mais possível despir-me da paixão, para deixar espaço exclusivo à razão. A polémica com quem arvora a postura contrária é, portanto, impossível. Se eu argumento no terreno da lógica e os meus interlocutores no da paixão, estaremos a ter uma conversa de surdos.
Traz o Público de hoje um artigo de Paulo Curado que, fazendo apelo a alguns dos analistas mais qualificados do nosso futebol (Luís Freitas Lobo, Joaquim Rita e João Querido Manha - este, na minha opinião o mais fraco, já que em muitas das suas análises não se consegue distanciar do seu patente benfiquismo), analisa, quanto a mim duma maneira geral bem, o que se passa com a equipa actual do Sporting. Vale a pena reflectir sobre esse artigo, motivo por que aqui o reproduzo.
segunda-feira, 12 de novembro de 2007
Tarde piaste
Pode o dr. Miguel Ribeiro Telles vir fazer as declarações que quiser agora, mas a verdade é que a (única) reacção até agora conhecida da administração peca por dois motivos. Os ingleses dizem a este propósito: "too little, too late!".
O caldo está definitivamente entornado e nada poderá inverter agora o curso dos acontecimentos. O valor das acções do Sporting não engana!
O caldo está definitivamente entornado e nada poderá inverter agora o curso dos acontecimentos. O valor das acções do Sporting não engana!
Dão-me licença?
Pode um lagarto, de uma espécie em vias de extinção, que já não é sócio do SCP, dizer o que lhe vai na alma?
Está tudo preocupado com pormenores e ninguém parece interessado em criticar as razões primeiras do mal-estar que todos sentimos e é reflectido no nosso blog.
Embora agora afastado dos meandros do Clube, o que me rouba capacidade para entender certas reacções da massa associativa e me impede de ajuizar conscientemente os actos da direcção ou as opções do treinador, o ter visto jogar o Sporting nas décadas de 40 e 50 e ter pertencido ao Conselho Geral nos anos 60, permite-me estabelecer comparações que gostaria de partilhar convosco, a conta-gotas, para não vos chatear muito!
Antes, porém, à guisa de preâmbulo, uma confissão. Não me chocou por aí além o resultado do desafio com o Braga. A equipa, não jogou melhor nem pior do que noutros desafios ultimamente disputados. Há uns dois anos que a equipa vem demonstrando uma confrangedora inépcia atacante. Creio que já aqui o referi. A culpa do "desastre" de ontem deve ser repartida pelo treinador e pelos jogadores. Um porque já devia ter reconhecido as insuficiências do sistema que adoptou, os outros porque deviam treinar, mesmo "fora de horas" e exaustivamente, (como o Peyroteu e o Eusébio treinavam...) o remate à baliza, de todos os ângulos e em todas as circunstâncias. Não fazem mais nada e deveriam justificar as fortunas que lhes são pagas.
Mas não exageremos. O resultado de um jogo de futebol, onde somos simples espectadores sem influência directa no seu desenrolar, nunca poderá constituir uma humilhação pessoal...
Vocês vão ver que daqui a 20 anos os resultados deixam de vos emocionar tanto e as bocas dos lampiões nem sequer deixarão mossa...
Está tudo preocupado com pormenores e ninguém parece interessado em criticar as razões primeiras do mal-estar que todos sentimos e é reflectido no nosso blog.
Embora agora afastado dos meandros do Clube, o que me rouba capacidade para entender certas reacções da massa associativa e me impede de ajuizar conscientemente os actos da direcção ou as opções do treinador, o ter visto jogar o Sporting nas décadas de 40 e 50 e ter pertencido ao Conselho Geral nos anos 60, permite-me estabelecer comparações que gostaria de partilhar convosco, a conta-gotas, para não vos chatear muito!
Antes, porém, à guisa de preâmbulo, uma confissão. Não me chocou por aí além o resultado do desafio com o Braga. A equipa, não jogou melhor nem pior do que noutros desafios ultimamente disputados. Há uns dois anos que a equipa vem demonstrando uma confrangedora inépcia atacante. Creio que já aqui o referi. A culpa do "desastre" de ontem deve ser repartida pelo treinador e pelos jogadores. Um porque já devia ter reconhecido as insuficiências do sistema que adoptou, os outros porque deviam treinar, mesmo "fora de horas" e exaustivamente, (como o Peyroteu e o Eusébio treinavam...) o remate à baliza, de todos os ângulos e em todas as circunstâncias. Não fazem mais nada e deveriam justificar as fortunas que lhes são pagas.
Mas não exageremos. O resultado de um jogo de futebol, onde somos simples espectadores sem influência directa no seu desenrolar, nunca poderá constituir uma humilhação pessoal...
Vocês vão ver que daqui a 20 anos os resultados deixam de vos emocionar tanto e as bocas dos lampiões nem sequer deixarão mossa...
Um momento de poesia
Não sei se foi de propósito ou não, mas esta citação das Poésies de Lautréamont não podia ser mais apropriada. Como tem origem (creio que) numa leoa, nunca se sabe se não há mesmo recado...
Olés
A última vez que ouvi "olés" num jogo do Sporting foi ainda no Estádio antigo. Em casa, sim! Já nem me recordo do nome da equipa porque a vergonha foi tão grande que o assunto ficou arrumado num canto obscuro da minha memória. Nem com hipnose lá vou...
O Sporting tinha descido ao seu nível competitivo mais baixo e o desespero levou os próprios adeptos Sportinguistas a tratarem a equipa daquela forma humilhante em busca, quiçá, de uma reacção.
Depois disso vieram as promessas de novos tempos, veio uma nova dinâmica, novos projectos, a esperança da mudança.
Pela primeira vez desde que entrámos na era do "projecto" sofremos todos o enxovalho de ter de ouvir "olés" dos adeptos do nosso adversário. Estes não queriam dizer outra coisa que não fosse isto: o Sporting revelou-se totalmente impotente para travar a equipa oponente!
Tempos houve em que uma equipa que tivesse o atrevimento que o Braga ontem teve e se aventurasse daquela forma perante o Sporting levava uma valente "trepa". Ontem o que vimos desde o primeiro minuto foi um Sporting vassalo, sem garra, acabrunhado, remetido para um jogo encolhido como se fosse uma daquelas equipas de fundo da tabela que visitam um grande.
Já aqui disse que não creio que estas coisas estejam a acontecer por acaso, nem creio que se trate de uma situação conjuntural. Repetirei até que me ouçam que o Sporting padece de um mal antigo e profundo que não foi resolvido desde que esta "dinastia" tomou conta do poder. Há que defenestrá-los! A eles e a todos os que deram o seu aval a esta gestão de opereta! O desastre desta gestão Sporting é total!
Pensavam que com um paleio enleante, um perfume caro, umas gravatas vistosas e um fato de bom corte enganavam a malta. Talvez sim, mas acabaram toureados em Braga. E isso não se lhes pode perdoar.
Tomem nota: foi sob a presidência de Filipe Soares Franco que a equipa de primeira categoria de futebol do Sporting Clube de Portugal voltou a ouvir "olés" num estádio.
Fora com as "chocas"! Chega de tourada!
O Sporting tinha descido ao seu nível competitivo mais baixo e o desespero levou os próprios adeptos Sportinguistas a tratarem a equipa daquela forma humilhante em busca, quiçá, de uma reacção.
Depois disso vieram as promessas de novos tempos, veio uma nova dinâmica, novos projectos, a esperança da mudança.
Pela primeira vez desde que entrámos na era do "projecto" sofremos todos o enxovalho de ter de ouvir "olés" dos adeptos do nosso adversário. Estes não queriam dizer outra coisa que não fosse isto: o Sporting revelou-se totalmente impotente para travar a equipa oponente!
Tempos houve em que uma equipa que tivesse o atrevimento que o Braga ontem teve e se aventurasse daquela forma perante o Sporting levava uma valente "trepa". Ontem o que vimos desde o primeiro minuto foi um Sporting vassalo, sem garra, acabrunhado, remetido para um jogo encolhido como se fosse uma daquelas equipas de fundo da tabela que visitam um grande.
Já aqui disse que não creio que estas coisas estejam a acontecer por acaso, nem creio que se trate de uma situação conjuntural. Repetirei até que me ouçam que o Sporting padece de um mal antigo e profundo que não foi resolvido desde que esta "dinastia" tomou conta do poder. Há que defenestrá-los! A eles e a todos os que deram o seu aval a esta gestão de opereta! O desastre desta gestão Sporting é total!
Pensavam que com um paleio enleante, um perfume caro, umas gravatas vistosas e um fato de bom corte enganavam a malta. Talvez sim, mas acabaram toureados em Braga. E isso não se lhes pode perdoar.
Tomem nota: foi sob a presidência de Filipe Soares Franco que a equipa de primeira categoria de futebol do Sporting Clube de Portugal voltou a ouvir "olés" num estádio.
Fora com as "chocas"! Chega de tourada!
domingo, 11 de novembro de 2007
Os meus votos
Que todos os miseráveis responsáveis por esta humilhação apodreçam no inferno! São os meus votos sinceros.
Não há o direito de se brincar assim com os Sportinguistas!!!!!!!!!
Não há o direito de se brincar assim com os Sportinguistas!!!!!!!!!
Calcio de luto
Acontece, infelizmente, volta não volta e um pouco por todo o lado. Primeiro, segundo, terceiro mundo, a hierarquia não interessa. De cada vez que isto acontece ficamos sempre com aquela sensação que o mundo endoideceu ainda mais do que pensávamos. Desta feita foi em Itália. Um adepto da Lazio foi morto a tiro em confrontos entre adeptos daquele clube de Roma e da Juve e, aparentemente, terá sido morto pela própria polícia. Jogos suspensos, luto decretado. Seguir-se-á o funeral e o fenómeno repetir-se-á durante o horário normal de serviço, certamente, um dia destes, algures por aí.
Como disse no início, acontece e, por isso mesmo, é que devemos estar atentos e informados.
Como disse no início, acontece e, por isso mesmo, é que devemos estar atentos e informados.
A alta competição - Parte 5
Uma derradeira pergunta, em jeito de nota de rodapé aos posts anteriores: ...ou será que tudo isto não passa de uma manobra de diversão para, entre as sensibilidades agora descobertas de CF e a Check-in, não percebermos que aconteceu, está acontecer ou vai acontecer grossa bronca no "universo Sporting"?
Preparemo-nos para os próximos episódios.
Preparemo-nos para os próximos episódios.
sábado, 10 de novembro de 2007
O jogo contra a Roma
É galo!
Sou dos que pensam que o Sporting fez uma das melhores (se não a melhor) exibições da época no jogo contra a Roma.
E que só não ganhámos porque não fomos felizes.
Vejamos o que é que isto de ser ou não feliz, ter ou não ter sorte, quer dizer. De facto, vendo bem, tudo o que se passou em termos das incidências dentro das quatro linhas decorreu de circunstâncias normais do jogo; algumas foram até muito lógicas.
Comecemos pelas lógicas:
- O Sporting chegou ao 2-1 em resultado do decurso normal dos acontecimentos; os golos (o deles e os nossos) traduziam o jogo-jogado, isto é, não foram golos fortuitos.
- Depois disso, nem o Sporting jogou de forma a dizer-se que podia conseguir o terceiro golo (que seria o que nos poderia pôr a coberto de alguma infelicidade), nem a Roma conseguiu entrar na nossa grande-área de maneira a criar oportunidades flagrantes de golo.
- Contudo, embora passando a jogar mais em contenção, o Sporting não se remeteu a defender o resultado (como tantas vezes tem feito nestas circunstâncias, com os funestos resultados que temos visto); o controlo do jogo foi feito na maior parte do tempo no meio-campo adversário e ensaiámos muitas jogadas de ataque.
- Não conseguindo tentar o golo através de entradas na área, a Roma tentou-o através de um pontapé de meia-distância. Que me lembre, foi esse o único remate perigoso dos romanos que aconteceu depois do nosso segundo golo.
- Visto em directo pareceu-me que o ressalto tinha sido fortuito e exclamei: “ganda paio!” Revendo depois as imagens reparei, no entanto, que Polga meteu de propósito a cabeça à bola, convicto de que a conseguia desviar da baliza; calculou mal e a chincha foi lá para dentro. E não se pode afirmar com certeza que se ele não tem metido a cabeça à bola esta não entrava na mesma.
Quanto ao outro aspecto de que nos podemos queixar, o golo limpo que nos foi anulado, é também uma circunstância normal do jogo, porque errar é humano e no resto o árbitro até esteve bem.
Digo, mesmo assim, que não fomos felizes porque se no futebol só entrassem os golos correspondentes ao tal jogo-jogado a Roma não teria obtido um segundo golo e, admitindo que não houve marosca, eram de fifty-fifty as hipóteses de o árbitro se enganar contra nós ou contra eles. Logo tivemos o azar de o árbitro se enganar contra nós!
Boas notícias
Para não ser tudo mau, houve várias boas notícias resultantes deste jogo:
- A já referida atitude de contenção “activa”, chamemos-lhe assim, não se remetendo à defesa e fazendo esta longe da nossa área.
- Um comportamento mais próximo de um profissional de alto rendimento por parte de Djaló, que esperemos seja sinal de recuperação das boas indicações que deu em alguns períodos da época passada. Deu-me algumas esperanças de que ele possa vir a fazer melhor companhia a Liedson no futuro próximo.
- Finalmente, o caminho que Paulo Bento vem experimentando aos poucos e poucos de, colocando Vucevic e Izmailov simultaneamente, alargar a frente de ataque, adaptando a equipa ao facto de não ter havido até aqui um segundo avançado em condições de acompanhar Liedson. Assim, mantendo os princípios de jogo, vem capacitando a equipa para jogar num sistema mais próximo do 4x3x3, alternativo ao habitual 4x4x2 com losango.
Sou dos que pensam que o Sporting fez uma das melhores (se não a melhor) exibições da época no jogo contra a Roma.
E que só não ganhámos porque não fomos felizes.
Vejamos o que é que isto de ser ou não feliz, ter ou não ter sorte, quer dizer. De facto, vendo bem, tudo o que se passou em termos das incidências dentro das quatro linhas decorreu de circunstâncias normais do jogo; algumas foram até muito lógicas.
Comecemos pelas lógicas:
- O Sporting chegou ao 2-1 em resultado do decurso normal dos acontecimentos; os golos (o deles e os nossos) traduziam o jogo-jogado, isto é, não foram golos fortuitos.
- Depois disso, nem o Sporting jogou de forma a dizer-se que podia conseguir o terceiro golo (que seria o que nos poderia pôr a coberto de alguma infelicidade), nem a Roma conseguiu entrar na nossa grande-área de maneira a criar oportunidades flagrantes de golo.
- Contudo, embora passando a jogar mais em contenção, o Sporting não se remeteu a defender o resultado (como tantas vezes tem feito nestas circunstâncias, com os funestos resultados que temos visto); o controlo do jogo foi feito na maior parte do tempo no meio-campo adversário e ensaiámos muitas jogadas de ataque.
- Não conseguindo tentar o golo através de entradas na área, a Roma tentou-o através de um pontapé de meia-distância. Que me lembre, foi esse o único remate perigoso dos romanos que aconteceu depois do nosso segundo golo.
- Visto em directo pareceu-me que o ressalto tinha sido fortuito e exclamei: “ganda paio!” Revendo depois as imagens reparei, no entanto, que Polga meteu de propósito a cabeça à bola, convicto de que a conseguia desviar da baliza; calculou mal e a chincha foi lá para dentro. E não se pode afirmar com certeza que se ele não tem metido a cabeça à bola esta não entrava na mesma.
Quanto ao outro aspecto de que nos podemos queixar, o golo limpo que nos foi anulado, é também uma circunstância normal do jogo, porque errar é humano e no resto o árbitro até esteve bem.
Digo, mesmo assim, que não fomos felizes porque se no futebol só entrassem os golos correspondentes ao tal jogo-jogado a Roma não teria obtido um segundo golo e, admitindo que não houve marosca, eram de fifty-fifty as hipóteses de o árbitro se enganar contra nós ou contra eles. Logo tivemos o azar de o árbitro se enganar contra nós!
Boas notícias
Para não ser tudo mau, houve várias boas notícias resultantes deste jogo:
- A já referida atitude de contenção “activa”, chamemos-lhe assim, não se remetendo à defesa e fazendo esta longe da nossa área.
- Um comportamento mais próximo de um profissional de alto rendimento por parte de Djaló, que esperemos seja sinal de recuperação das boas indicações que deu em alguns períodos da época passada. Deu-me algumas esperanças de que ele possa vir a fazer melhor companhia a Liedson no futuro próximo.
- Finalmente, o caminho que Paulo Bento vem experimentando aos poucos e poucos de, colocando Vucevic e Izmailov simultaneamente, alargar a frente de ataque, adaptando a equipa ao facto de não ter havido até aqui um segundo avançado em condições de acompanhar Liedson. Assim, mantendo os princípios de jogo, vem capacitando a equipa para jogar num sistema mais próximo do 4x3x3, alternativo ao habitual 4x4x2 com losango.
Venenos 34
Aqueles que confiaram na palavra dos dirigentes e ex-dirigentes do Sporting que diziam que o clube não tinha vocação para gerir outros negócios para além do futebol, enganaram-se... Acaba de ser criada uma agência de viagens "Sporting".
A agência já fez a sua primeira acção de marketing e, pelo sim pelo não, distribuiu sacos de enjoo aos Sportinguistas que assistiram ao jogo com a Roma. De facto, deram jeito...
A agência já fez a sua primeira acção de marketing e, pelo sim pelo não, distribuiu sacos de enjoo aos Sportinguistas que assistiram ao jogo com a Roma. De facto, deram jeito...
A alta competição - Parte 4
Podemos, em jeito de conclusão deixar aqui várias perguntas para que então alguém tenha a gentileza de responder.
Houve ou há algum problema com Carlos Freitas dentro do Sporting? Se houve porque não foi, ou não é, claramente explicado? Se não houve porque veio ele à televisão e aos jornais justificar-se desta forma agressiva e obviamente planeada de modo cuidadoso? Se houve erros no passado, como ele próprio admitiu, que erros desencadearam agora este drama? Quem contesta Carlos Freitas? Os adeptos?! A direcção? Se os sucessos nunca foram contabilizados quem são os responsáveis por essa omissão? Qual a razão pela qual se contabilizam então agora os insucessos? Quem foi o personagem ou personagens "do universo Sporting" que o levou a decidir ficar? Quem foi que o levou a ponderar a demissão? É Carlos Freitas que decide ficar ou sair do Sporting? Se não há crise por que razão o Conselho Leonino entendeu elogiar Filipe Soares Franco?
Estamos todos com uma enorme curiosidade em perceber esta "crise" que não é, e perceber, sobretudo, quem são os seus protagonistas, que o não são porque nunca houve crise!
Houve ou há algum problema com Carlos Freitas dentro do Sporting? Se houve porque não foi, ou não é, claramente explicado? Se não houve porque veio ele à televisão e aos jornais justificar-se desta forma agressiva e obviamente planeada de modo cuidadoso? Se houve erros no passado, como ele próprio admitiu, que erros desencadearam agora este drama? Quem contesta Carlos Freitas? Os adeptos?! A direcção? Se os sucessos nunca foram contabilizados quem são os responsáveis por essa omissão? Qual a razão pela qual se contabilizam então agora os insucessos? Quem foi o personagem ou personagens "do universo Sporting" que o levou a decidir ficar? Quem foi que o levou a ponderar a demissão? É Carlos Freitas que decide ficar ou sair do Sporting? Se não há crise por que razão o Conselho Leonino entendeu elogiar Filipe Soares Franco?
Estamos todos com uma enorme curiosidade em perceber esta "crise" que não é, e perceber, sobretudo, quem são os seus protagonistas, que o não são porque nunca houve crise!
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