
Pequeno Orçamento Vermelho 2007-2008
Sobre o assunto da OPA que Berardo "lançou" sobre as acções do Benfica, e que, agora se vê, teve uma intenção de carácter especulativo, vale a pena ler este post do Jogo Directo (embora eu tenha uma opinião diferente da do articulista sobre a questão do que ele chama o "governo das SAD").
Pode ser que o homem não valha lá grande coisa; apesar de que alguma coisa tem de valer, se não o Dunga não o tinha convocado para a selecção (embora tenha ficado no banco). Pode também ser que tenha havido dinheiros por fora, como nunca chegamos a saber se os há ou não nestes negócios, sendo embora certo que um dos benefícios das SAD é o de as contas estarem mais sob controlo.
Teci aqui nas páginas do KL, por diversas vezes, elogios a Paulo Bento. Tem óbvias qualidades que justificam esses elogios. O seu papel no Sporting ainda deveria um dia ser convenientemente dissecado. Estou certo que se/quando isso for feito ficaríamos todos a conhecer muitas coisas interessantes e teríamos, sem dúvida, algumas supresas. Cheira-me...
Numa importante entrevista a "A Bola" (4/6), Filipe Soares Franco refere os seguintes «cinco pontos vitais» no projecto desta direcção para o Sporting:Muito haverá a dizer sobre todos os pontos.
A primeira reflexão é que apenas houve avanços significativos no primeiro e no terceiro, concordando-se embora que eram dois dos mais prementes.
Digo "avanços significativos", mas, no que respeita ao primeiro ponto, não sei se é de lhes chamar avanços, já que eles vão num sentido que me mete muito medo, dado o poder de decisão estar nas mãos em quem está. Sobre este assunto tenho vindo a escrever e continuarei, porque me preocupa muito, mas não é o que agora quero tratar.
O ponto de que quero falar é o segundo.
Então porque é que, quanto à angariação de novos sócios, não se fez ainda quase nada. Não houve tempo? Não houve vontade? Houve preguiça? Ou houve incompetência? A excepção, por mim aqui elogiada, foi o jogo da Taça com a Académica em Alvalade, para o qual se promoveu uma mobilização dos núcleos e se conseguiu uma das melhores assistências da época. Elogiei a iniciativa, mas tive o cuidado de acrescentar: «Esperemos que isto não seja mero folclore; que possa, isso sim, ser um indício de que a nossa direcção começa a dar alguma atenção àquela que é a seiva sem a qual nem sequer haverá clube: os sócios e os adeptos». Qual quê; foi mesmo "mero folclore".
Volto agora a ter a esperança de que as palavras do presidente sejam cumpridas e que «este ano este projecto [de angariar novos sócios, venha a ter] um grande pontapé de saída».
E que não seja só o acto formal de angariar novos sócios, mas também dar-lhes contrapartidas à condição de associados, ou seja, direitos e vantagens de tal decorrentes. Destas eu destacaria a participação efectiva na vida do clube; que não haja mais golpadas do tipo das que levaram à aprovação da venda do património não desportivo, cuja decisão foi passada, à má fila, para o dócil Conselho Leonino.
Como eu dizia no escrito de Dezembro passado atrás referido, à cautela, vou esperar sentado.